Acampados – cinco filmes para o MST

Produzir comunicação pra ajudar a mudar o estado das coisas. Desejo que nos move e que cria a energia que faz existir a Catarse.

Desde a cooperativa anterior – que muitos de nós fizeram parte – pensávamos em um dia trabalhar pro MST e pra esta outra sociedade que o Movimento reivindica, e que seus integrantes têm coragem pra lutar por ela.

Na Coomunica não foi possível trabalhar pra movimentos sociais, não seria. Foi por limitações como esta que saimos de lá.

Já havia acontecido ano passado quando registramos em vídeo o Acampamento Continental Guarani em São Gabriel, quando a Via Campesina e o Centro Indigenista Missionário nos chamaram pra trabalhar juntos.

Agora, em fevereiro, rodamos acampamentos e assentamentos de todo o RS conhecendo por dentro de qual revolução o MST se ocupa, a de promover a nova mulher e o novo homem, que tenham consciência do mundo em que vivem, e concentrem força pra enfrentar os que acham que compraram o direito de mandar no planeta e dele sugar tudo o que puderem pra si.

Estes poucos têm sob seus domínios a maioria da população, seja pela alienação que seus instrumentos – como a grande mídia – produzem, seja pelos serviços que seus funcionários nos governos lhes prestam, ou pela miséria que administram, tolhindo a liberdade do homem que não sabe se hoje terá algo para comer.

Destas nossas andanças saíram três vídeos que estão sendo usados pelo Movimento no seu trabalho de base, um quarto registro está em finalização e mais adiante editaremos um quinto filme, ampliando as questões tradadas nos outros.

Estamos felizes em saber que a comunicação que escolhemos fazer pode ajudar na decisão de pessoas a integrar movimentos como o MST.

Abaixo, texto do André no blog agenciadisparate.blogspot.com

“Reportagem (de uma série de quatro) sobre a situação de acampados e assentados do MST no Rio Grande do Sul. O primeiro episódio realizado na região de Nova Santa Rita. Um filme de dentro do Movimento, sem demagogia.

Uma brecha que a imprensa gorda faz questão de deixar de lado na cobertura sobre reforma agrária no Brasil. Informações manipuladas, opiniões injustas são o que prevalecem no imaginário midiático. A elite brasileira ainda considera perigoso que o povo se una para lutar por seus direitos, porque isso altera as relações de poder na sociedade.

Mas para entender o MST é preciso ouvir as pessoas que fazem o Movimento: porque são elas que acreditam na desconcentração de terras, renda e riqueza no campo; acesso ao meio ambiente saudável e amor pela natureza; autonomia como trabalhador; futuro de tranquilidade para suas famílias. Y num país em que o povo mobilizado conduza às mudanças.

Pelo fim da exploração, da vergonha e da pobreza. A luta do MST é a luta das pessoas que formam o MST. Terra, justiça e liberdade.”

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