Jornalista da Catarse é perseguido e agredido

O relato é do colega Gustavo Türck:

Na manifestação pró-Yoda, quem tem barba é petista

Eu, um colega e um educando cruzamos com a manifestação pró-Yoda, hoje, na frente do Piratini.
200 pessoas bem vestidas, ternos, maquiagem, silêncio.
Sacamos a câmera para registrar o que ocorria.
Sou jornalista, formado, autônomo, membro de uma cooperativa de comunicação.
Não sou filiado a partido nenhum, nem meu colega, muito menos meu aluno.
Temos, sim, opinião.
Forte e contrária à manifestação, inclusive, mas não demonstramos isso no local.
Apenas fimávamos, quando fomos “identificados”, passaram a nos fotografar, membros da juventude do PSDB nos assediavam, pressionavam, ficou impossível permanecer no meio das pessoas.
“Sou jornalista, não sou de nenhum partido, estou trabalhando!” – tentava explicar em vão.
Saímos do cordão de isolmento, a governadora sairia do palácio para cumprimentar sua claque devidademente uniformizada. Eu me direcionava pela calçada com a câmera em mãos, quando fui atingido por uma pedra.
Falamos com um brigadiano, pedimos que ele observasse nossa saída dali porque não nos sentíamos seguros.
Rumamos pela Duque em direção ao rio. Ainda gravamos depoimento para a câmera contando o que havíamos passado.
Terminamos e fomos empurrados por um “cidadão” que passou em nossa frente e tirou algumas fotos no celular, quando fui ligar a câmera, ele e um outro gurizote, estagiário, certamente, identificados com crachá, entraram pela porta lateral da Assembléia e nos deixaram sob os olhares de um capanga que nos seguiu por mais meia quadra.
No meio do caminho, avistamos o Deputado Pedro Pereira, do PSDB, e o interpelamos, contando os ocorridos e informando que se fôssemos agredidos iríamos diretamente no seu gabinete.
“Mas isso é um absurdo, não pode acontecer…” – e ficamos por aí.
Disso tudo, apenas a certeza de que quem está hoje governando o Rio Grande do Sul se acha dono da coisa pública, age como dono, acima da lei, e se movimenta para favorecer os seus asseclas.
Ah, claro, e o BO que fizemos que está aqui embaixo…

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