Instituições de 4 estados discutem ações em rede para produção e manejo da Palmeira Juçara

Entre os dias 22 e 24 de abril reuniram-se em Presidente Getúlio, município do Vale do Itajaí, Santa Catarina, cerca 25 pessoas de 4 estados para a discussão dos processos da Rede Juçara – uma articulação entre produtores da Palmeira Juçara e outras entidades e atores sociais interessados na conservação sustentável da Mata Atlântica. Como uma das principais propostas levantadas está a utilização do fruto da árvore como alimento, valorizando-se a manutenção da Palmeira em seu ambiente.

“A produção de polpa dos frutos é uma alternativa de geração de renda bastante promissora para a agricultura, e, aqui, no Vale do Itajaí, a Palmeira Juçara está bastante presente. Além disso, ela responde à necessidade de atender à legislação de adequação ambiental através do seu uso nas áreas de reserva legal, e a ampliação, através do seu plantio, com certeza também fovorece à fauna, à regeneração das florestas e à recuperação das águas” – aponta Alexandre Prada, do CEMEAR, com sede em Presidente Getúlio e responsável pela organização do evento.

Durante os 3 dias de conversas, a rede discutiu amplamente a sustentabilidade no manejo da palmeira, dando-se ênfase ao uso do fruto da Juçara e o seu processamento. No dia 23, estiveram também presentes no salão paroquial da Igreja Evangélica Luterana do Brasil representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Meio Ambiente e da organização alemã GTZ, de atuação em projetos de preservação ambiental em toda a América do Sul.

“A rede vem desenvolvendo um trabalho de inserção política tanto junto aos estados em que atua como nos ministérios para desenvolvimento social e ambiental de agricultores familiares e comunidades tradicionais através do desenvolvimento da cadeia produtiva da Palmeira Juçara” – comenta Luciano Corbellini, coordenador do projeto que viabilizou a reunião e membro do Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica (IPEMA), com sede em Ubatuba/SP.

O evento serviu para que as organizações envolvidas dessem continuidade na consolidação da rede e nas atividades que estão sendo implementadas para mapear a produção da Juçara nos estados do RS, SC, RJ e SP, além de se estabelecerem novas estratégias de manutenção, novos projetos e estratégias de comercialização e, acima de tudo, buscar um entendimento sobre a legislação ambiental no manejo da palmeira e a constituição de um debate que fomente novas políticas públicas para o setor.

A Juçara

Espécie nativa da Mata Atlântica, serve de alimento à fauna e auxilia na recuperação das águas. Através do processamente de seus frutos, gera a Polpa de Juçara, um alimento extremamente rico, que pode tanto complementar a alimentação como ser a principal fonte de nutrição das pessoas.

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