A agricultura e o Código Florestal* – será só isso?

Na semana de repercussão sobre projeto para alterar o Código Florestal prioritariamente aos interesses da agricultura comercializada, as fotos da postagem logo abaixo sobre o Rio Maquiné denunciam um dos pontos mais critcados do relatório apresentado pelo deputado Aldo Rebelo [PC do B-SP] na comissão especial da Câmara dos Deputados: a redução de 30 para 7,5 metros a área mínima de preservação ambiental às margens dos rios.

Um trabalho dos ruralistas
O texto do deputado comunista, considerado “o pior retrocesso ambiental dos últimos 45 anos da história do país”, foi um serviço cobrado dos cofres públicos pela advogada e consultora jurídica da frente parlamentrar do agronegócio Samanta Piñeda. O pagamento de R$ 10 mil está registrado em duas parcelas iguais de R$ 5 mil divididas entre os gabinetes de Rebelo e do presidente da comissão especial, Moacir Micheletto [PMDB-PR], via verba indenizatória a que os deputados têm direito para o funcionamento de seus gabinetes. As informações são do O Estado de S. Paulo, terça-feira, 8 de junho.

*O título da postagem é reprodução do artigo de Aldo Rebelo e explicita a conveniência do deputado com as demandas da política mercantil para o meio ambiente imposta pelos ruralistas.

Será mesmo que existe escassez de terras agricultáveis no Brasil? Ou um bloqueio à expansão do agronegócio? É o Código Florestal que coloca os produtores rurais na ilegalidade? Não seria a Bolsa de Valores de Chicago?

O maior problema ambiental brasileiro é a questão fundiária. Mesmo que todos os produtores rurais regularizassem suas terras e obedecessem ao Código Florestal, ainda existiriam 100 milhões de hectares de vegetação não protegidos ambientalmente e que podem, portanto, sofrer com desmatamentos. O levantamento faz parte de um estudo elaborado pela Universidade de S. Paulo com a de Chalmers, na Suécia, usando os dados oficiais mais recentes [Probio, do MMA; Inpe e Imazon]
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