As coisas são para quem as enxerga.

Entrou rápido e intrépido pela porta mecânica. Corajoso, foi o primeiro a atravessar a estrutura de metal onde um guardião carrancudo cobrava pedágio. Sua dezena de olhos conferia as condições do lugar, e procurava um paradouro seguro para ele e sua protegida.

Parou um instante, sentiu o ar e avançou decidido até o fim do corredor. Observou atento as possibilidades da localização, mas ficou em pé. Acenou. Ela respondeu mexendo na bolsa:

– Senta lá no fundo, Homem-Aranha, que a mãe tá pagando a passagem.

Por Thais Fernandes. Leia mais em Dramaturgia em Miniatura.

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