A greve dos servidores da saúde e a prevalência do abandono

Os trabalhadores municipais, estaduais e federais da Saúde de Porto Alegre começaram hoje uma greve por tempo indeterminado. Os servidores denunciam que cumprem uma sobrecarga de trabalho, possuem baixa remuneração e estão sem condições materiais para atender a população porto-alegrense. Exigem o cumprimento das 30 horas semanais de jornada sem a redução salarial. Os postos de saúde são os que mais têm seu atendimento afetado pela greve.

Em 2010, o Coletivo Catarse produziu uma reportagem sobre a situação das pessoas que precisam recorrer aos postos de saúde e as condições de trabalho dos servidores. O vídeo original tem 48 minutos. Aqui, uma pequena versão:

“Não admitimos a retirada de conquistas. A intransigência do prefeito, que apenas promove o marketing de que Porto Alegre será uma das sedes da Copa do Mundo, precisa vir à tona. Como iremos sediar um evento mundial se a população morre em filas de postos e hospitais? No Hospital de Pronto Socorro, por exemplo, o vazamento de radiação do raio-X pode ter causado a morte de dois funcionários. O sucateamento dos locais de trabalho está levando à morte também os servidores, não apenas a população”, disse Joel Soares, dirigente do Sindisprev – RS.

Um calendário de mobilização foi divulgado pelos servidores:

23/8 – Terça-feira
14h – Assembleia Popular em Defesa da Saúde Pública em Porto Alegre, aberta à participação da comunidade, conselhos e entidades ligadas à saúde

24/8 – Quarta-feira
9h – Concentração para Ato Público em frente à Secretaria Municipal da Saúde. Após, saída em caminhada até a Câmara de Vereadores

25/8 – Quinta-feira
9h – Concentração para Ato Público no Paço Municipal
14h – Assembleia Geral Unificada, no salão do Clube do Comércio (Rua dos Andradas, 1085 – 4º andar)

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