Rafael Corrêa do Povo na Usina do Gasômetro

Rafael é um dos fundadores do Coletivo Catarse. É um festejado e reconhecido cartunista e quadrinista! Pra nós, antes de tudo, é um grande amigo e companheiro de viagem.

Ele já teve trabalhos premiados em festivais de cartum e quadrinhos em vários países. Este ano é o artista homenageado no XXII Salão Internacional de Desenho para Imprensa, que acontece até 27 de abril, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre.

Se você ainda não passou por lá, ainda dá tempo de ver os mais de 150 desenhos dele que estão expostos!

Com este cartum foi premiado na Turquia:

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Este texto sobre ele abre a exposição e foi escrito pelo cartunista Santiago:

RAFAEL CORRÊA DO POVO

Numa das tiras do Quino, o irmãozinho da Mafalda borda as paredes da casa com rabiscos, casinha, árvorezinha, passarinho, sol, nuvem , um cachorro todo torto, depois olha para o seu toquinho de lápis e comenta: “Não sabia que aqui dentro tinha tanta coisa”!

Pois o Rafael Bittencourt Correa, quando guri lá em Rosário do Sul (terra boa que já me deu até esposa!!!), um dia olhou pra o seu toquinho de lápis e descobriu que ali tinha milhões de quilômetros em linhas que ele podia desenrolar e formar biscos e rabiscos, cunhos e rascunhos, tujas e garatujas, caras e caretas, e depois ricos riscos como, cartuns, charges , ilustrações e quadrinhos. Até que chegou o momento em que tinha desnovelado seu lápis maravilhoso em todas as paredes, muros, lateral de armários, tampos de mesa, lado oposto do retrato da vovó e da certidão de nascimento, cartolinas, folha de almaço e folha pautada, folha corrida e folha parada, papel de pão, pano de prato, lençóis de linho, toalhinhas higiênicas, etc (e inclusive no próprio etc). Então arrumou o seu estojo de desenho e rumou a Porto Alegre pra pintar o sete, pintar e bordar, pintar como eu pinto, enfim pintar os canecos, até pintarem chances na imprensa. E assim como pinto no milho, o cara se achou no meio dos velhos e carcomidos cartunistas da GRAFAR, que souberam lhe colorir o valor.

Continuou dando corda no seu lapizinho automático de 5000 traço-bytes e tirou dali linhas engenhosas e argutas que foram parar na Folha de São Paulo, revista Mad, revista Saúde, até na França nas Editions Delcourt e nas suas próprias edições do tinhoso personagem Artur, o Arteiro. Também aterrisou em concursos vitoriosos em Istambul, Coréia do Sul, Armênia, Alemanha e claro, no nosso Salão Internacional de Desenho de Imprensa. Recentemente seus riscos lhe levaram para participar do Festival de Quadrinhos de Angoulême (posso confirmar por que tava junto, quando desbravamos la France Profonde!!!).

Para o Rafa o petróleo não tem valor, mas o ouro negro que brota do seu toquinho inesgotável, tem. É por isso que ele não descuida do seu lapizinho de estimação, leva atado numa cordinha pra passear e fazer xixi no poste, dá água e não deixa faltar a porção de grafite 3B no potinho de comida, então lhe afaga o pelo e bota pra dormir.

Depois todo o santo dia e até nos dias profanos, ele abana o rabinho, lhe lambe a mão e dá a entender “mãos à obra, meu amo, que a nossa parceria vai longe e será cada vez mais exitosa!!!! “.

P. S: Nas horas vagas, quando não está desenhando, Rafael Correa viaja para o Equador onde senta na cadeira do Palácio Presidencial e dá umas governadinhas como presidente!”

Santiago

 

Rafael é o de vermelho, durante a abertura da exposição:

Rafael é o de vermelho

 

Mais do Rafael Corrêa aqui.

rafael capa

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