Cobertura: show Citizen em Porto Alegre

Por Billy Valdez.

Na última quinta-feira, 26 de abril, Porto Alegre recebeu a banda norte-americana Citizen, que pisou pela primeira vez em solo brazuca, realizando seu show no Preto Zé.

A banda é bem recente, e seus integrantes são relativamente “novos”. Foi formada em 2009, quando a gurizada ainda frequentava o ensino médio, e conta com uma sonoridade e trabalho de banda grande. Mas não estou aqui para contar a história da banda, mas sim sobre o show aqui em Porto Alegre.

O Citizen, para quem não conhece, são uma daquelas bandas que o pessoal hoje chama de “pop punk” pela mistura e influência de post-hardcore, emo e o famoso alternativo (shoegaze) do final dos anos 80/90, e isso foi o que me atraiu a conhecer melhor e conferir eles ao vivo. Então, com essas referências, dá para sacar um pouco a vibe do som, que tem muita guitarra “viajante”, riffs com distorções limpas, baixo e bateria marcante e um vocal que mistura gritedo sentimental com melodia limpa.

Por serem uma banda “nova” ,certamente isso se reflete muito no seu público jovem/adolescente, de 20 e poucos anos. Em POA não foi diferente, tirando alguns amigos conhecidos da cena punk rock local, em geral eram adolescentes que estavam lá, que normalmente não frequentam muito os eventos, mas que estavam se divertindo demais, cantando TODAS músicas, pulando e gritando, bem diferente dos shows em arenas e estádios onde se é reprimido por bater cabeça e pular junto com a música. E a banda correspondeu a essa energia, arriscaram algumas palavras em português e, após alguns fãs se comunicarem em inglês, quebrando ainda mais qualquer possível barreira na comunicação, fizeram um show tocando diversas músicas que a galera pedia, sem seguir um setlist padrão.

Infelizmente, foi um show bem vazio, não vou me arriscar a dar uma estimativa, mas era algo que se podia transitar entre a galera bem livremente – uma pena. Mas isso não impediu que a banda fizesse um show bem enérgico. Não sei se foi por causa disso, de ter pouco público, se tornando um show meio intimista, que a banda colocou para o palco um fã, e ele tocou guitarra em uma das músicas, bem como o Foo Fighters anda fazendo em alguns shows. Foi bem legal, nem preciso dizer que o moleque se divertiu pacas, e seus amigos enlouqueceram, foi um gritedo só. (risos)

Enfim, foi um show bem legal e divertido, beirou os 50 minutos, com os caras tocando dois bis a pedidos da galera e, após descerem do palco, ficaram lá mesmo, no meio da gurizada, batendo fotos e conversando, algo que não se vê com toda banda.

Infelizmente, não foi possível presenciar e nem registrar a banda de abertura, a Sinclaire, de Novo Hamburgo, mas, por relatos de amigos, sei que mandaram um baita show, o público e o próprio Citizen curtiram.

A produção da tour é da Solid Music Entertainment, e a produção do show em Porto Alegre é da Red Sky Produtora e Audiocore Produções.

%d blogueiros gostam disto: