Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 9: direito de resposta

As lições que água nos dá…
Se o comportamento humano nas cidades tender para o afastamento – e asfaltamento – dos ambientes naturais existentes, o futuro permanecerá nebuloso.
É impressionante que, apesar de satírica, esta obra seja tão real. A quantidade de pessoas que passam ao largo do Arroio Dilúvio, em Porto Alegre, e que não tem ideia alguma de que ali possa haver vida e que já se convenceu que o riacho é um valão é muito grande – grande até demais.
E o papel dos canais de mídia corporativa, comerciais, financiados por empresas que não tem interesse em lidar com meio ambiente, mas, sim, de exaurir recursos naturais para se locupletar em empreendimentos vendidos como “solução da sua morada” é evidente.
As análises das relações de causa e consequência para questões de desastres naturais que acomentem cidades quase nunca centram foco nas raízes dos problemas, não se aprofundam as reflexões para iniciativas que possam modificar o comportamento das pessoas. Pelo contrário, a ideia é o paliativo, é varrer a sujeira para debaixo do tapete – canalizar valões, construir emissários marinhos ou fluviais a grandes distâncias, grandes lixões localizados onde ninguém vê e… pronto! Até a próxima tempestade, enchente, tornado…

É o direito de resposta da mãe Natureza.

Assista ao episódio de hoje: direito de resposta.