#096 – Que caiam todos!


Estátuas e privilégios foram erguidos em cima de sangue e suor negro e indígena. O Novo Mundo inteiro é assim. Onde houve escravidão e genocídio há ruas, avenidas, praças e monumentos que exaltam os nomes de quem escravizou e matou. Que espécie de lógica é essa que naturaliza algo tão cruel? Há muito tempo se fala de negritude. Seus monumentos imateriais, tais como a música, a comida, a história contada de boca em boca. Na materialidade das cidades está a plenitude da branquitude, conceito que vem se espraiando e trazendo reflexões cruciais para o momento em que vivemos. Como não achar normal que aqueles que têm nomes de praças e logradouros sejam os mesmos que tenham as posses, os cargos, os títulos? Que tenham a caneta que escreve a história? Os momentos são de questionamento e luta. Luta pela vida e questionamento sobre o papel que desempenhamos nessa máquina. André Simões, mestrando em Antropologia Social, revisita o Heavy Hour, agora à distância, mantendo o olhar e a voz aguçados. Ledeci Lessa Coutinho, ativista do movimento negro há 3 décadas, Historiadora, ex-Secretaria de Educação do município de Cangucu, Mestre em Educação pela Ufpel, no ano em que comemoramos uma década do lançamento d’O Grande Tambor (documentário que emergiu o Coletivo Catarse na História do Tambor de Sopapo e numa parte da trajetória do povo negro no Estado do RS), segue nos trazendo reflexões fundamentais e que mexem também com nossas emoções. A luta contra o racismo segue sendo central, e, nela, o coração e a razão precisam andar juntos, para que realize em toda sua plenitude!

Setlist:
O Grande Tambor – Suíte Senzala
Bob Marley & The Wailers – Africa Unite
Elza Soares – A Carne
Victoria Santa Cruz – Me Gritaron Negra
Emicida – Mãe
Blecaute – Eldorado do Sulfur

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