Apoie as comunidades indígenas a enfrentar a pandemia de Covid-19!

Em 29 de junho de 2020, contabilizou-se 13.801 contaminados indígenas e 493 falecidos. Só no Rio Grande do Sul, as comunidades indígenas Kaingang, Mbya-Guarani e Charrua perderam 4 importantes lideranças. Elas faleceram de Covid-19.

Mesmo sendo subnotificados, esses números revelam mais uma tragédia pelos povos originários do Brasil cujos anciões e jovens vem sendo afetados, mesmo nos recantos mais isolados do país. Contra o coronavírus, a solidariedade é por hora, uma das nossas melhores armas! Por isso, difundimos aqui algumas iniciativas de apoio às comunidades indígenas da região sul.

Apoio à comunidade Kaingang de Kandóia:

Apoio à comunidade de Kandóia (Faxinalzinho, RS)
A Covid-19 chegou na aldeia de Kandóia (Faxinalzinho). Diante de tal situação, a comunidade precisa do seu apoio para compra de comida e material de proteção. Além disso, a médica que fez o diagnóstico receitou como forma terapêutica o uso de Cloroquina 250, indo contra os princípios éticos da Organização Mundial da Saúde. Seguindo o receituário médico de Bolsonaro, ela vai contra as normas da OMS e contra a comunidade cientifica (que não recomenda o uso de Cloroquina ou Hidroxicloroquina, a não ser que seja gravíssimo. Além disso o uso desse medicamento pode trazer complicações como problemas cardíacos e para o fígado). Para que os indígenas não sirvam de cobaia para o governo brasileiro!

Campanha de arrecadação de alimentos e roupas via o Coletivo R.U.A aqui.

CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO SOLIDÁRIA. Viemos por meio desse post convocar a todas as pessoas, coletivos e entidades de Erexim e região para uma ação solidária junto ao Acampamento Kaingang de Votouro Kandoia que fica no município de Faxinalzinho. O Acampamento luta por demarcação de seu território ancestral a mais de 20 anos. Nesse momento de pandemia a população de mais de 100 famílias da comunidade encontrasse impossibilitadas de sua principal fonte de renda que é a venda de artesanatos. São quase 300 pessoas, mulheres, homens, jovens e anciãos em condições muito difíceis, incluem-se aí cerca de 100 crianças pequenas. A comunidade precisa muito de apoio. Por esse motivo chamamos essa campanha para a população local colaborar com alimentos e agasalhos para a comunidade resistir ao rigoroso inverno do RS. Entrar em contato pelo wtsap informado no card que buscamos oque for doado para encaminhar ao Acampamento.

Apoio às irmãs Iracema e Nilda Nascimento:

Ajude as irmãs Kaingang Iracema e Nilda Nascimento Ajude as irmãs Kaingang Iracema e Nilda a atravessar a epidemia de Covid-19 em segurança! As irmãs Nascimento descendem de um ramo Kaingang que sempre se posicionou em defesa das águas e da floresta. Na década de 1980, seus pais Alcindo e Rosa Nascimento vieram para Porto Alegre, iniciando um novo ciclo na história contemporânea Kaingang nas margens do Lago Guaíba. Iracema Nascimento é uma kujà (liderança-político espiritual) muito importante que cura, ensina e cuida de todos nós. Nilda Nascimento é viúva do kujã Zílio Jagtyg Salvador, que dedicou sua vida para a agenda do Bem Viver em Porto Alegre. A pandemia de Covid-19 chegou às aldeias Kaingang na capital e no interior do estado, e com isso está cada vez mais perigoso sair às ruas para vender seus artesanatos, grande fonte de renda. Para isso, Iracema, Nilda e suas famílias contam com a ajuda de colaboradores para que possam manter-se em casa e protegerem-se da Covid-19, recebendo auxílio para pagarem suas contas e comprarem alimento.  Clica AQUI para apoiar!

Apoio à Terra Indígena Nonoai e a Rejane Paféj Nunes Carvalho:

Participe da Rifa Solidária e gane um banho de atração, um banho de purificação ou até um cocar. Para isso, basta acessar aqui e Apoie a TI Nonoai – Banco do Brasil (001) Rejane Nunes Carvalho. CPF: 03020163099. Ag: 1899-6 cc: 79443-0. Contato: (54) 9662-9054.

Apoie à Retomada Kanhgág ag Goj (Rio dos Índios, Vicente Dutra, RS):

Vaquinha Solidária para a Retomada da vida Social Kaingang! Em julho de 2016, os Kaingang da Terra Indígena Kanhgá ag Goj (Rio dos Índios) no município de Vicente Dutra, retomam uma parte do seu território ancestral. Nos 7 hectares da fazenda recuperada, os Kaingang projetam uma vida social buscando também retomar os saberes e conhecimentos dos seus antepassados. Afastando-se dos projetos de desenvolvimento do agronegócio que destroem o meio ambiente e as comunidades tradicionais na região sul do país, os Kaingang da comunidade de Rio dos Índios planejam reflorestar seu território com a plantação da árvore sagrada fág (araucária), cujo fruto, o pinhão, é um dos mais prestigiados alimento dos Kaingang. O tronco da araucária é também utilizado durante o ritual do Kiki, um ritual em homenagem aos mortos que a comunidade planeja realizar novamente. Para a realização desse ritual, é preciso elaborar a bebida ancestral Kaingang o kiki-koi, a base de mel. É nesse sentido que os Kaingang de Rio dos Índios também precisam cuidar das abelhas que somente podem viver e dar mel num espaço livre de agrotóxicos. O mel utilizado pelos Kaingang antigamente era obtido das abelhas sem ferrão conhecidas como jataí. Além de produzir o mel, as abelhas nativas ajudam a polinizar e desenvolver todo o ecossistema. Porém o que se vê na região é a mortandade de milhões delas devido ao uso de agrotóxicos. Outro desejo da comunidade é o plantio autossustentável de milho, feijão e erva mate orgânicos e livres de químicos. Segundo o cacique Luís Salvador a ideia é: “poder alimentar nossa comunidade, ter nossa autonomia alimentar e também quem sabe, de repente a gente consegue alimentar todo o município e melhorar a saúde não só dos povos indígenas mas também dos não indígenas.” Para montar esse plantio, os Kaingang precisam de sementes crioulas, de adubo orgânico, ferramentas e caixas para as abelhas. O projeto visa a construção de várias hortas comunitárias nas casas das 48 famílias que habitam a comunidade. O cacique já realizou uma horta, mas a ideia é dar essa possibilidade para todas as famílias da comunidade. Os povos originários são os guardiões da floresta, apoiando esse projeto, você está também ajudando a proteger a natureza! CLICA AQUI PARA APOIAR

Apoie a Rede Indígena de Porto Alegre contra o coronavírus – Ajude as mulheres indígenas e artesãs:

Rede Indígena Porto Alegre contra o Coronavírus ! Nós somos um coletivo de mulheres indígenas das etnias: Guarani Mbya e Kaingang expressamos e mantemos viva nossa cultura através das artes, na confecção das cestarias, colares, pulseiras e brincos. A Rede foi criada para conectar apoiadores do Coletivo de Mulheres indígenas artesãs na Cidade de Porto Alegre e junto com o Centro de Referência Afroindígena/ Ocupação Baronesa para estratégia durante o período de isolamento e pandemia da COVID-19. CLIQUE AQUI PARA APOIAR

Para mais informações sobre a pandemia entre os coletivos indígenas, visite o site da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e conheça o Plano de Enfrentamento da Covid-19 no Brasil através do site Emergência Indígena. Veja também a Plataforma de monitoramento da situação indígena na pandemia do novo coronavírus no Brasil do Instituto Socio Ambiental.

Para ver outras campanhas de solidariedade com os povos indígenas do país inteiro, acesse aqui.

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