Atos durante a pandemia

No início da quarentena, as mobilizações populares foram interrompidas para evitar aglomerações. Porém, como os bolsonaristas seguiram nas ruas defendendo o autoritarismo, antifascistas organizaram seu contraponto.Depois, seguiram as lutas contra o racismo e contra a falta de condições básicas para o enfrentamento da pandemia.

O primeiro ato antifascista foi realizado no dia 3 de maio. Um grupo de aproximadamente 25 pessoas carregando uma faixa dizendo “Renuncia, Bolsonaro. Chega de mortes!” foi de encontro a uma reunião de apoiadores do presidente em frente ao Comando Militar do Sul, no centro de Porto Alegre.

Duas semanas depois, no dia 17 de maio, foi realizado o segundo ato antifascista na cidade. Novamente, o principal objetivo da manifestação foi combater o ato bolsonarista, repudiando os pedidos de intervenção militar e a negação da pandemia por parte do presidente e seus apoiadores.

O terceiro ato contra o fascismo de Porto Alegre foi realizado no dia 24 de maio, impedindo a reunião mercada pelos bolsonaristas. Apoiadores do presidente tentaram organizar uma carreata. Os antifascistas fecharam a rua e – ao som de “recua fascista, recua!” – forçaram os bolsonaristas a se retirar.

No domingo seguinte, dia 31 de maio, nova manifestação contra o fascismo. O quarto ato percorreu as ruas do centro e se dispersou na praça do tambor.

No dia 4 de junho foi realizado um ato em frente a prefeitura. Quilombolas, indígenas, moradores e moradoras das periferias, profissionais da saúde, pessoas em situação de rua e outros segmentos populares se uniram contra a precariedade das condições para o enfrentamento da pandemia e o racismo estrutural da sociedade. Alguns dos ataques denunciados pela população foram os cortes de linhas de ônibus nas periferias, falta de água para higienização de quem está na rua, precarização do SUS e o descaso do poder público com as comunidades indígenas e quilombolas.

Já o quinto ato antifascista, que aconteceu no domingo 7 de junho, foi marcado por um grande número de manifestantes. Os bolsonaristas não saíram as ruas.

No domingo seguinte (14 de junho), aproximadamente mil pessoal marcharam da Redenção até o largo Zumbi dos Palmares. O ato contra o racismo foi composto por uma maioria de pessoas negras , afirmando o valor das vidas negras e prestando homenagens às vítimas do genocídio.

Foto: Repórter Popular

O sexto ato antifascista foi realizado no dia 21 de junho. As principais bandeiras defendidas foram a democracia, o combate à violência racial e a saída de Bolsonaro e Mourão.

 

Fotos: Douglas Freitas
Texto: Bruno Pedrotti

 

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