22/08/2020 – 16h Obra comentada CD Áfrico com Sérgio Santos, Rodolfo Stroeter e André Mehmari

Ao vivo no Youtube!

Segue a chamado do Centro Cultural 25 de Julho:

O Centro Cultural 25 de Julho apresenta a segunda edição do projeto Obra Comentada, em versão online, trazendo o compositor e músico SÉRGIO SANTOS e os músicos RODOLFO STROETER e ANDRÉ MEHMARI para conversarem sobre o álbum Áfrico. O evento ocorrerá dia 22 de agosto, às 16 horas, através do link.

Proposta por Felipe Lacerda Antunes, coordenador e mediador do projeto, a parceria com o 25 foi iniciada em plena quarentena, para oferecer mais um alento com arte ao público. Felipe, que já acumula outros projetos similares na Rádio TCE-RS e em outros espaços culturais, provoca o diálogo sobre a obra selecionada através de entrevista com o artista.

O CD “Áfrico” foi o terceiro CD de Sérgio Santos, lançado em 2002, numa celebração da influência da cultura negra na MPB. Esse trabalho foi vencedor do Prêmio Rival-BR em agosto de 2002, como o melhor CD do ano no Brasil. Em 2017, ÁFRICO é o primeiro disco a integrar a Discoteca Básica do Século XXI do Museu da Imagem e do Som.

“Respondendo àquela clássica pergunta: quais os seus discos preferidos da vida? O cd ÁFRICO do Sérgio Santos está nos meus cinco mais. Obra dele em parceria com Paulo César Pinheiro, todas lindas como essa QUILOMBOLA, músicos e arranjos maravilhosos!!!!
Essas Minas Gerais fazem coisas assim!!!! Compositor, violonista e cantor de mão cheia, com uma assinatura própria, ele tem um trabalho muito lindo que precisa ser ouvido muitas vezes.” (Mônica Salmaso)

“A música brasileira é de uma riqueza extraordinária, com uma diversidade incomparável, que não se observa em nenhum canto do planeta. Nos últimos anos, Sérgio Santos é um dos melhores presentes que nossa música recebeu. Além de possuir uma belíssima voz, Sérgio se revela um compositor extremamente original. A sua inspiração parece inesgotável e, quando eu lhe pergunto de onde vêm essas idéias, ele costuma me responder, brincando: ‘é de um véinho lá de Minas’… Êta véinho bom, digo eu! Conheço e me encanto há bastante tempo com as melodias e harmonias das canções, modinhas mineiras e sambass de Sérgio. Em “Áfrico” ele nos mostra uma nova faceta da sua composição através de seus áfricos, como assim ele os chama. Neles é interessante notar como Sérgio trabalha o ritmo, um elemento musical que normalmente é associado à alegria, e que aqui se relaciona com vários sentimentos: de sensualidade, de nostalgia, de tristeza ou até mesmo de um clima mais reflexivo. E que às vezes explode numa atmosfera efusiva, dançante! Sérgio encontrou em Paulo César Pinheiro um parceiro ideal para estas 14 afro-canções (como eu gosto de chamá-las), que dariam muita alegria a Baden e Vinícius, criadores dos inesquecíveis afro-sambas da década de 60. E Paulinho, esse grande mestre, traduz com brilho para a poesia o que a música procura nos dizer.” (Francis Hime)

Desejamos a todos que curtam o evento e que estejam sempre atentos aos cuidados com sua saúde.

Para auxiliar artistas em situação de vulnerabilidade na pandemia, convidamos o público a contribuir com valor espontâneo na conta do Centro Cultural 25 de Julho – Caixa Federal – 104, Agência 1591, Conta 291-9, Operação 003, CNPJ 92911270/0001-72.
Sobre os artistas:
Em 1982 o mineiro Sérgio Santos, nascido em Varginha, sul de Minas Gerais, participa como cantor do espetáculo “Missa dos Quilombos” de Milton Nascimento. A partir daí aperfeiçoa seus conhecimentos musicais como violonista, intérprete, arranjador e compositor. Em 1991 conhece o poeta Paulo César Pinheiro que vem a se tornar o seu grande parceiro. Com ele compõe uma obra de mais de 250 músicas. Essa obra é cantada por artistas como Leila Pinheiro, Joyce, Ana de Hollanda, Alcione, Fátima Guedes, Simone Guimarães, Cláudio Nucci, Olívia Hime e Milton Nascimento. Faz canções também em parceria com Olívia Hime, Joyce, Francis Hime, Márcio Borges, Murilo Antunes, Tavinho Moura, Fernando Brant, André Mehmari.

Rodolfo Stroeter trabalha ativamente no cenário musical brasileiro desde o final da década de 70. Além de ter integrado a formação de dois grupos instrumentais históricos, o Divina Increnca e o Grupo UM, Stroeter é um dos músicos fundadores do grupo Pau Brasil, no qual toca desde 1978. O Pau Brasil, que tem grande repercussão nacional e internacional, já lançou nove álbuns instrumentais, além de ter feito incontáveis turnês e apresentações no Brasil, Europa, Japão e Estados Unidos. Em 1994, Stroeter expandiu a criação do Pau Brasil e fundou um selo musical homônimo, com identidade brasileira e contemporânea. Através dele, Stroeter produziu artesanalmente artistas como Joyce, Gilberto Gil, Banda Mantiqueira, Sérgio Santos, Marlui Miranda, Mônica Salmaso e outros. Seu trabalho como produtor musical o levou à direção artística da Orquestra Jazz Sinfônica, à frente da qual permaneceu por cinco anos. Atualmente, atua como músico no Pau Brasil, no quarteto formato por Tutty Moreno, Nailor Proveta e André Mehmari e com as cantoras Joyce Moreno e Marlui Miranda além de desenvolver trabalhos de produção musical para renomados músicos do Brasil e do exterior.

André Mehmari é pianista, arranjador e compositor. Considerado pela crítica “um artista singular de imaginação vibrante e generosa”, Mehmari teve seus primeiros contatos com a música através de sua mãe já em Ribeirão Preto-SP. Mudou-se para São Paulo em 1995, com seu ingresso no curso de piano da ECA-USP. Compositor prolífico e requisitado, apontado como um dos mais originais e completos músicos brasileiros de sua geração e premiado tanto na área erudita quanto popular, teve suas composições e arranjos tocados por muitos grupos orquestrais e de câmara, entre eles OSESP, OSB, Filarmonica de Minas Gerais, Miami Symphony, Orchestre de Normandie, Quarteto da Cidade de São Paulo e Quinteto Villa-Lobos. Recentes trabalhos incluem obras para o violoncelista Antônio Meneses e a trilha sonora da primeira série brasileira produzida para a plataforma Netflix. Além de uma vasta e premiada discografia, Mehmari possui uma ativa carreira internacional como solista e criou duos expressivos com músicos como Antonio Meneses, Mário Laginha, Gabriele Mirabassi, Antonio Loureiro, Danilo Brito, Maria João, Hamilton de Holanda, Marilia Vargas, Ná Ozzetti , Maria Bethânia e Mônica Salmaso.

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