A Luta pela educação pública.

Por Coluna vermelha:

A Escola Estadual de Ensino Fundamental Estado do Rio Grande do Sul está ocupada pela comunidade há mais de uma semana em Porto Alegre. Esta ação aconteceu como reação a quebra do cadeado da Escola realizado pela Secretaria da Educação do RS. Em sequência a esse ato entraram na secretaria da escola e levaram todos os documentos, computadores e arquivos contidos na sala.
Desde o início do ano estavam sendo feitos contatos com a Direção da Escola e também propostas para alocar a escola Rio Grande do Sul, que atende crianças, adolescentes e adultos na noite, que fazem o EJA (Escola de Jovens e adultos). Porém a Secretaria não formalizou propostas para que a Direção levasse à comunidade as decisões tomadas, seguindo o rito democrático desse processo. O Estado fez, de forma arbitrária e autoritária, sem ouvir e dialogar com a comunidade. Sempre houve manifestação por parte da comunidade dizendo não querer que a escola seja fechada, nem que a escola vire um anexo, um galpão ou qualquer outra coisa. Quais interesses podem estar por trás dessa ação?
A resposta da comunidade ocupando a escola é fruto do não diálogo do governo.
O Estado vai mudando as justificativas de porque quer fechar a escola.Começou dizendo que fez isso porque não houve diálogo com a direção e comunidade. Desde o início o diretor solicitou um documento com a proposta para falar com a comunidade escolar; depois que a ocupação completou uma semana, a justificativa começou a ser que a estrutura da escola está ruim. Como se não fosse responsabilidade da Secretaria e do estado atender essas demandas de melhoras de estrutura.

A ocupação segue de forma organizada e solidária. Com a ajuda de técnicos, que se disponibilizam a ajudar, a rede elétrica está sendo toda revisada. Há planos para fazer uma vistoria no prédio, tudo isso organizado pela ocupação. Houve a pintura dos muros da quadra de esporte, desenhos que ficaram pela metade foram pintados. Os movimentos sociais estão se envolvendo e ajudando como podem. A resistência em tempos de pandemia exige ainda mais organização. São inúmeras exigências para entrar no prédio e visitar a ocupação e o número de pessoas que podem entrar é reduzido.
Senhor governador Eduardo Leite, temos uma afirmação para gritar no seu ouvido todos os dias: a solução para a edução NÃO É FECHAR ESCOLAS!
Vamos lutar pela melhoria e ampliação das escolas públicas.
Temos certeza que a força e energia terá como fim a vitória. Um salve à Atena, ex aluna da escola, que está encabeçando essa batalha, junto com as mães organizadas pela liderança de Rossana, a galera antifascista, os diversos partidos, sindicatos e movimentos sociais, apoiadores e apoiadoras, vizinhos e vizinhas, o pessoal da papelaria do lado da escola, do mercadinho da esquina, do senhor que guarda carros. Ninguém quer o fechamento da escola e, com toda nossa mobilização, essa luta vai fazer a diferença, contra o desmonte da educação pública em nosso Estado!
É o povo pelo povo mais uma vez.

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