Ajude o povo Kuikuró da aldeia Lahatuá (MT) a fortalecer sua saúde!

O Coletivo Catarse conversou na última semana com o professor Marco Sávio que se encontra na aldeia Lahatuá no parque do Xingú. Marco é articulador curricular e pedagógico e trabalha há 4 anos com o povo Kuikuró na aldeia Lahatuá.

Como também militante da causa indígena, Marco assessora os indígenas na defesa dos seus direitos. O professor, historiador de formação, já fala quase fluentemente o idioma Karib e dá aula de conhecimento geral na comunidade ao lado dos professores Kuikuró.

Aldeia Latuah

Através de uma amiga, Marco nos contatou para difundir um financiamento coletivo que ele criou junto às lideranças da aldeia no intuito de conseguir iniciar a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na própria comunidade. Essa iniciativa nasce da necessidade de um atendimento de saúde mais próximo para os indígenas que moram na aldeia, sobretudo em caso de picadura de animal peçonhento, cortes o ataques de abelhas que, como ressalta o professor, são coisas bem comum na aldeia. Nesse sentido, Marco relata o caso de uma criança que foi mordida por uma jararaca e que teve que esperar a vinda de um avião de Canarana para logo ser levado à cidade. “Seria bom termos esse antiofídico na geladeira aqui na aldeia que tem prazo de validade de 3 anos, existem coisas que podem ser acondicionadas aqui na aldeia”, comenta o professor.

Jovens na aldeia Lahatuá

Com a pandemia a necessidade de uma UBS se tornou ainda mais necessária. Marco relata que pediram ajuda do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) mas que receberam muito pouco dinheiro de parte do poder público: “Não teve um dedo do poder público, como se esse lugar não existisse”, afirma o professor. Ainda, explica que durante os primeiros 4 meses da pandemia, os indígenas ficaram isolados na aldeia, mas após um tempo, começaram a receber bens de fora da comunidade e pouco a pouco algumas pessoas foram indo e voltando para a cidade. Uma das preocupações dos indígenas na comunidade é justamente o medo de pegar a doença indo a se tratar na cidade, longe da aldeia: “Ficavam doente tinham medo de ir até a Casa de Saúde Indígena (CASAI) na cidade e pegar algo lá e voltar e contaminar tudo mundo, como aconteceu com o H1N1”, explica novamente Marco.

Jovens mulheres na aldeia Lahatuá

Assim, o financiamento coletivo busca melhorar as condições de saúde da comunidade. Conforme Marco, o custo total da realização da construção da UBS é de R$ 210.000, mas para iniciar, o jovem realizou um financiamento coletivo de R$ 70.000. Entretanto, não é sem magoa que o professor levanta a campanha: “E essa coisa de eu ter que fazer um financiamento coletivo e buscar 3 fontes de financiamento sendo um deles o poder público para mim é vergonhoso. Tinha que ter essa UBS lá, pelo menos a estrutura dela”, afirma Marco.

Marco com seus alunos

Para contribuir com a construção da UBS da aldeia Latuah, visite o site do financiamento coletivo.

Saiba mais sobre a aldeia Latuah!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: