#justiçapormariferrer

Por Grêmio Antifascista:

No último domingo dia 08/11 ocorreu em Porto Alegre e em outras capitais os protestos #justiçapormariferrer que contaram com a presença de diversos movimentos políticos, estudantis, autônomos e lideranças comunitárias. O ato em Porto Alegre foi realizado no Parque da Redenção, mais especificamente no Monumento ao Expedicionário.
Carregando em seus peitos justa indignação, mulheres foram às ruas pedindo justiça por Mariana Ferrer após seu estuprador, o empresário André de Camargo Aranha (homem rico, branco e hétero) ser INOCENTADO pela justiça de Santa Catarina. Mesmo havendo provas cabais contra o estuprador como filmagens, relatos, sangue e até esperma do mesmo encontrados no vestuário da vítima, André foi inocentado.
O julgamento – que mais parecia a Inquisição Espanhola – no qual as provas foram simplesmente ignoradas e a vítima foi humilhada e exposta a todo o tipo de barbárie e de violência, terminou com a já tristemente recorrente culpabilização da vítima Mariana com insinuações nojentas por parte da defesa do estuprador utilizando fotos suas em redes sociais para sugerir que sua acusação não passava de tentativa de se autopromover e que suas poses sensuais de algum modo legitimariam o abuso sexual por parte do seu cliente.
Mari buscou justiça e encontrou, como inúmeras outras mulheres no Brasil, injustiça, humilhação e violência. Seu julgamento serviu de símbolo da dor compartilhada que cada mulher que já sofreu e sofre violência pela cultura do machismo carrega diariamente. Em cada estupro, em cada feminicídio, se vai um pouco de todas nós.
A cultura do estupro transfere a culpa dos agressores para as vítimas, alcançando no julgamento de Mari Ferrer a ideia de “estupro culposo” como síntese da ideia do advogado de defesa cujo argumento foi próximo de “ele estuprou sem intenção de estuprar”. Até quando mulheres sofrerão abusos e serão culpadas pelos atos de seus abusadores? A impunidade da violência contra a mulher corre solta no Brasil, seja no discurso do fascista Bolsonaro, seja em festas ou até mesmo nos estádios de futebol.
Nós, mulheres do Movimento Grêmio Antifascista, estaremos aqui para lembrá-los, homens, que jamais nos calaremos frente a menor injustiça contra qualquer uma de nós.
Hoje e sempre pedimos #justiçapormariferrer em defesa de todas mulheres!
*Existe um abaixo-assinado criado em defesa de Mariana para cobrar do Ministério Público de Santa Catarina e do Tribunal de Justiça do estado que está disponível no Change.org.

 

Movimento Grêmio Antifascista

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