VIVA A CIÊNCIA! VIVA O SUS! VIVA A VACINA!

Por Grêmio Antifascista:

Com o início da vacinação no país temos finalmente motivos ficarmos esperançosos e motivados a sonhar com uma possível volta aos estádios de futebol. Mesmo que ainda demore para que toda a população seja efetivamente inoculada, nasce um horizonte de esperança através dos esforços da ciência brasileira e dos pesquisadores brasileiros, ligados ou oriundos da “maligna” universidade pública mesmo sob os ataques discursivos e econômicos do governo Bolsonaro.

Nunca os brasileiros ficaram tão atentos com a elaboração de uma vacina e era como se houvesse 210 milhões de técnicos de futebol acompanhando e testando a evolução de um jogador. Assim como os técnicos são ouvidos após os treinos, os pesquisadores são continuamente questionados por jornalistas: “e a eficácia dessa vacina?” e muitos até poderiam responder: “eu confio no meu time”, o que faria total sentido já que confiar nos dirigentes desse clube Brasil não haveria a menor possibilidade. É bom lembrar que os testes clínicos, infelizmente, não são realizados em dois tempos de 45 minutos, até mesmo porque algumas vacinas e medicamentos acabam mostrando-se ineficazes. Além disso, esses “campeonatos” por desenvolvimento e testagem de vacina não duram meses normalmente, mas anos a fio. Esse campeonato da vacina para a COVID-19 é portanto um torneio excepcional.

No Brasileirão da vacina, parece que não poderia faltar rivalidade e, aqui no país isso aconteceu tanto nos usos políticos do governador neoliberal de São Paulo João Dória com o negacionista presidente Jair Bolsonaro, quando aqueles que possuem apreço pela ciência e os delirantes militantes antivacinas – esse último encabeçado pelo próprio Bolsonaro que incentivou a população a não usar máscaras, tomar remédios ineficazes como cloroquina e o inexistente “tratamento precoce”, mas incitou sobretudo a população a desconfiar da ciência. O presidente inculca nos brasileiros, dia após dia, que as nossas instituições de ensino e pesquisa não fazem jus aos investimentos públicos. Ainda se vale de fake news para construir um discurso baseado em “ingredientes perigosos” e “liberdade de escolha”. Essa postura infame potencializa um cenário de graves consequências para a sociedade, pois não podemos esquecer que, antes de tudo, a vacina é um ato de saúde coletiva.

Nós, por outro lado, temos muito que agradecer aos pesquisadores e as universidades públicas desse país. É de fato notável como foram capazes de sobrepor o negacionismo e obstruções de toda ordem que Bolsonaro e a mentalidade bolsonarista impuseram à pesquisa no Brasil. Não é pouco, então, o que pesquisadoras e pesquisadores fizeram e continuam fazendo, pois além da própria vacina (que obteve resultados excelentes mesmo no curto prazo), e ao modo de Baltazar em 1981 no Morumbi, de Dinho em 1995 no Atanásio Girardot ou de Pedro Rocha em 2016 num Mineirão lotado, marcaram o GOL do título jogando fora de casa com uma enorme torcida contra.

VIVA A CIÊNCIA! VIVA O SUS! VIVA A VACINA!

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