Que a História seja implacável!

Por Grêmio Antifascista:

Embaixo de uma mesa em um cassino clandestino em São Paulo e tentando se esconder da polícia para sair desapercebido de uma aglomeração com mais de 300 pessoas.

Foi nessas circunstâncias que foi encontrado o jogador Gabriel Barbosa do Flamengo, mais conhecido como “Gabigol”. Talvez por vergonha, talvez por medo de escândalo de ser pego em uma aglomeração durante a maior pandemia que acomete o mundo nas últimas décadas, Gabriel escolheu um lugar para se esconder por sua conduta irresponsável.
Enquanto Gabigol aglomerava no cassino ilegal paulista, hospitais do país todo fechando suas UTIs, ressurgimento da discussão novamente de medidas restritivas e lockdown e iminência de toque de recolher na cidade de São Paulo onde o jogador foi flagrado.
O futebol masculino é possivelmente o único esporte que continua atuando no cenário pandêmico brasileiro e é inegavelmente um grande foco de contaminação do vírus e das suas novas cepas. Sabemos que muitos clubes, jogadores e técnicos – como nosso treinador Renato Portaluppi- apoiam o discurso negacionista do presidente da república (sim, em minúsculo para ser condizente com sua “grandeza”) que decidiu forçar a imunidade de rebanho na população brasileira como estratégia em sua política de morte e promoção da circulação do vírus da COVID-19.
Os cartolas do Flamengo decidiram não aplicar nenhuma punição ao Gabigol por sua irresponsabilidade, demonstrando mais uma vez de modo evidente o papel de normalização da pandemia através do futebol. Talvez não seja surpreendente atitudes como essa de dirigentes como os do Flamengo que já ganhou os noticiários anteriormente pelo apoio da volta da torcida ao estádio e demissão de funcionário por publicar foto de jogadores sem máscara dentro do avião. Entretanto, o problema não está somente na direção e jogadores do Flamengo, eles são talvez casos mais facilmente identificáveis da estratégia de minimização e pandemia no Brasil de Bolsonaro.
É notável e facilmente reconhecida a influência que clubes e jogadores exercem nas pessoas, orientando consciente ou inconscientemente o modo delas agirem frente à doença. Esse poder é potencializado pela absoluta falta de orientação do Governo Federal, que afirmamos, não se dá por negligência mas por agenda política de gerenciamento da morte do povo brasileiro em prol das demandas econômicas do capital.
Não bastasse o vírus, o presidente genocida, o caso do Gabigol adiciona mais um elemento na minimização da responsabilidade coletiva frente a essa terrível pandemia que faz colapsar nosso sistema de saúde e tem atualmente em Porto Alegre seu epicentro de mortes, contaminação e esgotamento da capacidade de atendimento.

Que a história seja implacável com todos cúmplices da promoção da morte da população.

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