Agricultores denunciam mais uma pulverização em Nova Santa Rita

Em março deste ano, agricultores orgânicos do MST receberam mais uma pulverização aérea em Nova Santa Rita, região metropolitana de Porto Alegre. Os moradores do assentamento relataram novamente que tiveram a saúde e a produção orgânica impactadas. O “ataque aéreo”, como definiram ambientalistas e agricultores, aconteceu depois que os assentados entraram com uma ação na justiça contra o suposto responsável pela pulverização em novembro de 2020.

As famílias haviam sofrido os impactos de outra pulverização aérea em novembro de 2020 e estavam lutando para restabelecer a produção orgânica. A partir dos danos sofridos no ano passado, os agricultores entraram na justiça contra o fazendeiro que seria responsável pela aplicação de veneno. Depois de uma decisão judicial proibindo o acusado de aplicar agrotóxicos usando pulverização aérea, o assentamento sofreu o que muitos definiram como “ataque aéreo”, quando uma aeronave sobrevoou o local despejando agrotóxicos.

Segundo relatos, o avião teria despejado agrotóxicos sobre as casas, estufas, hortas e pomares dos moradores que fizeram a denuncia judicial da última pulverização. “O que fizeram foi covardia, foi um ato criminoso”, declarou uma agricultora e concluiu “Nós queremos justiça, sabemos que isso acontece o tempo todo”.

Na terça feira passada, dia 23 de março, o Tribunal Regional Federal (TRF) julgou o recurso do acusado pelas pulverizações. A decisão do tribunal manteve a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos próximo ao assentamento. Porém, além de responsabilizar individualmente o fazendeiro, os agricultores orgânicos reivindicam que seja proibida a pulverização aérea no município.

Para saber mais sobre o caso, confira a videorreportagem produzida pela Agapan e assista a live com debate sobre o tema.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: