Universidade: território indígena!

“Universidade: território indígena!” é o tema do material da Semana dos Povos Indígenas 2021 do COMIN e pode ser acessado aqui. É composto por uma cartilha de 37 páginas escrita por Edson Kayapó e Kassiane Schwingel e por três vídeos produzidos pelo Coletivo Catarse.

Estar na universidade pressupõe uma luta diária que está para além do cumprimento das atividades meramente acadêmicas, passando pelo enfrentamento de preconceitos, pela garantia de alimentação, moradia e transporte e pelo esforço em sintonizar a vida universitária com as tradições indígenas. Infelizmente, a universidade ainda não está preparada para a diversidade, relatam Nyg Kaingang e Rodrigo Kuaray no primeiro vídeo.

A universidade ainda é o espaço onde muitas pessoas indígenas não se sentem acolhidas, não se enxergam nos currículos e seus conhecimentos não são valorizados, afirmam Alana Manchineri e Edson Kayapó no segundo vídeo. Mas, se essas pessoas ainda permanecem nesse espaço, mesmo com todos os desafios de ser indígena na universidade, é porque há uma compreensão maior da necessidade de estar ali. E a luta de estudantes indígenas é para que, diariamente, esse cenário seja alterado.

Para a transformação da universidade ou sua construção com novas bases, é fundamental pensar no abandono das práticas colonialistas e eurocêntricas. Assim, abre-se espaço para a diversidade de compreensões de mundo, diversidade de saberes e ciências. Aline Kayapó e Walderes Coctá Priprá descrevem, no terceiro vídeo, o que seria a universidade ideal para os povos indígenas. Uma universidade que amplie nossas chances de seguir existindo enquanto humanidade e de maneira digna.

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