Campanha de Solidariedade Guarani na região metropolitana de Porto Alegre

As aldeias Guajayvi e Pekuruty, em Charqueadas e Eldorado do Sul, estão recebendo doações para contribuir com sua segurança alimentar. As duas comunidades estão seguindo as orientações de isolamento social, portanto não estão saindo para vender artesanatos. Somado a essa diminuição da principal fonte de renda, as aldeias também não estão recebendo a merenda escolar do governo do Estado.

As doações de alimentos ou agasalhos podem ser feitas presencialmente com o Coletivo Dharma em Guaíba, na rua 20 de setembro, 1210 – centro, ou por meio de depósitos na conta corrente da AMA Guaíba:

Banco Banrisul (041)
Ag.: 0219
CC.: 06.041073.0-5
CNPJ.: 94067824/0001-22
PIX: amaguaiba@gmail.com

A campanha está sendo organizada pela AMA Guaíba em parceria com o 34 núcleo do CPERS. Caso as doações sejam consigam dar conta das necessidades das duas aldeias, as organizações esperam atender também aldeias de Guaíba e Barra do Ribeiro.

Sobre as aldeias

As duas aldeias já enfrentam situações de vulnerabilidade em suas rotinas por estarem na beira de estradas. Além disso, também foram impactadas pela Mina Guaíba, proposta de construção de uma das maiores minas de carvão a céu aberto a menos de 8 km de distância das aldeias. Apesar da proximidade das aldeias da área que pretende minerar – estando uma delas a menos de 2km do local – a empresa ignorou a presença indígena. Não tendo feito o Estudo do Componente Indígena, seção obrigatória para Estudos de Impacto Ambiental tão próximos a comunidades indígenas, a empresa se limitou a definir as aldeias como “acampamentos supostamente indígenas”.

Contrariando as declarações da empresa, estão os laudos de três antropólogos e uma socióloga realizados de maneira independente e organizados pelo Comitê de Combate à Megamineração no Painel dos Especialistas. A equipe do Coletivo Catarse também esteve nas duas aldeias no final do ano passado registrando a luta das comunidades em defesa do seu modo de vida tradicional guarani e da natureza, tendo produzido um minidocumentário sobre a aldeia Guajayvi e outro sobre a Pekuruty.

Partindo dessas evidências e de nossas vivências nas duas aldeias, reforçamos a relevância da campanha de solidariedade. Não podemos colaborar com a sociedade que há 500 anos vem ignorando, expulsando, matando ou deixando que os indígenas morram de doenças ou de fome. Toda nossa solidariedade às duas comunidades e os demais territórios tradicionais que seguem resistindo ao extermínio.

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