As armadilhas do Clube – Empresa

Por Coluna Vermelha:

A cartilha mais do que batida das privatizações no Brasil e, imaginamos no mundo, diz que a primeira ação é precarizar e sucatear qualquer trabalho conduzido por agentes públicos.

Dessa forma nos acostumamos a ver empresas lucrativas e/ou que prestam relevantes serviços à população, serem dilapidadas até que entre em ação o segundo ponto da cartilha: chamar a mídia amiga do empreendedorismo capitalista para que detone a empresa, seus funcionários e venda a ideia que tudo o que é privado funciona melhor. Já vimos esse filme inúmeras vezes e infelizmente seguiremos vendo por muito tempo ainda. Essa estratégia é prejudicial aos interesses do nosso povo justamente por tirar de nós a chance de escolha sobre as políticas implementadas pelo Estado. Quem decide os rumos de uma empresa privada são seus acionistas, seus donos e ali estão submetidos à lógica do lucro.

Nos últimos anos temos assistido um sopro de democracia em muitos dos grandes clubes de futebol do Brasil. Em especial o S.C. Internacional, que é nosso foco principal nesse espaço de reflexão junto ao Coletivo Catarse, se abriu de forma até então inédita na nossa história, marcando eleição após eleição, recordes de participação do seu quadro associativo. O Clube é de sua torcida e tem seus rumos debatidos e decididos por sócias e sócios que podem votar e serem votadas/os. Não é coincidência o fato dessa abertura vir acompanhada de alguns dos maiores momentos de triunfo futebolístico do Colorado. A democracia areja as ideias e práticas de um clube e o torna ainda mais de cada um de nós, vermelhos por amor ao clube do povo.

Desse modo nos parece muito claro que a estratégia de endividamento, aliada a uma campanha constante contra a prática da política dentro dos clubes de futebol (vide a última eleição do Inter quando assistimos o rebaixamento da campanha à presidente à níveis nunca vistos antes) , vem sendo adotada para que surja um salvador da pátria, cheio de Dólares e Euros, compre a nossa paixão e passe a ditar o que deve ser feito dentro de uma instituição mais que centenária e que pertence à milhões de pessoas. Tudo com o aplauso da grande mídia, sempre pronta a vergar sua espinha ante ao deus-dinheiro. Esse é um risco que passamos a correr na medida em que avança no Congresso nacional projeto de Sociedade Anônima do Futebol, que prevê um novo modelo de “clube empresa” para o futebol.

Para debater esse assunto e entender quais estratégias podemos montar vale acompanhar a live promovida pelo Povo do Clube, que vai trazer a participação de torcedores que há tempos trazem a importância do futebol popular:

Alex Minduín, Sociólogo e Presidente da Anatorg Associação Nacional das Torcidas Organizadas do Brasil.

Irlan Simões da Cruz Santos, jornalista e fundador do podcast Na Bancada. Organizador do livro Clube Empresa: abordagens críticas globais às sociedade anônima do futebol.

Nicolas Duprat, sociólogo e pesquisador do futebol. Integrante do Movimento O Povo do Clube.

Ivandro Morbach, Conselheiro do Sport Club Internacional pelo Movimento O Povo do Clube.

Endereço para saber mais sobre a Live e sobre o Movimento Povo do Clube:
https://web.facebook.com/events/1063235690752131/

2 comentários em “As armadilhas do Clube – Empresa

  • 05/05/2021 em 11:18
    Permalink

    CLUBE EMPRESA É UMA ARMADILHA.
    que os cartorlas vão a merda……não negociamos nosso clube!!!!
    Vamos nos organizar cube do povo

    Resposta
  • 05/05/2021 em 13:36
    Permalink

    Importantíssimo debate. Estaremos atentas sempre o clube é do povo seus cartolas

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: