Contra o genocídio e a falsa abolição, 13 de maio em Porto Alegre

Numa espécie de anticelebração pelo 13 de Maio, data em que, no Brasil, se comemora a Abolição da Escravatura, vários coletivos e grupos que denunciam o racismo e a violência secular à qual vem sendo submetida a população negra em todo o território nacional convocaram e organizaram manifestações por todo o país. Em Porto Alegre não foi diferente! A manifestação, sincronizada com as demais capitais, teve seu início às 17h, mas uma pequena multidão já se fazia presente bem antes, com faixas, cartazes, bandeiras e uma fanfarra animando!

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Em meio à brados de “Fora Bolsonaro” e “Bolsonaro Genocida”, gritos de lembrança pelas milhares de vítimas do Covid-19 e pelo descaso descarado do Governo de Jair Bolsonaro frente á pandemia, o microfone foi aberto, e representantes do Movimento Negro e de outros grupos e coletivos vinculados á luta por direitos, igualdade e dignidade vociferaram o cinismo de uma abolição que nunca existiu, à não ser como mais uma estratégia de extermínio e que, só não vingou pela capacidade de resistência moldada através de séculos de opressão violenta, sofrida pelo povo negro e seus descendentes.

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Lutas comuns por direitos e dignidade foram lembradas: A luta indígena, a luta pela terra, a luta por um teto! Com faixas, cartazes e um caixão, a multidão de manifestantes seguiu em cortejo pela Av. Borges de Medeiros em direção ao bairro Cidade Baixa, no Largo Zumbi dos Palmares, onde um velório simbólico foi realizado, representando as vítimas das inúmeras violências e chacinas ocorridas no passado e no presente.

As manifestações pelo país afora tiveram ampla divulgação nas redes sociais, através da inciativa de vários grupos de comunicação popular e alternativas de mídia, sendo todo o material captado, exibido e compartilhado em tempo real!

A Brigada Militar e Guarda Municipal, apesar de presentes, se mantiveram à distância. A EPTC, limitou-se a organizar o trânsito durante a caminhada até o Largo Zumbi dos Palmares.

Reportagem: Paulinho Bettanzos.
Edição: Bruno Pedrotti.

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