Mamãe é a maior!


Por Coluna Vermelha:

As Gurias Coloradas mais uma vez fizeram história no Rio Grande do Sul e provam que Mamãe é maior!

As Gurias Coloradas, também conhecidas como “as donas do RS”, chegaram pela primeira vez às Semifinais do Campeonato Brasileiro série A1. A primeira vez também de uma equipe gaúcha nessa fase. Existia a possibilidade de dar um greNAL na semi. Sem dúvida que jogo é jogo, clássico é clássico e tudo é possível mas somos invictas desde 2017 contra elas, que tremem só de ver a camisa vermelha do outro lado! Crescemos em clássicos decisivos ainda mais e isso se chama identidade.

O que está por trás disso é toda uma estrutura e projeto de profissionalização quem vem sendo construído no Inter com a valorização da base e da categoria profissional. Com muitas coisas a evoluir, sem dar passos atrás, é necessário, enquanto torcedoras e torcedores, estar em cima das gestões para que essa realidade não mude e nem retroceda. Mas hoje estamos aqui para falar do feito histórico por elas conquistado no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Estádio do Morumbi, um dos palcos da primeira conquista da Libertadores do masculino em 2006.

A jogadora Shashá fez o terceiro gol do jogo aos 40min do segundo tempo do dia 22 de agosto de 2021. Logo ela que sempre foi importante para nosso time desde a retomada do futebol feminino do Inter. Logo ela que não havia feito nenhum gol ainda no brasileirão de 2021. Ela se ajoelhou e apontou pro céu falando “mãe”, que faleceu em dezembro de 2020 dias antes da final do gauchão daquele ano em que nos consagramos campeãs. No primeiro jogo das quartas de finais, disputadas dentro do Beira-Rio o resultado não foi bom pra nós, mas tivemos um gol de Djenifer que nos deixou vivas. Para o segundo jogo decisivo, em São Paulo, o espírito das Gurias Coloradas foi justamente de consciência de que elas poderiam e deveriam entregar tudo o que elas não conseguiram entregar no jogo de ida e um pouco mais ainda! A torcida acreditava que elas poderiam passar e com essa força, parte do povo que faz o Inter foi até o aeroporto e incentivou na hora do embarque e voltou em dobro para comemorar a vitória. Só quem se classificou sorriu! Agora é olhar pra frente, com humildade e força para jogar o que elas sabem.

Sabemos que falta uma pá de passos para que haja respeito às mulheres em nossa sociedade e com o futebol não é diferente, ainda mais porque as atletas que são protagonistas em sua maioria vem de famílias pobres, muitas são lésbicas e bissexuais e a grande parte, se não a maioria, são mulheres pretas. Tem preconceito pra caralho envolvido nessa história! “Brasil, o país do futebol” é uma máxima que para ser verdadeira deveria ter um adendo: “país do futebol masculino”, afinal nós passamos mais de 40 anos sendo proibidas de jogar oficialmente. As que queria jogar davam um jeito, jogavam no circo como atração, cortavam o cabelo curto para poder jogar sem ser presa, jogavam escondidas. Essa foi a história de uma das nossas primeiras atletas nos anos de 1970, a Ganso. Buenas, segue um resumo dos trinta e poucos anos em que o futebol para mulheres é permitido oficialmente:

O Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino ou ainda Brasileirão Feminino – Série A1 é disputado desde 2013, A competição é organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que em 2013 fechou parceria com a Caixa Econômica Federal e organizaram a primeira edição do Campeonato Brasileiro. Em 2017 a CBF alterou a fórmula de disputa da competição, tendo reduzido a 1ª divisão de 20 para 16 times e criado a Série A2, também com 16 equipes. Ao Ampliar o Campeonato Brasileiro a CBF cancelou a antiga Copa do Brasil de Futebol Feminino.
O marco histórico do Inter de chegar na semifinal é que, historicamente, os times paulistas dominam a disputa, tendo vencido 6 das 7 edições já realizadas (com 5 times campeões: Centro Olímpico, Corinthians, Ferroviária, Rio Preto e Santos). Em maio de 2021, foi anunciado a criação da Série A3, com 32 clubes.

A Taça Brasil de Futebol Feminino foi uma competição amadora disputada entre equipes femininas, que durou entre 1983 a 2007, quando foi criada a Copa do Brasil de Futebol Feminino.
Histórico do Inter nessa competição:

1984 – Inter 3º lugar
1985 – Inter vice campeão
1996 – Inter 3º lugar
1998 – Inter 3º lugar
2001 – Inter 3º lugar

A Copa do Brasil de Futebol Feminino foi a primeira competição de futebol organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), realizada anualmente de 2007 a 2016.

As informações sobre esse histórico foram retiradas do site Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Brasileiro_de_Futebol_Feminino . Acesso em: 24/08/2021

2 comentários em “Mamãe é a maior!

  • 25/08/2021 em 18:27
    Permalink

    As Gurias Coloradas mandam no Sul do país.

    O futebol de mulheres é resistência ao machismo e ao futebol moderno, precisamos estar sempre organizados para não deixar que vire essa merda que fizeram com o futebol masculino, mas que cresça com outra ideologia, com outra pegada….mais próximas de nós torcedores e torcedoras.

    Futebol Feminino, resiste e é o INTER, fazendo história mais uma vez, clube do povo é fodaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa demais

    Resposta
  • 25/08/2021 em 20:07
    Permalink

    Que o futebol feminino seja cada vez mais valorizado. Que as pessoas parem com preconceito.

    Viva as Gurias Coloradas

    Resposta

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