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NAZARÉ UNIDA NA LUTA – capitulo IV

Porto Alegre, 23 de maio de 2018
Em audiência pública realizada na Escola Ana Nery, moradores e moradoras da Vila Nazaré mostraram força e união frente as ameaças de remoção devido as duvidosas obras de ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho.
A empresa Fraport – presente na audiência – responsável pela obra, recusou-se em sentar na mesa de debate e não respondeu a nenhum questionamento das famílias da Nazaré. Além da numerosa participação da comunidade que lotou completamente o salão da escola, participaram desta audiência parlamentares da Câmara Municipal e Assembléia Legislativa, MTST, Ministério Público Federal, Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, Caixa Econômica Federal e Prefeitura Municipal
de Porto Alegre (DEMHAB).

Direção:
Tiago Rodrigues

Aster – Krisis (Vídeo Oficial)

Realização – Catarse Coletivo de Comunicação
Direção e Produção: Billy Valdez, Alan Chaves e Aster
Roteiro: Sergio Azeredo
Imagens, Montagem, Color Grading e Finalização – Billy Valdez

Audio gravado no Estúdio Chadam 606
Mixagem e masterização por Claudio Oderich
Arranjos e Letra: Aster
Produção musical: Aster e Claudio Oderich

Músicos:
Voz – Felipe Arnt
Bateria – Breno Nunes
Guitarra – Magaiver Oliveira
Guitarra – Sergio Azeredo
Baixo – Vini Fernandes

Apoio:
Minor House
Coletivo Catarse
Billy Valdez
Chadam 606

Agradecimentos: Wagner Sampaio Alves, Bruna Nunes, Aline Tesser, Carine Marques, Reverse, Adriano Côrtes (Rafael e Esposa), Camila Fleck, Tomazzoni Reativos, Vitor Fernandes, Alessandra Machado Cesar, Gabriel Pozza, Stephanie Nunes, Rodrigo Dias DBira, Murilo Reis, Carolina Leão, Kami Kühn, Douglas Flores, Rafael Souza, Jéssica Jesuino, Guilherme Teixeira, Natha (chefe), Filipe Rafael, Juliana Marques, Caroline Rolim, Alan Chaves e Billy Valdez.

 

A força que está com eles

A Polônia é o país de Karol, que propagava que Igreja e Religião não se misturavam… Claro, desde que a mistura não fosse a do outro, a do que pensasse diferente.

Polônia, América do Sul… Universos diferentes e tão próximos nessa disputa.

Numa dessas noites, estive no Opinião, clássico espaço de shows de Porto Alegre, com a cabeça sempre cheia dessas conjecturas políticas. Vivo no Brasil, sempre curti o assunto, nunca deixo essas questões de lado. Confesso ter modificado minhas relações pessoais por causa de política – lembro de já ter dito isso aos quatro ventos, levo o lance a sério. Em rápida conversa com alguns velhos e queridos companheiros de tantas aventuras metalísticas, velhas bandas, velhas Oswaldos, ouço a fatídica sentença de que amigos de longas datas, essas amizades, não deveriam ser transformadas por questões de diferenças políticas. O que importaria acima de tudo seria a música – Karol também dizia isso, que metafísica e realidade não se misturavam. De qualquer forma bateu… Refleti, reflito. Deixei de falar com diversas pintas. Algumas mais especiais que outras, por motivos também especiais.

Mas será que eu passaria boa parte desse show pensando nisso? Parecia adequado filosofar sobre amizade, política, egos, vaidades, mais um monte de coisas… Enquanto via a Vader fazer sua apresentação!

Putaquiupariu!!! -> xingamento machista on

Foi um desafio pensar em qualquer coisa que não fosse a sonzera que tava rolando, com uma luz muito legal, um som porrada, bem equilibrado, pesado, rápido, totalmente de acordo com o que eu esperava em um evento da Abstrati – falo bem mesmo! É um monte de contribuição importante dessa produtora pra quem gosta da cultura do rock pesado.

Sobre a Vader em si, eu já havia escutado alguns sons da banda por vezes. Curti, achei bem tocado, metal, essas coisas.

Mas a banda ao vivo é fantástica!!! Emociona!

Eu fico sempre muito eufórico em ver músicos de metal tocando tanto, tudo juntinho, técnicos – bases, performance bacana, bate-cabeça, aquela beleza do peso e das luzes vermelhas, aquele velho sentimento… Foda! Nunca fui fã dessa banda, então, quase tudo soava como novidades e coisas bem feitas, solos divididos entre um e outro guita, fraseados, arpegios e hammer ons, alavancadas… Aquilo tudo que a gente gosta bem. O guita-vocal é um fenômeno! Canta muito, com ótimas divisões de vocal (flow?) e um timbre muito bom pro estilo.

A galera presente era de um misto de pessoas mais velhas – que nem eu – com outras mais novas. Cabelos curtos, cabelos compridos. Nenhuma roda se formou. As mãos sempre levantadas com chifres e muitas respostas quase empolgadas às palavras em português – usuais na performance do nosso grande Piotr “Peter” Wiwczarek, guitarra, vocal, fundador e certamente um maluco pelo metal na Polônia e em qualquer outro lugar do mundo, como aqui em Porto Alegre, maio de 2018.

Entramos, eu e Billy, um pouco depois das 19:30. Portanto, depois do show de abertura da Dying Breed. Falando com André Meyer, vocal da Distraugth, um dos velhos companheiros de empreitadas metálicas por esse “mundão” de Porto Alegre, fiquei sabendo que o show de abertura foi foda – som muito bem equalizado e que a banda fez por merecer a honra de abrir para os Monstros Poloneses. Isso é bom! Que sigam fazendo seu som em palcos por todo esse Planeta que a cada dia se torna cenário mais que perfeito para o som extremo.

O Vader começou assim também e, hoje, toca em turnês, grava, cria arte, vive o metal. Fazer Death Metal na Polônia da década de 80 do século passado era um ato político. Fazer Death Metal no Brasil ou em qualquer parte desse mundo também é.

 

O ser Juçara – ep3 – Alimento para a Vida

Uma produção da Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse!

O ser Juçara é um documentário apoiado pela Rede Juçara, contendo três episódios (Nós e a Floresta, Cultura em Transformação e Alimento para a Vida) de cerca de 30 minutos cada, sobre a cadeia de valores econômicos, sociais e culturais do manejo sustentável da Palmeira Juçara (Euterpe edulis) – o açaí da Mata Atlântica, atualmente ameaçada de extinção assim como todo o bioma. É parte integrante do Projeto Cadeia de Valores da Palmeira Juçara, financiado pelo edital Fortalecendo Comunidades na busca pela Sustentabilidade, uma parceria entre o Fundo Socioambiental CASA e o Fundo Socioambiental CAIXA.

A trilogia retrata, além de toda diversidade encontrada no domínio da Mata Atlântica, as experiências do ser humano com os saberes associados ao manejo da floresta nativa, em especial da Palmeira Juçara. Este terceiro e último episódio, Alimento para a Vida, fiinaliza a nossa história apresentando as alternativas e a importância que os frutos da Palmeira Juçara têm para oferecer para alimentar nossas vidas. Com certeza sua contribuição vai para além da nutrição e da culinária, mas é, sim, um elemento delicioso que pode compor os mais variados pratos. No entanto, é preciso entender esta palmeira como parte de uma cadeia de valores culturais, que se relaciona e se apresenta como chave não só da preservação da floresta, mas da sustentabilidade das pessoas que vivem nessas regiões e que historicamente lutam para manter seus estilos de vida saudáveis e conectados com as forças da Natureza.

ciclo-logico_jucara

A trilha sonora é original, de autoria da banda de reggae Butia Dub, que, entre outras músicas, apresenta de maneira destacada neste trabalho a faixa Ser Juçara, sonzeira que abre todos os episódios e que faz fundo no trailer oficial da trilogia.

O projeto contempla ainda o lançamento de um site (www.oserjucara.com.br, endereço que temporariamente está encaminhando para as postagens de divulgação), a produção de DVDs para distribuição física e eventos de lançamento e apresentação da trilogia em espaços de Porto Alegre e Maquiné.

Tem interesse de veicular este material? Distribuir para as televisões locais de seu região? Os filmes são finalizados em padrão fullHD e com formato para encaixar nas grades de canais de televisão, tendo entre 27 e 30 minutos com os créditos. O licenciamento é Creative Commons, de livre distribuição e veiculação, com possibilidade de edição do material e reutilização, desde que SEM FINS LUCRATIVOS e com citação da fonte.

Faça contato com a gente: (51) 3012.5509 / gustavo.turck@coletivocatarse.com.br – com Gustavo Türck

PARA ASSISTIR AO EPISÓDIO 1, CLIQUE AQUI.

PARA ASSISTIR AO EPISÓDIO 2, CLIQUE AQUI.

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A palmeira Juçara

Nativa da Mata Atlântica, a Euterpe edulis ocorre do Rio Grande do Sul ao sul da Bahia e também é conhecida como açaí da Mata Atlântica, Içara ou Ripeira, neste caso devido ao uso tradicional de seu caule para produção de ripas e caibros na construção. A planta também é chamada de Palmiteiro ou Palmito Juçara, em virtude do seu uso para produção de palmito em conserva.

A redução da floresta somada à intensa exploração do palmito, colocou a Juçara na lista das espécies ameaçadas de extinção. Entretanto, como apresenta a trilogia O ser Juçara, na última década, o manejo da espécie para uso dos frutos tem se mostrado como grande potencial em termos ecológicos e econômicos e uma saída para evitar o fim da rica palmeira.

A polpa da Juçara é muito semelhante a do Açaí amazônico (Euterpe oleracea) tanto no sabor quanto na aparência e nas propriedades nutricionais.

Aguarde o lançamento do site http://www.oserjucara.com.br para maiores informações sobre a palmeira Juçara!

Existem Tainhas no Dilúvio – matéria do Jornal do Comércio

Foto: Luiza Prado/JC
<em>Pedro Carrizo</em>

As pessoas se distanciam cada vez mais de uma possível Porto Alegre sustentável quando o sentimento de estranheza determina sua relação com o meio ambiente. Exemplo disso é o fato de não conceber a ideia de que há vida no arroio Dilúvio, e sim apenas sua poluição. Em contrapartida à teoria desenvolvimentista, o Coletivo Catarse e o Grupo Cinehibisco lançam a websérie Tainhas no Dilúvio, com a proposta de explorar iniciativas de preservação ambiental e discutir o papel da comunidade nos grandes centros urbanos. A websérie mistura ficção e documentario para contar uma história dividida em nove episódios, nos quais são protagonistas a cidade e a personagem Janaína.

Antagônica à lógica imposta e integrada ao meio ambiente, Janaína, interpretada pela atriz Ana Rodrigues, é uma personagem com um estilo de vida comum a muitas pessoas. A protagonista da websérie Tainhas no Dilúvio representa uma cidadã em busca de novas alternativas para a vida urbana e, de acordo com os realizadores do projeto, podemos encontrar gente como ela em qualquer lugar da cidade. É aquele tipo de pessoa que faz sua parte, não busca se impor a ninguém e tem papel fundamental no estímulo para a vida sustentável.

Leia a matéria na íntegra no site do Jornal do Comércio