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Nazaré unida na luta – Capítulo I, II, III e IV

NAZARÉ UNIDA NA LUTA – capítulo I

Reportagem – 2018 – 11′ 00”

Sob a justificativa das obras de expansão da pista do aeroporto Salgado Filho, as famílias da Vila  Nazaré, zona norte de Porto Alegre e vizinha ao aeroporto, estão sendo ameaças de perderem suas casas. Sem negociação, a prefeitura quer dividir a comunidade que há cerca de 50 anos ali se estabeleceu, mandando parte das famílias para apartamentos do Minha Casa, Minha Vida no bairro Sarandi, onde hoje está a Ocupação Senhor do Bom Fim, e outra parte para o bairro Mário Quintana, próximo ao Loteamento Timbaúva. A decisão não agrada os moradores: não querem ser empurrados para mais longe, tendo arrancadas suas raízes de uma comunidade onde se sentem seguros. Também não querem se separar da vizinhança com quem cresceram e criaram laços. Ali, à beira da Avenida Sertório, as crianças estão matriculadas em escolas da região e há hospitais próximos. Faz-se tudo a pé. Jogadas para outra parte da cidade, desconhecida, preocupa o acesso a estes serviços básicos.

Para pressionar as pessoas a abandonar o local, a prefeitura corta os investimentos na Nazaré: não há nenhum cuidado com as ruas de terra ou com o saneamento do esgoto, que transborda em dias de chuva. Além disso, o posto de saúde que funcionava dentro da comunidade foi desativado. Tudo em nome do interesse da empresa alemã Fraport, que desde 2016 ganhou a concessão para operar o Salgado Filho e tem pressa em ampliar sua pista. Assim, moradoras e moradores se organizam para resistir a uma remoção imposta e não negociada. Pedem serviços no lugar da expulsão.

Expulsão que, aliás, será feita por uma empresa privada “reconhecida pela agilidade e técnica que consegue impor ao processo expropriatório”, a Itazi Engenharia. Tamanha agilidade e técnica, porém, parece sempre esquecer que, antes do aeroporto, há a comunidade – se não em termos temporais, certamente em termos de prioridade.

Gente, pessoas, famílias: seus sonhos e vozes sempre virão primeiro. Em defesa de seu território e de sua história, a Nazaré resiste.

NAZARÉ UNIDA NA LUTA – capítulo II

Reportagem – 2018 – 11′ 50”

Entre as famílias que querem sair da vila e as que querem ficar na comunidade, apenas um sentimento: incertezas.
Incertezas que afetam o cotidiano e as perspectivas de uma vida melhor para os moradores da Nazaré e de outras comunidades de baixa renda de Porto Alegre. Comunidades que tem que lidar com o racismo institucional do poder público e das multinacionais. No caso da Zona Norte da cidade, região vizinha do Aeroporto Internacional Salgado Filho, multinacionais como a Fraport.

“Nós queremos uma coisa concreta. Para onde vai? Quem vai sair? E o que vai ser feito para quem quer ficar?”

“A audiência é pra dizer alguma coisa pra gente porque até agora ninguém sabe nada.”
(Referente a audiência deste dia 09-03-18 às 15h no Ministério Publico do RS)

NAZARÉ UNIDA NA LUTA – capítulo III

Reportagem – 2017 – 30′ 00”

“Eu sou mais uma que não quero sair daqui”

“Eu tenho certeza que piorou, porque eles estão mais abusados, mais prevalecidos e se valem que estão cadastrando”

“É gente assustada, não é simples. A gente tem aqui e Porto Alegre obras da Copa do Mundo que estão inacabadas, destruíram vidas de comunidades, sem qualquer perspectiva de solução. É uma cidade traumatizada”

“Fica ruim, porque como eu vou dizer que quero casa em outro lugar se eu não sei onde é o lugar, ou falar que quero o valor em dinheiro – sem saber quanto é”.

“Pro Timbaúva, eu não quero ir”.

NAZARÉ UNIDA NA LUTA – capítulo IV

Reportagem – 2018 – 21’13”
Porto Alegre, 23 de maio de 2018
Em audiência pública realizada na Escola Ana Nery, moradores e moradoras da Vila Nazaré mostraram força e união
frente as ameaças de remoção devido as duvidosas obras de ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho.
A empresa Fraport – presente na audiência – responsável pela obra, recusou-se em sentar na mesa de debate e não
respondeu a nenhum questionamento das famílias da Nazaré. Além da numerosa participação da comunidade que lotou
completamente o salão da escola, participaram desta audiência parlamentares da Câmara Municipal e Assembléia Legislativa,
MTST, Ministério Público Federal, Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, Caixa Econômica Federal e Prefeitura Municipal
de Porto Alegre (DEMHAB).

Direção: Tiago Rodrigues

Ka’aguy Rupa

Documentário – 2018 – 28′

A mata (Ka’aguy) é condição para a existência dos Mbyá-guarani. Por isso o coletivo audiovisual de jovens mbyá Comunicação Kuery decidiu fazer um documentário sobre a Ka’aguy ouvindo a sabedoria dos mais velhos e registrando as aldeias onde vivem no Rio Grande do Sul. Falar sobre sua importância para a alimentação, a medicina, o artesanato e para a espiritualidade de seu povo:
“Nhanderu (Deus) nos criou para vivermos na mata, Tudo que tem nela nos beneficia. É de onde tiramos nosso remédio tradicional. Vivemos num lugar onde tem mata, mas já não é como antigamente porque desde que os jurua (brancos) tomaram nossas terras, eles só querem lucrar com as matas, ganhar dinheiro. Nóz Mbyá-guarani somos parte da natureza, vivemos e morremos com ela. Isso os jurua não compreendem. Olhando assim parece que ela não tem muito valor, mas ara Nhanderu e para nossos sábios é o que temos de maior valor no mundo”

Realização:
Comunicação Kuery

Apoio:
Coletivo Catarse e Fundação Luterana de Diaconia

O ser Juçara – ep1 – Nós e a Floresta

Uma produção da Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse!

O ser Juçara é um documentário apoiado pela Rede Juçara, contendo três episódios (Nós e a Floresta, Cultura em Transformação e Alimento para a Vida) de cerca de 30 minutos cada, sobre a cadeia de valores econômicos, sociais e culturais do manejo sustentável da Palmeira Juçara (Euterpe edulis) – o açaí da Mata Atlântica, atualmente ameaçada de extinção assim como todo o bioma. É parte integrante do Projeto Cadeia de Valores da Palmeira Juçara, financiado pelo edital Fortalecendo Comunidades na busca pela Sustentabilidade, uma parceria entre o Fundo Socioambiental CASA e o Fundo Socioambiental CAIXA.

A trilogia retrata, além de toda diversidade encontrada no domínio da Mata Atlântica, as experiências do ser humano com os saberes associados ao manejo da floresta nativa, em especial da Palmeira Juçara. Este primeiro episódio apresenta a relação direta e indireta das pessoas com a floresta, os modos de vida, as conexões que existem entre as experiências retratadas – e a perspectiva de que é possível se viver de maneira sustentável em todos os espaços.

A trilha sonora é original, de autoria da banda de reggae Butia Dub, que, entre outras músicas, apresenta de maneira destacada neste trabalho a faixa Ser Juçara, sonzeira que abre todos os episódios e que faz fundo no trailer oficial da trilogia.

Ouça a música!

Assista ao clipe Vida pra Viver [Bichos e Plantas], também parte deste primeiro episódio!

Na sequência, será lançado o segundo episódio, Cultura em Transformação, no dia 4 de maio. O projeto contempla ainda o lançamento de um site (www.oserjucara.com.br, endereço que temporariamente está encaminhando para as postagens de divulgação), a produção de DVDs para distribuição física e eventos de lançamento e apresentação da trilogia em espaços de Porto Alegre e Maquiné.

Tem interesse de veicular este material? Distribuir para as televisões locais de seu região? Os filmes são finalizados em padrão fullHD e com formato para encaixar nas grades de canais de televisão, tendo entre 27 e 30 minutos com os créditos. O licenciamento é Creative Commons, de livre distribuição e veiculação, com possibilidade de edição do material e reutilização, desde que SEM FINS LUCRATIVOS e com citação da fonte.

Faça contato com a gente: (51) 3012.5509 / gustavo.turck@coletivocatarse.com.br – com Gustavo Türck

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A palmeira Juçara

Nativa da Mata Atlântica, a Euterpe edulis ocorre do Rio Grande do Sul ao sul da Bahia e também é conhecida como açaí da Mata Atlântica, Içara ou Ripeira, neste caso devido ao uso tradicional de seu caule para produção de ripas e caibros na construção. A planta também é chamada de Palmiteiro ou Palmito Juçara, em virtude do seu uso para produção de palmito em conserva.

A redução da floresta somada à intensa exploração do palmito, colocou a Juçara na lista das espécies ameaçadas de extinção. Entretanto, como apresenta a trilogia O ser Juçara, na última década, o manejo da espécie para uso dos frutos tem se mostrado como grande potencial em termos ecológicos e econômicos e uma saída para evitar o fim da rica palmeira.

A polpa da Juçara é muito semelhante a do Açaí amazônico (Euterpe oleracea) tanto no sabor quanto na aparência e nas propriedades nutricionais.

Aguarde o lançamento do site www.oserjucara.com.br para maiores informações sobre a palmeira Juçara!

Lançamento! O ser Juçara, episódio 1: Nós e a Floresta (20/04)

Neste dia 20 de abril de 2018 finalmente será lançada a trilogia O ser Juçara, uma produção da Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse!

o-ser-jucara_nos-e-a-floresta_e-flyer

O ser Juçara é um documentário produzido pela Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse, apoiado pela Rede Juçara, a ser lançado em três episódios (Nós e a Floresta, Cultura em Transformação e Alimento para a Vida) de cerca de 30 minutos cada, sobre a cadeia de valores econômicos, sociais e culturais do manejo sustentável da Palmeira Juçara (Euterpe edulis) – o açaí da Mata Atlântica, atualmente ameaçada de extinção assim como todo o bioma. É parte integrante do Projeto Cadeia de Valores da Palmeira Juçara, financiado pelo edital Fortalecendo Comunidades na busca pela Sustentabilidade, uma parceria entre o Fundo Socioambiental CASA e o Fundo Socioambiental CAIXA.

A trilogia retrata, além de toda diversidade encontrada no domínio da Mata Atlântica, as experiências do ser humano com os saberes associados ao manejo da floresta nativa, em especial da Palmeira Juçara. Este primeiro episódio apresenta a relação direta e indireta das pessoas com a floresta, os modos de vida, as conexões que existem entre as experiências retratadas – e a perspectiva de que é possível se viver de maneira sustentável em todos os espaços.

A trilha sonora é original, de autoria da banda de reggae Butia Dub, que, entre outras músicas, apresenta de maneira destacada neste trabalho a faixa Ser Juçara, sonzeira que abre todos os episódios e que faz fundo no trailer oficial da trilogia.

Ouça a música!

Assista ao trailer!

Assista ao clipe Vida pra Viver [Bichos e Plantas], também parte deste primeiro episódio!

Na sequência, será lançado o segundo episódio, Cultura em Transformação, no dia 4 de maio. O projeto contempla ainda o lançamento de um site (www.oserjucara.com.br, endereço que temporariamente está encaminhando para as postagens de divulgação), a produção de DVDs para distribuição física e eventos de lançamento e apresentação da trilogia em espaços de Porto Alegre e Maquiné.

Tem interesse de veicular este material? Distribuir para as televisões locais de seu região? Os filmes são finalizados em padrão fullHD e com formato para encaixar nas grades de canais de televisão, tendo entre 27 e 30 minutos com os créditos. O licenciamento é Creative Commons, de livre distribuição e veiculação, com possibilidade de edição do material e reutilização, desde que SEM FINS LUCRATIVOS e com citação da fonte.

Faça contato com a gente: (51) 3012.5509 / gustavo.turck@coletivocatarse.com.br – com Gustavo Türck

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A palmeira Juçara

Nativa da Mata Atlântica, a Euterpe edulis ocorre do Rio Grande do Sul ao sul da Bahia e também é conhecida como açaí da Mata Atlântica, Içara ou Ripeira, neste caso devido ao uso tradicional de seu caule para produção de ripas e caibros na construção. A planta também é chamada de Palmiteiro ou Palmito Juçara, em virtude do seu uso para produção de palmito em conserva.

A redução da floresta somada à intensa exploração do palmito, colocou a Juçara na lista das espécies ameaçadas de extinção. Entretanto, como apresenta a trilogia O ser Juçara, na última década, o manejo da espécie para uso dos frutos tem se mostrado como grande potencial em termos ecológicos e econômicos e uma saída para evitar o fim da rica palmeira.

A polpa da Juçara é muito semelhante a do Açaí amazônico (Euterpe oleracea) tanto no sabor quanto na aparência e nas propriedades nutricionais.

Aguarde o lançamento do site www.oserjucara.com.br para maiores informações sobre a palmeira Juçara!

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 7: encontro

A vida numa cidade é feita de cruzamentos… Cruzamento de histórias.
Quando uma catástrofe ocorre – e não somente natural, mas, pois sim, o dia-a-dia urbano também é catástrófico -, os encontros seguidamente se movimentam pela história de cada um com aquilo que acontece.
E os pontos de vista se entrelaçam, as ideias se misturam… Dali saem soluções, crônicas, devaneios, poesia.
Nada como um encontro em um final de tarde para entendermos o que se passa em nossas vidas.

Assista ao episódio no site do Tainhas no Dilúvio.