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Heavy Hour 65 – 11.11.19 – Siempre de pié, nunca de rodillas!

No número 65 do programa Heavy Hour, a nossa parceira “Collita”, que cresceu no Kollasuyu, Bolívia, nos traz suas perspectivas sobre o que está acontecendo em seu país após a renúncia de Evo Morales. A luta do povo contra o colonialismo e o racismo não começa nem termina com a inclusão dos povos originários dentro do Estado, esta se faz nas ruas, agora e sempre! O papo está quente no estúdio, a companheira nos traz uma análise crítica e profunda das entranhas bolivianas e ressalta que essa luta vai além de uma briga entre partidos, é a expressão de uma luta anticolonial (e de classe) latente desde séculos! Participam também do programa, os ambientalistas da Associação Brasileira de Agroecologia, Renato Barcelos e Leonardo Melgarejo, que trazem suas perspectivas latino-americanas e apontam a um mundo em simbiose com o que Europa chamou de “natureza”. Mais um programa fodástico desde o Estúdio Monstro. Salve, Pacha Mama!

Na playlist:
Anthrax – Indians
Black Sabbath – War Pigs
Atajo – Nunca Más
Ruphay – Jacha Uru (El Gran Dia)
Tomatito e Luis Salinas – Aires
Rage Against The Machine – Calm Like a Bomb
Waldick Soriano – Eu não sou cachorro não

Heavy Hour 64 – 05.11.19 – 64 é agora!

Para cada projeto de ditardozinho furreco e seus AI 5, um Carlos Marighella e uma Marielle a lutarem pelo Brasil!

Em pleno aprofundamento do Estado de Exceção, que ataca, caça e mata indígenas, negros e negras, pobres das periferias, e permite que o presidente e sua trupe adulterem provas de crimes a olhos nús, sem que nada seja realmente colocado em seu caminho, o Heavy Hour traz essa discussão e também a memória do inimigo número 1 da última ditadura – Carlos Marighella, que nos inspira e nos avisa que, contra a violência do Estado, temos de ser fortes e reativos!

No Estúdio Monstro, a Defensora Pública Mariana Cappelari e o Historiador/Diretor Laurence West falam de seus desafios diários nos trabalhos em presídios e escolas, com o Direito e a História, contra o obscurantismo que nos obriga, esquerdistas revoltados, a defender a constituição como se fosse nossa tábua de salvação.

Clementine Tinkamó, Bruno Pedrotti, Marcelo Cougo e Gustavo Türck tocam mais um Heavy Hour, enquanto ainda é possível, nessa terra de mistérios e milícias.

Setlist:
Racionais MC’s – Carlos Marighella – Mil Faces de um Homem Leal
Chico Buarque e Milton Nascimento – Cálice
Violeta Parra – Miren como sonríen
Kae Guajajara – Espelho, espelho meu
Rage Against The Machine – Killing In The Name
Eu Acuso! – Choque de Ordem
Kreator – Pleasure to Kill
King Tubby – Jah Jah Dub

Heavy Hour 63 – Revoluconvulsionando…

Chile, Equador, Haiti… O grito unido dos oprimidos atravessa mares e montanhas e ecoa no Estúdio Monstro do Coletivo Catarse. Quem é nosso sujeito revolucionário? Enquanto nós, Classe Média do Coletivo Catarse, derretemos nossos cérebros pensando em como sairmos desse buraco em que estamos, toda gente, enfiados, fomos ouvindo relatos, colecionando palavras e emoções de quem está vivendo as barricadas andinas, ouvindo suas canções e hinos de resistência… No estúdio a Anarquista Carmem Puebla e o Lutador social Roberto del Monte nos falam sobre suas formas de ver o que acontece no Chile, na América e o que eles vivem aqui no Brasil, na luta diária. Essa luta que acumula e constrói novos mundos! Roberto, odeia metal, Carmem gosta de Death Metal e por isso o programa de hoje é uma ode ao punk revolucionário, à cumbia subversiva e a eterna Nina Simone. Viajem pelas veias da América Latina, agora ainda mais abertas e VIVAS!

Para contribuir nessa viajem, recebemos participações diretas desde o calor da revolta: o companheiro Grosso e o aspirante a anarquista e educador social, Mause. Ainda, o amigo venezuelano e professor de antropologia social da UFRGS, Pablo Quintero, contribui mais uma vez com a construção do nosso programa!

Playlist:
Inimigo Eu – Autoritário Opressor
Brian – Manutenção
Ana Tijoux – Cacerolazo
Aztra – Yo Te Nombro Libertad
Banda Bonnot – Himno Insureccionalista
Apatia No – Contra Ti Capitalismo
Nina Simone – Four Women
Damas Grátis – Policia que vida elegiste vos

Inscrições abertas para Oficinas Práticas de Produção Audiovisual e Trilha Sonora (1º ciclo – 2019)

Venha aprender fazendo: filmagem, edição e trilha sonora.

Em 6 encontros, o grupo produzirá um curta-documentário com trilha sonora original e com temática de cultura e saúde. A oficina consistirá em oferecer desde noções básicas de filmagem e edição até a montagem de equipe, segmentação das funções, quando os oficinandos se dividirão nas 3 áreas, exercitando sempre de maneira prática o manuseio dos equipamentos, até a execução da produção, com finalização e apresentação do filme em um evento de projeção ao final dos encontros!

Os encontros serão 2 vezes por semana nos seguintes dias:
13 e 14, 20 e 21, 27 e 28 de novembro – das 18h30 às 21h
Rua Fernando Machado, 464 – Centro Histórico – Porto Alegre

Para se inscrever, preencha o formulário abaixo.
Inscrições gratuitas e abertas até o dia 13 de novembro!
Vagas limitadas.

Clique aqui para se inscrever!

Heavy Hour 62 – 22.10.19 – Minasculinidade tóxica!

A mineração pra tirar leite de pedra vai acabar com os últimos resquícios de meio ambiente no RS, sem falar que a boa e velha classe média vai tomar banho em água podre por muito tempo em Porto Alegre… Mas o limite da opressão está na força que somos capazes de organizar. Esta frase de Steban Hidalgo, que participa com depoimento e canção deste Heavy Hour, traz o mote do programa: a resistência organizada a partir de sindicatos, entidades da sociedade civil, cidadãos e cidadãs engajados socialmente contra a mineração. Quando nossas vidas estão correndo risco por conta da ganância de poucos, que sempre prevalece no capitalismo, a sobrevivência depende da mobilização popular. No programa desta semana, os ecochatos (Ana Guimaraens, do SindBancários, Marcelo Roncato, das praças públicas, e Anahi Fros, das feiras ecológicas) biodesagradam a agenda do capital mineral no Rio Grande do Sul mais uma vez. Entre risadas de bruxa e músicas ao vivo, denunciamos os delírios de megaprojetos de mineração orquestrados por transnacionais para sugar o Pampa.

Setlist:
Victor Jara – El derecho de vivir en paz
Steban Hidalgo – Milonga de andar lejos
Banda Bonnot – Barricada
Criolo – Chuva Ácida
Calle 13 – Latinoamérica
Luiz Gonzaga – Xote Ecológico
Nuclear Assault – Critical Mass
Atropina – Cálice Blasfêmico