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Ato público pela libertação dos presos políticos da revolta social no Chile acontece em Porto Alegre nesta sexta-feira!

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Dentro da chamada para a “Semana de Agitação Internacional pela libertação imediata dxs presxs políticxs da revolta do povo chileno”, organizada pela “Coordenadora 18 de octubro para la libertad de los presos políticos”, acontecerá em Porto Alegre um ato público exigindo a libertação de todas as pessoas que foram encarceradas pelo Estado Chileno desde o início da revolta em outubro de 2019. A seguir deixamos o chamado para o ato e, aqui, o link do evento!

Há mais de dois meses que as ruas chilenas estão tomadas pelo povo, que, com coragem e determinação, segue enfrentando o terrorismo de Estado. Com ousadia e rebeldia, as “linhas de frente” estão lutando pela destruição de um sistema que há décadas se sustenta explorando, roubando e oprimindo a população!

Somente entre 17 de outubro e 30 de novembro, mais de 29 pessoas foram assassinadas, milhares feridas, incluindo mais de 568 torturadas e mais de 800 violencias sexuais cometidas pelos representantes do Estado chileno.

Por outro lado, colocando em xeque o neoliberalismo, destruindo símbolos do poder colonial-capitalista e enfrentando uma ordem social e política imposta, o povo em luta no Chile está tecendo caminhos revolucionários que se tornaram uma inspiração em toda América Latina. A resposta do Estado chileno através de seus representantes, a polícia e o exército, tem sido uma verdadeira vingança contra o povo em luta. Revelando sua face mais brutal, agora os aparatos de repressao estáo usando armas quimicas e colocando ácido na água e gás lacrimogênio usados nas manifestações. Até hoje mais de 347 pessoas perderam um olho, atingidas por balas de borracha, mais de 22 mil pessoas foram detidas e mais de 2 mil estão sendo processadas arriscando anos de prisão por lutar!

Em resposta à chamada da “Coordenadora 18 de outubro pela liberdade dos presos políticos” para a “Semana de Agitação Internacional pela liberação imediata dos presos políticos da revolta do povo chileno”, convocamos a nos reunirmos na frente do consulado chileno, nessa sexta 17/01 às 18h para exigir a libertação imediata de todas as pessoas que foram presas por lutar!

No Chile, no Brasil e em qualquer parte do mundo, frente a injustiça, frente a desigualdade, a luta é o único caminho digno!
Liberdade imediata e incondicional a todos os presos da revolta no chile.

Hasta que la dignidad se haga costumbre!

Concentração na frente do consulado chileno sexta 17/01-18h
Rua Padre Chagas, 79, Moinhos de Vento
Traz tua barulheira, teu cartaz, tua faixa
FORA PIÑERA, FORA BOLSONARO!
VIVA A REVOLUÇÃO SOCIAL!

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Projeto Entrelinhas em Porto Alegre

Quarta feira, dia 8 de janeiro as 19 horas, o Ponto de Cultura Áfricanamente recebe o Projeto Entrelinhas. Desenvolvido pela tradutora Glória Terra e Luiza Ninov, tem como objetivo aproximar culturas africanas e brasileiras por meio da literatura.

Nascido em Salvador, o projeto foi responsável pela ida do autor camaronês Francis Beidi à capital baiana. Para a estréia em Porto Alegre, o Entrelinhas convidou escritoras e escritores negros atuantes no Rio Grande do Sul: Lilian Rocha, Fatima Regina Farias, Bruno Da Silva Santos e Delma Gonçalves.

Serviço
O que: Projeto Entrelinhas em Porto Alegre.
Quando: 8 de janeiro.
Horário: 19 horas.
Local:  Ponto de Cultura Áfricanamente – Avenida Cristóvão Colombo, 761, Porto Alegre.
Entrada Franca.

30 anos da FAE, sábado (19), vai ter Rádio Feira!

Neste sábado, 19 de outubro, será o grande dia de comemoração dos 30 anos da FAE – Feira dos Agricultores Ecologistas. E a abertura desta festa busca fazer referência à forma como a 1ª Feira Ecológica do Brasil foi formada: através da união de ideias e esforços de agricultores familiares, ambientalistas e moradores da cidade que sonharam com um espaço de comercialização de alimento saudável e produzido de forma sustentável na capital dos gaúchos.

Com vasta programação, as atividades serão permeadas com uma transmissão ao vivo realizada pela equipe do Coletivo Catarse, a Rádio Feira, no ar das 8h às 12h!

Confere mais informações no Face da FAE: https://www.facebook.com/events/496386197868468/

Mina Guaíba pauta audiência pública na Assembleia Legislativa na próxima segunda

A possível instalação da maior mina de carvão a céu aberto da América Latina a 16 quilômetros do Centro de Porto Alegre está colocando em alerta um número cada vez mais expressivo de pessoas. A mobilização para evitar o que pode se tornar uma tragédia nas proporções de Mariana e Brumadinho ganha força na segunda-feira (30), quando a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, através da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, realiza a Audiência Pública Impactos do Projeto Mina Guaíba.

O evento ocorre às 18h, no Auditório Dante Barone, e deve lotar os mais de 500 lugares em torno do debate do projeto assinado pela Copelmi Mineração, focado  na produção de energia fóssil a partir da queima do carvão extraído.

A mina apresenta diversos riscos para o meio ambiente. O empreendimento ameaça acidificar e contaminar com metais pesados a água que abastece Porto Alegre e região metropolitana, já que ficaria instalado a 535 metros do Parque Estadual Delta do Jacuí- cujo rio contribui com 84,6% de águas limpas na formação do Guaíba. Estima-se que um  total de 4,3 milhões de pessoas serão impactadas na Região Metropolitana pela possível contaminação do entorno, além de eventual poluição atmosférica.

O Comitê de Combate à Megamineração no RS (CCMRS), composto por mais de 100 entidades e que tem em seu corpo técnico cerca de 50 profissionais, entre professores, mestres e doutores, estará na mesa de debates como um dos principais convidados da atividade. O coletivo luta contra um total de 166 projetos de mineração que pretendem se instalar no estado.

O evento, gratuito e aberto ao público, não substitui a necessidade de realização de uma audiência pública em Porto Alegre convocada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam), dentro do processo de licenciamento da mina, mas será mais um importante espaço de pressão da comunidade gaúcha contra o projeto.

A saber

A Copelmi Mineração obteve a autorização de lavra pela União em 1973 e estuda o terreno onde pretende instalar a Mina Guaíba desde 1978. A partir de 2014, vem buscando uma licença prévia de operação junto à Fepam para escavar carvão, areia e cascalho na área de 4,5 mil hectares, equivalente a cerca de 120 vezes o Parque da Redenção.

A intenção da empresa, que vem esgotando o recurso natural no Estado há mais de um século, é retirar 166 milhões de toneladas de carvão bruto em 23 anos de operação, até acabar com a fonte de combustível fóssil existente no local. Além disso, também pretende extrair 422 milhões de metros cúbicos de areia e outros 200 milhões de cascalho.

Para isso, serão retiradas de suas propriedades 72 famílias de agricultores, que cultivam 700 hectares de arroz orgânico e hortaliças,  abastecendo mais de 40 feiras ecológicas na região Metropolitana. O loteamento Guaiba City, condomínio em que residem cerca de 172 famílias também será diretamente afetado caso o empreendimento seja realizado.

Ainda não existe um posicionamento conclusivo ou prazo definido para emissão de parecer final, apesar de já terem sido realizadas duas conturbadas audiências públicas em 2019: uma em Charqueadas (em março) e outra em Eldorado do Sul (em junho), ambas consideradas parte do processo e sem encaminhamentos conclusivos. Ligada à Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente do Estado, a Fepam vem sendo pressionada pela sociedade a realizar uma terceira audiência pública em Porto Alegre.

Serviço:
O que: Audiência Pública Impactos do Projeto Mina Guaíba
Quando: 30 de setembro, segunda-feira
Onde: Auditório Dante Barone – Assembleia Legislativa – Praça Marechal Deodoro (Praça da Matriz), 1101, Centro Histórico, Porto Alegre
Horário: 18h (as portas serão abertas às 17h)
Vigília RS em Risco: A partir das 11h, na Praça da Matriz.

Texto e imagem: Comunicação Comitê de Combate à Megamineração no RS.

PGDR da UFRGS fará exibição do Dossiê Viventes e conversa sobre mineração no pampa

O Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) da UFRGS está produzindo um evento para refletir as práticas tradicionais de conservação e a mineração no pampa. Será na quinta feira, dia 19 de setembro as 14 horas no Auditório Nascente (Prédio Centenário da Escola de Engenharia. Praça Argentina número 9, Campus Centro).

Será feita uma exibição do documentário longa metragem “Dossiê Viventes- o pampa viverá“, produzido em 2018 pelo Coletivo Catarse. Além disso, haverá roda de conversa mediada pela Doutoranda Luna Carvalho com os seguintes participantes:

  • Vera Collares- pecuarista familiar de Bagé.
  • Daniel Vaz Lima- antropólogo da UFPEL e pesquisador da lida campeira.
  • Juliana Mazurana- da Fundação Luterna de Diaconia (FLD) e articuladora do Comitê de Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa.