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Projeto: Coletivo Catarse Apresenta – “Inseguro Animal” – banda Rivadavia

Apresentamos a banda RIVADAVIA de Porto Alegre, lançando seu clipe para música Inseguro Animal.

Coletivo Catarse Apresenta, é um projeto de entrevistas na qual a banda fala sobre o processo de criação da música, do clipe produzido, a ideia por trás da produção e uma breve apresentação da banda.

Confira o videoclipe:

Ficha técnica da entrevista:
Imagens | Edição: Billy Valdez

Ficha técnica clipe:
Realização: Catarse Coletivo de Comunicação
Direção: Billy Valdez e Jo Reis
Produção: Billy Valdez, Jo Reis, Si Perla e Rivadavia
Roteiro: Jo Reis
Imagens, Montagem, Color Grading e Finalização: Billy Valdez
Áudio gravado no 261 Estúdio
Mixagem e masterização por Jamur Souza e Rivadavia
Música por Jo Reis e Rivadavia
Letra por Jo Reis
Produção musical por Jamur Souza e Rivadavia
Rivadavia é: Jo Reis – voz Liu Barros – guitarra Jamur Souza – bateria Deleoni Grandini – baixo Teclados por Diogo Barcelos

Carijo nos fundos da forqueta

Era Lua Minguante, e o tempo estava bom em Maquiné:
nem muito frio nem muito quente, com pouca umidade. Saímos do Mato Dentro, espaço agroflorestal e de ensaios da banda ButiaDub, e cruzamos o rio algumas vezes até chegar na casa do “Cachorro”.

Luciano Corbellini, dono do apelido e da propriedade,
já nos recebeu carregando os ramos da erva podada. Sob a orientação do mestre Moisés da Luz, um dos grandes nomes do projetos carijo, e na companhia dos amigos começamos a preparar a erva.

Foi um carijo pequeno e aconchegante: instalamos lonas
ao redor do galpão para evitar os ventos da madrugada e num grupo de oito pessoas carijamos cerca de quinze quilos de erva. Apesar de quantidade pequena, a erva ficou com um sabor suave como as lembranças do churrasco, dos sambas e toques de capoeira que rolaram.

Confira abaixo alguns registros:

Carijo na floresta da Forqueta

Bataclã FC – Capitalismo & Esquizopoesia

Vídeo promocional do espetáculo Bataclã FC – Capitalismo e Esquizopoesia.

“Doc Cênico da Bataclã FC 2018 a partir de textos de Deleuze Guattari, Eduardo Galeano, Victoria Santa Cruz, Gioconda Belli, Mário Pirata e canções de Richard Serraria com performance de Lorena Sanchez. Gravado no Espaço Cultural 512 em Porto Alegre”.

Imagens: Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis
Edição: Têmis Nicolaidis

www.bataclafc.com.br

Tulipa – Leve e despretensiosa

Texto: Têmis Nicolaidis
Revisão e fotos: Gustavo Türck

Tulipa Ruiz em Porto Alegre, no Opinião, em 21 de julho de 2018.

Casa tradicional de shows da capital gaúcha, local de bailes de arromba, rock and roll, festas até terminar a noite. E esta apresentação se iniciou às 21h, terminando antes das 23h, porque depois viria outra função… Fiquei imaginando um ambiente de baile, num salão bonito ou mesmo ao ar livre, um espaço vazio ao centro destinado a um arrasta pé, mesas ao redor e numa das extremidades o palco. Fiquei imaginando que aquele show da Tulipa Ruiz bem que poderia estar acontecendo neste clima, merecia isso. Meia luz, coloridos, sombras e panos. Mas era ali, no palco italiano.

Nem por isso deixei de curtir o som, que ia do forte ao delicado com vocais incríveis e arranjos lindos. Apesar de estar apresentando um novo trabalho, o trio, composto por Tulipa Ruiz, Stéphane San e Gustavo Chagas, apresentou versões muito interessantes das músicas de outros álbuns, como Pedrinho que abriu o show. Defino o som dela como preciso e despretensioso, aquele que se coloca para fazer o almoço, faxina a casa ou curtir o nada num dia de chuva, por isso me agrada.

A vontade era de dançar abraçadinho, de curtir a levada, de sentir o momento, de formar um baile. Tulipa contou que esse trabalho surgiu da necessidade de, em tempos de apocalipse, olhar no olho de quem está próximo e produzir, ritualizar. De fato, senti na condução do show, através das músicas, a ritualística, que poderia ser potencializada com uma iluminação mais intimista, já que ela é uma grande intérprete. Não é só voz, é presença e força, sem falar de um estilo inconfundível na maneira de cantar. Basta poucos minutos para saber quem é. Acho esta uma característica bem interessante em tempos de cultura pasteurizada, de identidades seriadas, quando já se fez e viu de tudo.

Me identifico mais com a sonoridade fácil das músicas dela do que propriamente com o público que a segue ou até mesmo com a narrativa das músicas, que em alguns momentos parecem que representam um universo mais particular do que universal. Senti bastante falta de uma quebra no tom da levada do show, que até o fim se manteve romântico, dançadinho, calcado naquela formação de trio. Ainda assim, foi uma bela noite, deu pra sair bem, leve, feliz. A ritualística cumpriu o seu papel, e no outro dia o mundo continuava lá, me deu impressão de ser possível atravessar o apocalipse apesar de tudo.