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Carijo na UNIPAMPA: conhecimento camponês e indígena na fabricação artesanal de erva-mate

O curso de Licenciatura em Educação do Campo, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campus Dom Pedrito, promoveu a ação de extensão “Carijo na Unipampa: conhecimento camponês e indígena na fabricação artesanal de erva-mate”. O evento ocorreu de 18 a 21 de julho, sendo aberto ao público, onde fizeram-se todas as etapas do processamento da erva-mate e exibiu-se o documentário “Carijo, o filme”, de autoria do Coletivo Catarse, sediado em Porto Alegre.

A erva-mate foi buscada na cidade de Segredo, na região central do Estado do RS, a 400km de distância de Dom Pedrito, pois na região do pampa não se encontra a erva-mate nativa, tampouco cultivada. A cidade de Segredo chama mais atenção, pois lá acontecem todos os anos uma festa das sementes crioulas.

Conforme os coordenadores da ação, a professora Denise da Silva e o professor Moisés da Luz, a atividade objetivou resgatar e valorizar o conhecimento camponês e indígena tendo como prática ancestral e atual a fabricação artesanal de erva-mate, uma planta sagrada para os Guarani e matéria-prima. Esta prática detém uma gama de conhecimentos, de saber-fazer e de cosmovisões, concernentes a diversas dimensões do currículo da Educação do Campo, como cultura, ecologia, manejo agroecológico, agroflorestas, história, trabalho, autonomia, antropologia, sociologia, desenvolvimento rural, entre outros.

O evento teve visitação de professores e estudantes de escolas, da comunidade externa em geral e fez parte das aulas do curso de Educação do Campo. Depois de chegar a erva em Dom Pedrito, as atividades foram realizadas em mutirão, fazendo-se o sapeco, a secagem no carijo, o cancheamento e o soque. Devido a uma chuva na sexta-feira, a erva passou por dois momentos de secagem, um antes e outro após a chuva, por isso foram duas noites madrugando para fazer a secagem, resultando em uma erva especial e uma das melhores já fabricadas pela orientação do professor Moisés da Luz. “Aprendendo a fazer a própria erva-mate, carregada de história e cultura, o chimarrão degustado terá novos e ancestrais sentidos na formação educacional e cidadã”, concluem os professores.

*enviado por Moisés da Luz

– notícia no site Folha da Cidade, de Dom Pedrito, clique aqui
– notícia no site da Unipampa, clique aqui

Porto Alegre Hardcore


A noite do dia 16 de junho era pra ser um encontro de alguns integrantes do Coletivo Catarse, responsáveis pelo Heavy Hour, no show coletivo no Go Brew, prestigiando a cena local e celebrando a Hempadura, banda do Billy Valdez (integrante mais calado e mais hardcore do power trio formado ainda por Gustavo Türck e Marcelo Cougo). Porém, o verdadeiro heavy hour está à solta nas ruas de Porto Alegre, e dois dos nossos colegas foram assaltados antes dos shows e não puderam comparecer. Coube a mim fazer a representação e a resenha do espetáculo. Claro que não estava numa boa e depois de remoer a merda que tinha acontecido com os amigos me fui para o local.

Cheguei no final da apresentação da Renascida e não pude curtir muita coisa. De qualquer forma, é bom dar um destaque pra gurizada de Canoas que está desde 2012 na estrada. Aqui um vídeo deles:

Antes ainda, teve a Outra Providência, dos extremos (Norte e Sul) de Porto Alegre, mandaram seu hardcore mais cruzão, que podemos sacar um pouco através do videoclipe de Ruas Vazias:

A banda Troll, formada pelos experientes Rodrigo Ruínas (vocal), Phil Barragan (guitarra), Cássio Quines (bateria) e Isaías Fussa (baixo), trouxe peso, velocidade, reflexões existenciais e alegria de estar no palco, ajudando a espantar os demônios do frio e do medo que assolavam minha alma naquela noite. Foi muito bom ouvir e ver a banda em ação. Muito bom bater um papo com o Rodrigo e ver que a música também ajudou a espantar os diabinhos que nele habitavam – e que a arte é um caminho pra expressão de vida. Vida longa pra Troll, e espero que em breve possamos ter registrados alguns dos petardos que foram detonados nesse show.

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Troca rápida de palco e chega a hora da Hempadura. Começando com Tradados como Gado e na cola, Cidadão de Bem, seguindo com uma sequência devastadora, como a vigorosa e necessária 5 tiros, que, ao vivo, impressiona ainda mais, além de alguns clássicos de outros registros fonográficos tipo Palanque de Mentiras, Proletariado e Mercado da Morte. A banda nos brindou com um momento especial, quando convidaram Átila Velasquez, mestre do rap freestyle, para reproduzir o clima de Sorria, RAP gravado no mais recente álbum Artigo 331. Mais uma letra fundamental nesses tempos de fake news (que de news nada têm, visto que a mentira e a manipulação sempre foram importantes armas usadas pela mídia a favor dos poderosos). Em cima do palco, uma gurizada nova e ligada nas mensagens diretas da Hempadura, banda cada vez mais madura. Na plateia, a resposta foi das melhores com muita empolgação e refrões cantados com vontade. Hempadura foi pro jogo com Billy Valdez, no baixo e backing vocals, Bodão Artenula, nas guitarras e vozes, Kalleb Sanches, nos vocais e cada vez melhor no palco, e o raçudo Ériton Castilhos, na bateria, que, mesmo lesionado, fez o hardcore correr pesado, no seu kit sem tons.

Depois dessa demonstração de arte engajada, vieram aqueles que eram a grande atração da noite, Ponto Nulo no Céu, direto de SC, fazendo seu som pesado e melodioso, muito bem tocado e com grande interação e interesse do público, que enchia a casa e certamente saiu muito satisfeito com tudo o que viveu aquela noite. Banda com estrada longa, trabalho consistente que se reflete no palco e deve servir de exemplo a quem segue esse caminho: perseverança e trabalho constante!

Parabéns para os envolvidos, o trabalho da The Warriors Prod, o pessoal do som, que só pecou um pouquinho no baixo, muito baixo, em meio ao caos sonoro que se instala nesses eventos. Parabéns também para a galera que compareceu e se portou muito bem, atenta ao que rolava no palco, dando aquela moral pra quem se esforça tanto na produção de cultura em Porto Alegre.

Aster – Krisis (Vídeo Oficial)

Realização – Catarse Coletivo de Comunicação
Direção e Produção: Billy Valdez, Alan Chaves e Aster
Roteiro: Sergio Azeredo
Imagens, Montagem, Color Grading e Finalização – Billy Valdez

Audio gravado no Estúdio Chadam 606
Mixagem e masterização por Claudio Oderich
Arranjos e Letra: Aster
Produção musical: Aster e Claudio Oderich

Músicos:
Voz – Felipe Arnt
Bateria – Breno Nunes
Guitarra – Magaiver Oliveira
Guitarra – Sergio Azeredo
Baixo – Vini Fernandes

Apoio:
Minor House
Coletivo Catarse
Billy Valdez
Chadam 606

Agradecimentos: Wagner Sampaio Alves, Bruna Nunes, Aline Tesser, Carine Marques, Reverse, Adriano Côrtes (Rafael e Esposa), Camila Fleck, Tomazzoni Reativos, Vitor Fernandes, Alessandra Machado Cesar, Gabriel Pozza, Stephanie Nunes, Rodrigo Dias DBira, Murilo Reis, Carolina Leão, Kami Kühn, Douglas Flores, Rafael Souza, Jéssica Jesuino, Guilherme Teixeira, Natha (chefe), Filipe Rafael, Juliana Marques, Caroline Rolim, Alan Chaves e Billy Valdez.