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Aster – Krisis (Vídeo Oficial)

Realização – Catarse Coletivo de Comunicação
Direção e Produção: Billy Valdez, Alan Chaves e Aster
Roteiro: Sergio Azeredo
Imagens, Montagem, Color Grading e Finalização – Billy Valdez

Audio gravado no Estúdio Chadam 606
Mixagem e masterização por Claudio Oderich
Arranjos e Letra: Aster
Produção musical: Aster e Claudio Oderich

Músicos:
Voz – Felipe Arnt
Bateria – Breno Nunes
Guitarra – Magaiver Oliveira
Guitarra – Sergio Azeredo
Baixo – Vini Fernandes

Apoio:
Minor House
Coletivo Catarse
Billy Valdez
Chadam 606

Agradecimentos: Wagner Sampaio Alves, Bruna Nunes, Aline Tesser, Carine Marques, Reverse, Adriano Côrtes (Rafael e Esposa), Camila Fleck, Tomazzoni Reativos, Vitor Fernandes, Alessandra Machado Cesar, Gabriel Pozza, Stephanie Nunes, Rodrigo Dias DBira, Murilo Reis, Carolina Leão, Kami Kühn, Douglas Flores, Rafael Souza, Jéssica Jesuino, Guilherme Teixeira, Natha (chefe), Filipe Rafael, Juliana Marques, Caroline Rolim, Alan Chaves e Billy Valdez.

 

A força que está com eles

A Polônia é o país de Karol, que propagava que Igreja e Religião não se misturavam… Claro, desde que a mistura não fosse a do outro, a do que pensasse diferente.

Polônia, América do Sul… Universos diferentes e tão próximos nessa disputa.

Numa dessas noites, estive no Opinião, clássico espaço de shows de Porto Alegre, com a cabeça sempre cheia dessas conjecturas políticas. Vivo no Brasil, sempre curti o assunto, nunca deixo essas questões de lado. Confesso ter modificado minhas relações pessoais por causa de política – lembro de já ter dito isso aos quatro ventos, levo o lance a sério. Em rápida conversa com alguns velhos e queridos companheiros de tantas aventuras metalísticas, velhas bandas, velhas Oswaldos, ouço a fatídica sentença de que amigos de longas datas, essas amizades, não deveriam ser transformadas por questões de diferenças políticas. O que importaria acima de tudo seria a música – Karol também dizia isso, que metafísica e realidade não se misturavam. De qualquer forma bateu… Refleti, reflito. Deixei de falar com diversas pintas. Algumas mais especiais que outras, por motivos também especiais.

Mas será que eu passaria boa parte desse show pensando nisso? Parecia adequado filosofar sobre amizade, política, egos, vaidades, mais um monte de coisas… Enquanto via a Vader fazer sua apresentação!

Putaquiupariu!!! -> xingamento machista on

Foi um desafio pensar em qualquer coisa que não fosse a sonzera que tava rolando, com uma luz muito legal, um som porrada, bem equilibrado, pesado, rápido, totalmente de acordo com o que eu esperava em um evento da Abstrati – falo bem mesmo! É um monte de contribuição importante dessa produtora pra quem gosta da cultura do rock pesado.

Sobre a Vader em si, eu já havia escutado alguns sons da banda por vezes. Curti, achei bem tocado, metal, essas coisas.

Mas a banda ao vivo é fantástica!!! Emociona!

Eu fico sempre muito eufórico em ver músicos de metal tocando tanto, tudo juntinho, técnicos – bases, performance bacana, bate-cabeça, aquela beleza do peso e das luzes vermelhas, aquele velho sentimento… Foda! Nunca fui fã dessa banda, então, quase tudo soava como novidades e coisas bem feitas, solos divididos entre um e outro guita, fraseados, arpegios e hammer ons, alavancadas… Aquilo tudo que a gente gosta bem. O guita-vocal é um fenômeno! Canta muito, com ótimas divisões de vocal (flow?) e um timbre muito bom pro estilo.

A galera presente era de um misto de pessoas mais velhas – que nem eu – com outras mais novas. Cabelos curtos, cabelos compridos. Nenhuma roda se formou. As mãos sempre levantadas com chifres e muitas respostas quase empolgadas às palavras em português – usuais na performance do nosso grande Piotr “Peter” Wiwczarek, guitarra, vocal, fundador e certamente um maluco pelo metal na Polônia e em qualquer outro lugar do mundo, como aqui em Porto Alegre, maio de 2018.

Entramos, eu e Billy, um pouco depois das 19:30. Portanto, depois do show de abertura da Dying Breed. Falando com André Meyer, vocal da Distraugth, um dos velhos companheiros de empreitadas metálicas por esse “mundão” de Porto Alegre, fiquei sabendo que o show de abertura foi foda – som muito bem equalizado e que a banda fez por merecer a honra de abrir para os Monstros Poloneses. Isso é bom! Que sigam fazendo seu som em palcos por todo esse Planeta que a cada dia se torna cenário mais que perfeito para o som extremo.

O Vader começou assim também e, hoje, toca em turnês, grava, cria arte, vive o metal. Fazer Death Metal na Polônia da década de 80 do século passado era um ato político. Fazer Death Metal no Brasil ou em qualquer parte desse mundo também é.

 

Atrack – Canção para uma cidade em chamas (videoclipe)

Realizamos mais uma produção em parceria com a banda Atrack.
Desta vez para a música ” Canção para uma cidade em chamas”

Imagens feitas durante o show de comemoração de 20 anos da banda que rolou no final de 2017, onde reuniu diversos amigos de longa data, ex integrantes e familiares da banda, e algumas imagens da cidade de Porto Alegre feita pela própria banda.

Ficha técnica
Imagens do show/Direção/Edição: Billy Valdez
Imagens da cidade: Banda Atrack

Cobertura: show Citizen em Porto Alegre

Por Billy Valdez.

Na última quinta-feira, 26 de abril, Porto Alegre recebeu a banda norte-americana Citizen, que pisou pela primeira vez em solo brazuca, realizando seu show no Preto Zé.

A banda é bem recente, e seus integrantes são relativamente “novos”. Foi formada em 2009, quando a gurizada ainda frequentava o ensino médio, e conta com uma sonoridade e trabalho de banda grande. Mas não estou aqui para contar a história da banda, mas sim sobre o show aqui em Porto Alegre.

O Citizen, para quem não conhece, são uma daquelas bandas que o pessoal hoje chama de “pop punk” pela mistura e influência de post-hardcore, emo e o famoso alternativo (shoegaze) do final dos anos 80/90, e isso foi o que me atraiu a conhecer melhor e conferir eles ao vivo. Então, com essas referências, dá para sacar um pouco a vibe do som, que tem muita guitarra “viajante”, riffs com distorções limpas, baixo e bateria marcante e um vocal que mistura gritedo sentimental com melodia limpa.

Por serem uma banda “nova” ,certamente isso se reflete muito no seu público jovem/adolescente, de 20 e poucos anos. Em POA não foi diferente, tirando alguns amigos conhecidos da cena punk rock local, em geral eram adolescentes que estavam lá, que normalmente não frequentam muito os eventos, mas que estavam se divertindo demais, cantando TODAS músicas, pulando e gritando, bem diferente dos shows em arenas e estádios onde se é reprimido por bater cabeça e pular junto com a música. E a banda correspondeu a essa energia, arriscaram algumas palavras em português e, após alguns fãs se comunicarem em inglês, quebrando ainda mais qualquer possível barreira na comunicação, fizeram um show tocando diversas músicas que a galera pedia, sem seguir um setlist padrão.

Infelizmente, foi um show bem vazio, não vou me arriscar a dar uma estimativa, mas era algo que se podia transitar entre a galera bem livremente – uma pena. Mas isso não impediu que a banda fizesse um show bem enérgico. Não sei se foi por causa disso, de ter pouco público, se tornando um show meio intimista, que a banda colocou para o palco um fã, e ele tocou guitarra em uma das músicas, bem como o Foo Fighters anda fazendo em alguns shows. Foi bem legal, nem preciso dizer que o moleque se divertiu pacas, e seus amigos enlouqueceram, foi um gritedo só. (risos)

Enfim, foi um show bem legal e divertido, beirou os 50 minutos, com os caras tocando dois bis a pedidos da galera e, após descerem do palco, ficaram lá mesmo, no meio da gurizada, batendo fotos e conversando, algo que não se vê com toda banda.

Infelizmente, não foi possível presenciar e nem registrar a banda de abertura, a Sinclaire, de Novo Hamburgo, mas, por relatos de amigos, sei que mandaram um baita show, o público e o próprio Citizen curtiram.

A produção da tour é da Solid Music Entertainment, e a produção do show em Porto Alegre é da Red Sky Produtora e Audiocore Produções.