Arquivo da categoria: Direitos Humanos

Mulheres Mirabal resistem

Na madrugada de sexta-feira, 7 de setembro, o Movimento de Mulheres Olga Benário realizou uma ocupação na cidade de Porto Alegre. A ocupação se deu como forma de exigir que o município de Porto Alegre cumpra o acordo a respeito do imóvel destinado pelo GT (Estado, Município, PGM, PGE, FASC, BM, DPE, MP e a Ocupação) para serviço que a casa presta às mulheres. “Viemos tomar posse do imóvel repassado do estado para o município para esta finalidade, garantido por estes mais de seis meses pelo GT, com a perspectiva de garantir um espaço de política publica para mulheres. Viemos para barrar a manobra da prefeitura em impedir que o movimento siga suprindo a lacuna deixada pelo poder publico. Queremos um lugar para esta finalidade de forma definitiva. A nova casa fica na rua Souza Reis, 132, bairro São João. Na antiga Escola Benjamin Constant de Porto Alegre”.

Caravana de Solidariedade Internacional pela Nicarágua: o papel do movimento feminista na luta

Está passando por Porto Alegre, do dia 30/08 até 01/09, uma caravana de ativistas da Nicarágua denunciando as violações de direitos humanos por parte do governo de Daniel Ortega. Nesta sexta feira, a equipe do Coletivo Catarse conversou com Ana Marcela, nicaraguense que mora em Porto Alegre há mais de vinte anos e uma das criadoras do comitê de solidariedade com a Nicarágua.

Antes do evento “Movimento feminista na Nicarágua e a luta contra o autoritarismo”, realizado na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FACED/ UFRGS) contou um pouco sobre a situação da crise humanitária que o país está vivendo. Ela relembrou a revolução Sandinista, que permaneceu no poder por dez anos durante a década de 1980.

O presidente que exerceu este mandato nos anos 1980 — Daniel Ortega — voltou ao poder em 2006. Porém, na visão de Ana, Ortega teria mudado muito e nesta nova fase estaria se reelegendo de maneira inconstitucional e “ construindo um governo muito repressor, muito autoritário baseado na chantagem e no medo”.

Segundo Ana, mesmo tendo retirado vários direitos da população, o presidente usa um discurso de esquerda para confundir as pessoas e se manter no poder. Outra denúncia de Ana Marcela é sobre a repressão. Ela acontece contra diversos tipos de protesto, mas os movimentos feministas “tem sido alvo de repressão constante nesses últimos dez anos”. Dentre diversas denúncias, o presidente Daniel Ortega é acusado de ter violentado sexualmente sua enteada ao longo de vinte anos.

Porém, a situação do país se agravou a partir de abril deste ano. A população foi a rua protestar contra uma tentativa de reforma da previdência decretada por Ortega. O governante reprimiu as manifestações não só com a polícia mas também com “grupos paramilitares”.

A repressão gerou mais protestos: a população construiu barricadas, ocupou universidades e construiu diversos espaços de resistência não armada. Porém, a repressão foi se tornando cada vez mais violenta. De acordo com Ana Marcela, desde abril já se contabilizam mais de 400 mortos, além de desaparecidos, feridos, pessoas presas de maneira arbitrária e pessoas migrando.

Neste contexto, organizou-se uma caravana para divulgar a situação do país internacionalmente e pressionar o presidente a deixar o poder. Para saber mais e ajudar acesse https://solidariedadecomnicaragua.com/. A entrevista completa com Ana Marcela pode ser ouvida no programa Heavy Hour do dia 31/08, disponível no site do Coletivo Catarse.

Trabalho Doméstico Digno: Conjuntura e Desafios

Aconteceu em Porto Alegre a roda de conversa “Trabalho Doméstico Digno: Conjuntura e Desafios” e a oficina sobre o Aplicativo Laudelina, um projeto da Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos e da FENATRAD. O Aplicativo é uma ferramenta para as trabalhadoras e trabalhadores domésticos acessarem informações sobre seus direitos, fazer rede de contatos, calcular salário, verbas rescisórias e encontrar sindicatos e órgãos de proteção mais próximo.

NAZARÉ UNIDA NA LUTA – capitulo IV

Porto Alegre, 23 de maio de 2018
Em audiência pública realizada na Escola Ana Nery, moradores e moradoras da Vila Nazaré mostraram força e união frente as ameaças de remoção devido as duvidosas obras de ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho.
A empresa Fraport – presente na audiência – responsável pela obra, recusou-se em sentar na mesa de debate e não respondeu a nenhum questionamento das famílias da Nazaré. Além da numerosa participação da comunidade que lotou completamente o salão da escola, participaram desta audiência parlamentares da Câmara Municipal e Assembléia Legislativa, MTST, Ministério Público Federal, Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, Caixa Econômica Federal e Prefeitura Municipal
de Porto Alegre (DEMHAB).

Direção:
Tiago Rodrigues