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Existem Tainhas no Dilúvio – matéria do Jornal do Comércio

Foto: Luiza Prado/JC
<em>Pedro Carrizo</em>

As pessoas se distanciam cada vez mais de uma possível Porto Alegre sustentável quando o sentimento de estranheza determina sua relação com o meio ambiente. Exemplo disso é o fato de não conceber a ideia de que há vida no arroio Dilúvio, e sim apenas sua poluição. Em contrapartida à teoria desenvolvimentista, o Coletivo Catarse e o Grupo Cinehibisco lançam a websérie Tainhas no Dilúvio, com a proposta de explorar iniciativas de preservação ambiental e discutir o papel da comunidade nos grandes centros urbanos. A websérie mistura ficção e documentario para contar uma história dividida em nove episódios, nos quais são protagonistas a cidade e a personagem Janaína.

Antagônica à lógica imposta e integrada ao meio ambiente, Janaína, interpretada pela atriz Ana Rodrigues, é uma personagem com um estilo de vida comum a muitas pessoas. A protagonista da websérie Tainhas no Dilúvio representa uma cidadã em busca de novas alternativas para a vida urbana e, de acordo com os realizadores do projeto, podemos encontrar gente como ela em qualquer lugar da cidade. É aquele tipo de pessoa que faz sua parte, não busca se impor a ninguém e tem papel fundamental no estímulo para a vida sustentável.

Leia a matéria na íntegra no site do Jornal do Comércio

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 9: direito de resposta

As lições que água nos dá…
Se o comportamento humano nas cidades tender para o afastamento – e asfaltamento – dos ambientes naturais existentes, o futuro permanecerá nebuloso.
É impressionante que, apesar de satírica, esta obra seja tão real. A quantidade de pessoas que passam ao largo do Arroio Dilúvio, em Porto Alegre, e que não tem ideia alguma de que ali possa haver vida e que já se convenceu que o riacho é um valão é muito grande – grande até demais.
E o papel dos canais de mídia corporativa, comerciais, financiados por empresas que não tem interesse em lidar com meio ambiente, mas, sim, de exaurir recursos naturais para se locupletar em empreendimentos vendidos como “solução da sua morada” é evidente.
As análises das relações de causa e consequência para questões de desastres naturais que acomentem cidades quase nunca centram foco nas raízes dos problemas, não se aprofundam as reflexões para iniciativas que possam modificar o comportamento das pessoas. Pelo contrário, a ideia é o paliativo, é varrer a sujeira para debaixo do tapete – canalizar valões, construir emissários marinhos ou fluviais a grandes distâncias, grandes lixões localizados onde ninguém vê e… pronto! Até a próxima tempestade, enchente, tornado…

É o direito de resposta da mãe Natureza.

Assista ao episódio de hoje: direito de resposta.

 

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 8: tem tainha no dilúvio

Será que a questão é o ponto de vista?
De um lado se aceita a poluição porque traz progresso e empregos.
De outro, se elegem inimigos públicos que viram exemplo, mas que, na realidade, não estão em
conflito com a Natureza – estão dentro dela, vivendo seu papel de ser dentro de um ecossistema.
A contradição fica evidente pela priorização de se penalizar o mais fraco.
E as pessoas passam a aceitar “ao natural” que o riacho vire valão, esgoto a céu aberto. Pela repulsa
que isso gera, nem olham mais para baixo, não enxergam nada ali a não ser putrefação.
E o espanto se torna regra, quando percebem que a vida persevera naquela água – não é água e
peixes misturados no esgoto e dejetos químicos, é esgoto e dejetos químicos jogados na água, no
riacho!

Isso não é um acidente.

Assista ao episódio de hoje: tem tainha no dilúvio.

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 7: encontro

A vida numa cidade é feita de cruzamentos… Cruzamento de histórias.
Quando uma catástrofe ocorre – e não somente natural, mas, pois sim, o dia-a-dia urbano também é catástrófico -, os encontros seguidamente se movimentam pela história de cada um com aquilo que acontece.
E os pontos de vista se entrelaçam, as ideias se misturam… Dali saem soluções, crônicas, devaneios, poesia.
Nada como um encontro em um final de tarde para entendermos o que se passa em nossas vidas.

Assista ao episódio no site do Tainhas no Dilúvio.

 

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 6: a volta da água

A dependência gera uma série de reações. E se a situação acontece de repente, essas reações podem ser desesperadas, mas também solidárias.
Com certeza a falta de abastecimento de água por muito tempo está entre os piores problemas possíveis de serem enfrentados na realidade urbana. No entanto, há soluções fáceis de se implementar para pelo menos amenizar suas consequências de um dia a dia atribulado.

Mas até onde será que vai o interesse real das pessoas em resolver por si mesmos ou coletivamente tais questões?
Assista ao episódio no site do Tainhas no Dilúvio.