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Heavy Hour 65 – 11.11.19 – Siempre de pié, nunca de rodillas!

No número 65 do programa Heavy Hour, a nossa parceira “Collita”, que cresceu no Kollasuyu, Bolívia, nos traz suas perspectivas sobre o que está acontecendo em seu país após a renúncia de Evo Morales. A luta do povo contra o colonialismo e o racismo não começa nem termina com a inclusão dos povos originários dentro do Estado, esta se faz nas ruas, agora e sempre! O papo está quente no estúdio, a companheira nos traz uma análise crítica e profunda das entranhas bolivianas e ressalta que essa luta vai além de uma briga entre partidos, é a expressão de uma luta anticolonial (e de classe) latente desde séculos! Participam também do programa, os ambientalistas da Associação Brasileira de Agroecologia, Renato Barcelos e Leonardo Melgarejo, que trazem suas perspectivas latino-americanas e apontam a um mundo em simbiose com o que Europa chamou de “natureza”. Mais um programa fodástico desde o Estúdio Monstro. Salve, Pacha Mama!

Na playlist:
Anthrax – Indians
Black Sabbath – War Pigs
Atajo – Nunca Más
Ruphay – Jacha Uru (El Gran Dia)
Tomatito e Luis Salinas – Aires
Rage Against The Machine – Calm Like a Bomb
Waldick Soriano – Eu não sou cachorro não

Expo Cine Hardcore – Patrimônio ContraCultural

*texto da divulgação

A exposição tem o objetivo de tornar acessível para a sociedade filmes e documentários sobre a contracultura underground e suas expressões culturais ativistas, tais como música, tatuagem, moda, artes visuais, skate, protestos, entre outros.

A atual conjuntura do país, de alta fragmentação da sociedade e difusão de notícias e informações falsas, traz para o evento um sentimento de união e compartilhamento de pensamentos críticos e questionamentos sobre o que estamos fazendo e, principalmente, o que não estamos fazendo!

A segunda edição tem em cartaz os documentários “Viver para Lutar” – que retrata a cena anarcopunk no Brasil nos anos 90, e que neste primeiro episódio retoma a importante ligação entre o punk, o anarquismo e o feminismo que floresceu naquele período – e Reativos: Firmes e Fortes – que traz a história de Gabriel Tomazzoni e Edson Fernandes, que mais uma vez marcam a cena do Hardcore em Porto Alegre com a banda “Reativos”, produzindo eventos, agitando e principalmente, mostrando o quanto a cena underground de Porto Alegre é importante, com boas músicas, boas histórias, muitas parcerias e sempre firmes e fortes.

Todo cinema pede pipoca, portanto, PIPOCA OPEN!! (traga sua cumbuca).

Atividade  é GRATUITA. Porém o pessoal conta com colaborações espontâneas para cobrir pequenos custos e viabilizar próximos eventos com o mesmo ideal!!

Local:  Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, localizado no centro de Porto Alegre, mais exatamente na Rua dos Andradas esquina com a Caldas Júnior!

Jornada Kaingang acontece na Biblioteca da Faculdade da Psicologia da UFRGS

Durante todo o mês de novembro, a Biblioteca Viva da Faculdade de Psicologia da UFRGS, o  Programa de Educação Tutorial (PET) da Faculdade de Psicologia da UFRGS, o Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas e Tradicionais e o Coletivo Catarse estarão apresentando diferentes atividades relacionadas com a luta dos povos originários e principalmente dos Kaingang!

Dentro a programação, o projeto Resistência Kaingang inaugurou uma exposição de mais de 60 fotografias que aborda a temática das retomadas Kaingang no norte do Rio Grande do Sul, no Alto Uruguai, assim como a luta para continuar exercendo práticas políticas-espirituais intimamente ligadas ao domínio da floresta. A exposição estará aberta para visitação até o dia 25 de novembro no saguão da Faculdade de Psicologia da UFRGS.

Já no dia 19 de novembro, a partir das 18h30, apresentaremos o projeto da Resistência Kaingang em uma roda de conversa com a kujà (liderança político-espiritual) Kaingang, Iracema Gatén Nascimento, juntamente  aos integrantes do Coletivo Catarse que fazem parte do projeto Resistência Kaingang.

Confira a programação e as fotos da abertura da exposição:

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Dead Fish sem subjetividade em Porto Alegre

No último 20 de Outubro, em Porto Alegre, a banda Dead Fish fez seu primeiro show na capital divulgando o seu novo álbum, intitulado Ponto Cego.

Dead Fish sem subjetividade em Porto Alegre.

Desde o ano de 2015, em momentos pré-golpe, a banda já vinha deixando cada vez mais claro o seu posicionamento de “esquerdopatas”, e, com isso, os questionamentos nas redes sociais começaram a ficar cada vez mais frequentes, a ponto que, hoje, existe até uma pagina no Facebook chamada “Todo dia um comentário escroto de um fã de Deadfish” – e diversos memes sempre surgem a respeito.

Para algumas pessoas, chega a ser estranho e até espantoso que elas nunca tenham percebido que o Dead Fish seja de esquerda. Por mais que grande parte de suas canções mais clássicas se tenha muita subjetividade e diversos temas abordados, tem outras canções bem conhecidas e muito tocadas em shows como “MST” e “Mulheres Negras”, em que eles escancaram seu posicionamento.

Mas, mesmo com essas canções, houve muitos “fãs” que, de 2015 para cá, começaram a deixar de seguir a banda por causa da “política”, porque o Dead Fish começou a misturar politica, só falava de politica em shows… Outros até sabiam, mas gostavam apenas do instrumental e, como agora a caixa de pandora foi aberta, deixaram de seguir a banda.

Enfim, isso tudo é algo que está toda hora vindo à tona, e, por mais que a banda tenha perdido alguns “fãs”, certamente ganhou muitos outros e, com a gravação e lançamento do seu 8º disco, firmou de vez em sua história que eles são “esquerdopatas”, pois “Ponto Cego” é um daqueles álbuns que vem com os dois pés, um legítimo soco de esquerda para nocautear seus ouvintes, um disco que não possui nenhuma subjetividade, sem nenhum ponto cego para “fãs” bitolados.

E o show não seria diferente, e eles mostram que não são apenas uma banda que aproveita o momento para escrever e falar de política diretamente.

Durante o show, algumas falas entre as músicas não foram sobre questões políticas nacionais, mas, sim, sobre o que está acontecendo no RS, os políticos gaúchos do agronegócio que estão destruindo o pais, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra com seu arroz orgânico, que está preste a perder suas terras para uma mineradora, que vai destruir todo um ecossistema, natureza, ar, água, vidas, empregos… Bom, sobre esse assunto, quem acompanha o COletivo Catarse já sabe o que vem acontecendo.

Em resumo, foi um show sensacional, com produção da Abstratti Produtora, uma noite com o Bar Opinião bem cheio.

Um festival de “stage dive” e “moshpit”, galera subindo no palco e cantando junto em coro.

Foi um show quente, com energia do início ao fim, com músicas do novo disco e grandes clássicos, um show digno do Desd Fish.

A banda de abertura, Rezalenha, mandou muito bem e deu conta do aquecimento da noite, com canções próprias, com aprovações do público e alguns covers, que não pareciam necessários, pois a galera já possui um trabalho bem consistente.

Confira todas as fotos na galeria.

Texto e fotos por Billy Valdez.

Heavy Hour 63 – Revoluconvulsionando…

Chile, Equador, Haiti… O grito unido dos oprimidos atravessa mares e montanhas e ecoa no Estúdio Monstro do Coletivo Catarse. Quem é nosso sujeito revolucionário? Enquanto nós, Classe Média do Coletivo Catarse, derretemos nossos cérebros pensando em como sairmos desse buraco em que estamos, toda gente, enfiados, fomos ouvindo relatos, colecionando palavras e emoções de quem está vivendo as barricadas andinas, ouvindo suas canções e hinos de resistência… No estúdio a Anarquista Carmem Puebla e o Lutador social Roberto del Monte nos falam sobre suas formas de ver o que acontece no Chile, na América e o que eles vivem aqui no Brasil, na luta diária. Essa luta que acumula e constrói novos mundos! Roberto, odeia metal, Carmem gosta de Death Metal e por isso o programa de hoje é uma ode ao punk revolucionário, à cumbia subversiva e a eterna Nina Simone. Viajem pelas veias da América Latina, agora ainda mais abertas e VIVAS!

Para contribuir nessa viajem, recebemos participações diretas desde o calor da revolta: o companheiro Grosso e o aspirante a anarquista e educador social, Mause. Ainda, o amigo venezuelano e professor de antropologia social da UFRGS, Pablo Quintero, contribui mais uma vez com a construção do nosso programa!

Playlist:
Inimigo Eu – Autoritário Opressor
Brian – Manutenção
Ana Tijoux – Cacerolazo
Aztra – Yo Te Nombro Libertad
Banda Bonnot – Himno Insureccionalista
Apatia No – Contra Ti Capitalismo
Nina Simone – Four Women
Damas Grátis – Policia que vida elegiste vos