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Atrack – Canção para uma cidade em chamas (videoclipe)

Realizamos mais uma produção em parceria com a banda Atrack.
Desta vez para a música ” Canção para uma cidade em chamas”

Imagens feitas durante o show de comemoração de 20 anos da banda que rolou no final de 2017, onde reuniu diversos amigos de longa data, ex integrantes e familiares da banda, e algumas imagens da cidade de Porto Alegre feita pela própria banda.

Ficha técnica
Imagens do show/Direção/Edição: Billy Valdez
Imagens da cidade: Banda Atrack

Pixote hardcore, a releitura da injustiça

O filme – e o caso – Pixote permeou quase duas décadas de discussões sobre a violência policial contra a pobreza. A imagem da criança correndo em frente a um camburão tomou contornos de capa internacional de revistas como a National Geographic. Quem adolesceu nas décadas de 80 e 90 com certeza lembra. Quem viveu as ruas daquela época, talvez não lembre do filme, mas a descrição da imagem é real.

Agora, em pleno século XXI, quem disse que isso ficou para trás?

Em tempos de intervenção militar, insegurança jurídica, golpe, ouvir – e assistir!!! – a 5 Tiros, da Hempadura é um petardo emocional.

A montagem do clipe, o desenho da música, o peso dos riffs e a letra simples, mas claríssima e verdadeira, não permitem interpretações e colocam essa rapaziada em um lado bem nítido: o da JUSTIÇA SOCIAL – não, cara, eles não são petralhas, não são esquerdopatas, não são mortadelas, muito menos base de apoio do Lula, não insiste!

5 Tiros cola quase 40 anos, dobra o espaço-tempo e nos faz lembrar que nada mudou. A polícia segue sendo a arma do Estado contra o seu povo…
(foto pixote e hempadura)

Texto: Gustavo Türck

Ficha técnica
Produção: Hempadura e Coletivo Catarse
Imagens: Hempadura
Montagem e edição: Hempadura
Direção de fotografia/Finalização/cor: Billy Valdez

Cobertura: show Citizen em Porto Alegre

Por Billy Valdez.

Na última quinta-feira, 26 de abril, Porto Alegre recebeu a banda norte-americana Citizen, que pisou pela primeira vez em solo brazuca, realizando seu show no Preto Zé.

A banda é bem recente, e seus integrantes são relativamente “novos”. Foi formada em 2009, quando a gurizada ainda frequentava o ensino médio, e conta com uma sonoridade e trabalho de banda grande. Mas não estou aqui para contar a história da banda, mas sim sobre o show aqui em Porto Alegre.

O Citizen, para quem não conhece, são uma daquelas bandas que o pessoal hoje chama de “pop punk” pela mistura e influência de post-hardcore, emo e o famoso alternativo (shoegaze) do final dos anos 80/90, e isso foi o que me atraiu a conhecer melhor e conferir eles ao vivo. Então, com essas referências, dá para sacar um pouco a vibe do som, que tem muita guitarra “viajante”, riffs com distorções limpas, baixo e bateria marcante e um vocal que mistura gritedo sentimental com melodia limpa.

Por serem uma banda “nova” ,certamente isso se reflete muito no seu público jovem/adolescente, de 20 e poucos anos. Em POA não foi diferente, tirando alguns amigos conhecidos da cena punk rock local, em geral eram adolescentes que estavam lá, que normalmente não frequentam muito os eventos, mas que estavam se divertindo demais, cantando TODAS músicas, pulando e gritando, bem diferente dos shows em arenas e estádios onde se é reprimido por bater cabeça e pular junto com a música. E a banda correspondeu a essa energia, arriscaram algumas palavras em português e, após alguns fãs se comunicarem em inglês, quebrando ainda mais qualquer possível barreira na comunicação, fizeram um show tocando diversas músicas que a galera pedia, sem seguir um setlist padrão.

Infelizmente, foi um show bem vazio, não vou me arriscar a dar uma estimativa, mas era algo que se podia transitar entre a galera bem livremente – uma pena. Mas isso não impediu que a banda fizesse um show bem enérgico. Não sei se foi por causa disso, de ter pouco público, se tornando um show meio intimista, que a banda colocou para o palco um fã, e ele tocou guitarra em uma das músicas, bem como o Foo Fighters anda fazendo em alguns shows. Foi bem legal, nem preciso dizer que o moleque se divertiu pacas, e seus amigos enlouqueceram, foi um gritedo só. (risos)

Enfim, foi um show bem legal e divertido, beirou os 50 minutos, com os caras tocando dois bis a pedidos da galera e, após descerem do palco, ficaram lá mesmo, no meio da gurizada, batendo fotos e conversando, algo que não se vê com toda banda.

Infelizmente, não foi possível presenciar e nem registrar a banda de abertura, a Sinclaire, de Novo Hamburgo, mas, por relatos de amigos, sei que mandaram um baita show, o público e o próprio Citizen curtiram.

A produção da tour é da Solid Music Entertainment, e a produção do show em Porto Alegre é da Red Sky Produtora e Audiocore Produções.

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 8: tem tainha no dilúvio

Será que a questão é o ponto de vista?
De um lado se aceita a poluição porque traz progresso e empregos.
De outro, se elegem inimigos públicos que viram exemplo, mas que, na realidade, não estão em
conflito com a Natureza – estão dentro dela, vivendo seu papel de ser dentro de um ecossistema.
A contradição fica evidente pela priorização de se penalizar o mais fraco.
E as pessoas passam a aceitar “ao natural” que o riacho vire valão, esgoto a céu aberto. Pela repulsa
que isso gera, nem olham mais para baixo, não enxergam nada ali a não ser putrefação.
E o espanto se torna regra, quando percebem que a vida persevera naquela água – não é água e
peixes misturados no esgoto e dejetos químicos, é esgoto e dejetos químicos jogados na água, no
riacho!

Isso não é um acidente.

Assista ao episódio de hoje: tem tainha no dilúvio.

Lançamento! O ser Juçara, episódio 1: Nós e a Floresta (20/04)

Neste dia 20 de abril de 2018 finalmente será lançada a trilogia O ser Juçara, uma produção da Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse!

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O ser Juçara é um documentário produzido pela Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse, apoiado pela Rede Juçara, a ser lançado em três episódios (Nós e a Floresta, Cultura em Transformação e Alimento para a Vida) de cerca de 30 minutos cada, sobre a cadeia de valores econômicos, sociais e culturais do manejo sustentável da Palmeira Juçara (Euterpe edulis) – o açaí da Mata Atlântica, atualmente ameaçada de extinção assim como todo o bioma. É parte integrante do Projeto Cadeia de Valores da Palmeira Juçara, financiado pelo edital Fortalecendo Comunidades na busca pela Sustentabilidade, uma parceria entre o Fundo Socioambiental CASA e o Fundo Socioambiental CAIXA.

A trilogia retrata, além de toda diversidade encontrada no domínio da Mata Atlântica, as experiências do ser humano com os saberes associados ao manejo da floresta nativa, em especial da Palmeira Juçara. Este primeiro episódio apresenta a relação direta e indireta das pessoas com a floresta, os modos de vida, as conexões que existem entre as experiências retratadas – e a perspectiva de que é possível se viver de maneira sustentável em todos os espaços.

A trilha sonora é original, de autoria da banda de reggae Butia Dub, que, entre outras músicas, apresenta de maneira destacada neste trabalho a faixa Ser Juçara, sonzeira que abre todos os episódios e que faz fundo no trailer oficial da trilogia.

Ouça a música!

Assista ao trailer!

Assista ao clipe Vida pra Viver [Bichos e Plantas], também parte deste primeiro episódio!

Na sequência, será lançado o segundo episódio, Cultura em Transformação, no dia 4 de maio. O projeto contempla ainda o lançamento de um site (www.oserjucara.com.br, endereço que temporariamente está encaminhando para as postagens de divulgação), a produção de DVDs para distribuição física e eventos de lançamento e apresentação da trilogia em espaços de Porto Alegre e Maquiné.

Tem interesse de veicular este material? Distribuir para as televisões locais de seu região? Os filmes são finalizados em padrão fullHD e com formato para encaixar nas grades de canais de televisão, tendo entre 27 e 30 minutos com os créditos. O licenciamento é Creative Commons, de livre distribuição e veiculação, com possibilidade de edição do material e reutilização, desde que SEM FINS LUCRATIVOS e com citação da fonte.

Faça contato com a gente: (51) 3012.5509 / gustavo.turck@coletivocatarse.com.br – com Gustavo Türck

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A palmeira Juçara

Nativa da Mata Atlântica, a Euterpe edulis ocorre do Rio Grande do Sul ao sul da Bahia e também é conhecida como açaí da Mata Atlântica, Içara ou Ripeira, neste caso devido ao uso tradicional de seu caule para produção de ripas e caibros na construção. A planta também é chamada de Palmiteiro ou Palmito Juçara, em virtude do seu uso para produção de palmito em conserva.

A redução da floresta somada à intensa exploração do palmito, colocou a Juçara na lista das espécies ameaçadas de extinção. Entretanto, como apresenta a trilogia O ser Juçara, na última década, o manejo da espécie para uso dos frutos tem se mostrado como grande potencial em termos ecológicos e econômicos e uma saída para evitar o fim da rica palmeira.

A polpa da Juçara é muito semelhante a do Açaí amazônico (Euterpe oleracea) tanto no sabor quanto na aparência e nas propriedades nutricionais.

Aguarde o lançamento do site www.oserjucara.com.br para maiores informações sobre a palmeira Juçara!