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Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 6: a volta da água

A dependência gera uma série de reações. E se a situação acontece de repente, essas reações podem ser desesperadas, mas também solidárias.
Com certeza a falta de abastecimento de água por muito tempo está entre os piores problemas possíveis de serem enfrentados na realidade urbana. No entanto, há soluções fáceis de se implementar para pelo menos amenizar suas consequências de um dia a dia atribulado.

Mas até onde será que vai o interesse real das pessoas em resolver por si mesmos ou coletivamente tais questões?
Assista ao episódio no site do Tainhas no Dilúvio.

 

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 5: tempestade

A tempestade que chega é da cor do medo. A Natureza demanda de volta aquilo que lhe tiram. Espaços dantes protegidos por capões de mato, que seguravam umidade, que faziam barreiras ao vento, ao darem espaço a lavouras em ambientes próximos às cidades, agora formam literalmente planos livres, como ringues, nos quais se chocam massas de ar frio com massas de ar quente sem nenhum obstáculo. Literalmente a cidade explode. A impermeabilização dos solos cobra seu preço. Avenidas viram rios, cruzamentos viram lagos. Riachos, valões, viram avalanches de entulhos. Mas carros não são barcos, pessoas não são peixes, árvores não são algas…

Assista ao episódio de hoje!

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 4: (i)mobilidade

O meio ambiente em uma cidade grande – até mesmo média – nunca é prioridade. Praticamente todas têm pelo menos um rio que a atravessa ou que a faz margem, e todas estas despejam seus dejetos no mesmo. O tempo vai passando, a cidade crescendo, “urbanizando”, e as reclamações não são mais sobre a poluição do rio ou do riacho, mas do valão, do esgoto a céu aberto. Ninguém mais lembra que ali pode ter – e tem! – vida.

Mas como perceber essa paisagem por detrás de um volante? Como contemplar uma possível beleza nos últimos suspiros da vida em águas encarnadas de esgoto químico, se o vai e vem frenético dos seres motorizados dá caminhos certos bem longe da natureza?

A singeleza de um caminhar e de um andar de bicicleta pode, sim, mudar as cidades, realçar a percepção de quem ouve, ao invés das buzinas das rádios que vendem uma vida hermética e clean, o ar passando, a água correndo e, sim, até mesmo a sinfonia dos motores se somando à orquestra natural que resiste em tocar.

Assista ao episódio de hoje no site do projeto Tainhas no Dilúvio.

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 3: a conta

Na realidade das grandes cidades a água aparece somente quando é problema. Lavação de carros e calçadas sem preocupações de um uso consciente, os exageros dentro das casas e apartamentos, onde a intimidade pode impor grandes desperdícios, o pinga-pinga de milhares de aparelhos que retiram o ar quente de dentro das habitações e o expulsam ao ambiente, tudo ocorrendo sem ao menos que as pessoas percebam que isso também reflete no abafamento e nas condições ambientais do lugar onde moram…

Mas a lógica do “mexer no bolso” aparece e… Bom, todos em fim tornam-se preocupados e engajados.

Só que até quando?

Episódio de hoje: a conta

Acesse: www.tainhasnodiluvio.com.br

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 2: o andar de cima

 

Na cidade, às vezes as pessoas procuram as soluções que aparentam ser as mais fáceis para resolver pequenos problemas. Encher um ambiente de veneno, por exemplo, “naturalmente” é melhor para se livrar de mosquitos do que manter um vaso de capim citronela.

Em outra escala, no urbanismo de grandes cidades, resolver o problema de calçamento das ruas leva direto ao pensamento do impermeável asfalto.

Assista ao segundo capítulo da websérie: o andar de cima.