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A Persistência do Tempo

Estivemos no show do Anthrax aqui em Porto Alegre. Este aqui é um pequeno texto resenha da noite de 10 de novembro.

Mas vai ser um pouco diferente. Não vamos falar sobre a grande escolha do setlist, que terminou com um petardo, INDIANS, ou sobre a grande apresentação de quase todos os músicos, do baixista e baterista ao “dono da banda”, Scott Ian, que se apresentou na sua perfeita guitarra-base, ou sobre o esforço do vocalista Joey Belladonna em interagir com uma tímida e insuficiente plateia (não houve bis pela passividade ao final!) – mas muito contente de estar ali – e com a constrangedora forma do guitarra solo, mais parecendo um membro de banda de pagode aos passinhos de batuque do que de uma banda fantástica, de sons contundentes, de heavy metal clássico, que ele mesmo, nos dedos na guitarra, contribui imensamente.

Minha relação com Anthrax começa lá no meu segundo grau, em meados da década de 1990, com o álbum Persistence of Time. Ouvi em uma cassete gravada de um CD alugado em locadoras que existiam por toda a cidade. Copiei a fita em outra, uma BASF Cromo Extra II. Nunca a escutei muito, mesmo que gostasse do som. Minha praia no heavy metal era mais Metallica mesmo, quase exclusivamente, entre outras preferências que se constituíam via mundo do pop e rock and roll – como Led Zepellin, por exemplo. E fui me afastando naturalmente.

Sinceramente, hoje, ouvir algumas originais das músicas tocadas no Opinião naquela noite não me agrada tanto, porque o som parece mais ir para o lado de um Iron Maden ou de bandas que flertavam com o hard rock do que com aquele peso das guitarras base do Metallica. Mas Persistence of Time, mesmo com um uptempo alto, me agradava – e ainda agrada.

E no Opinião, neste novembro de 2017, mais de 25 anos depois, me encontrei com um tipo de som que, realmente, faz parte de mim. Ainda mais com esta versão ao vivo de músicas que transpassaram a história do grupo e que persistem no tempo.

Estou há 3 anos de volta ao heavy metal, tendo produzido mais de 80 programas de webrádio – o Heavy Hour – sobre o tema. Ou seja, me inserindo novamente na “cultura”. Várias vezes colocamos sons do Anthrax, mas nunca tinha ido a um show da banda. Realmente foi revigorante!

A nota ruim fica ainda pela presença entre a plateia de gente vestindo adereços do Pantera – que tem membros da banda declaradamente nazi-fascistas. Entende-se que o público do heavy metal seja erudito, com certo grau de intelectualidade – ou completamente ignorante mesmo, por não entender nada do inglês e curtir mesmo o tal do bate-cabeça e o bolo (headbang e moshpit). No caso do que vimos, todos presentes pareciam ter as letras bem afinadas e completas no seu inglês individual. O que suscita um estranho raciocínio: esses fãs do Pantera, que possivelmente compartilham de seus valores, como será que ficaram ao ouvir – e quiça até mesmo gritar – o refrão DIE FOR THE INDIANS! que encerrou a apresentação como uma assinatura clara de que Anthrax e o heavy metal são, sim, ativistas?

Mas é Porto Alegre. Nada me surpreende.

As fotos são de Billy Valdez e o texto de Gustavo Türck.

Imagens: Billy Valdez

Herdeiros de Zumbi #2

No dia 20 de novembro comemoramos no Brasil o dia da Consciência Negra. Resultante da luta do Movimento Negro, a data é marco, nesse dia, no ano de 1695, Zumbi dos Palmares foi assassinado e decapitado a mando da coroa portuguesa.
Um dia no ano é pouco para minimizar os danos de quase quatrocentos anos de escravidão.
Vivemos no país com o maior percentual de população negra fora de África. Todavia, somos a parcela mais pobre da sociedade. Recebemos os menores salários, independente do nosso grau de instrução. Somos menosprezados e desvalorizados todos os dias. Representamos o maior número de feminicídios e homicídios no país, vivemos em situação de extermínio. Nosso fenótipo é ridicularizado e tentam nos impor o padrão de beleza branco (caucasiano europeu). Sofremos o racismo estrutural, herança escravagista.
Precisamos lutar contra o racismo todos os dias, de todas formas. Com essa preocupação a Urban Project, criou em novembro de 2016 o primeiro ensaio fotográfico “Herdeiros de Zumbi”. Agora em 2017 seguimos e apresentamos a segunda edição.
As fotografias visam registrar a beleza negra a fim de estimular o empoderamento dos nossos. Sorrisos contagiantes, muita melanina, cabelos crespos e black power passarão por aqui para te mostrar toda nossa resistência.

Acompanhe na pagina do Urban Project (https://www.facebook.com/contatourbanproject) os relatos pessoais e ensaio fotográfico de cada participante desta edição, que sairá durante a semana.

Fotos: Marlon Laurencio e Billy Valdez
Texto: Larissa Oyarzabal
Modelos: Alisson Batista, Cainã Nascimento, Dinamara Prates, Mariana Borneli, Marlon Pires Ramos e Rafael Augusto.

Hempadura – Proletariado (Clipe)

Videoclipe – 2017 – 3’27”

Videoclipe da música Proletariado, faixa do 2° álbum da banda Hmpadura – MANIFESTO.

Do fato, de um emprego, ser um conceito.
Reação, de um animal preso sobre o efeito.
Força do habito falo como um vespeiro.
Catraca aponta cartão que bate fim do combate.
Sou invisível, aos olhos nus, luz que conduz tão flexível nada apaga a nossa luz.
Jato de sobra que solda fácil não me seduz.
É ato falho da folha ponto sem atestado.
Sou culpado, levanta a mão quem quer salário.
Bateu martelo tocou sirene erga o seu prato.
Acostumado a ter a sobra e ser barato Chegou palestra seu feedback foi descontado.
Andou na linha foi insistente não recusou.
So diz que sim, seu pensamento nunca mudou.
Repetitivo, alega estudo nunca deixou.
Ser promovido, crescer na vida fim do contrato.
(Fim do contrato) Sem aviso prévio.
(Fim do contrato) Acabou meu credito.
(Fim do contrato) Proletariado, proletariado PRO… Assina a folha, no fim com a caneta preta.
Foi o começo antes mesmo que cometa, o erro de recomeçar
Ja risca a carteira, aceita a sujeita, erga a cabeça.
Na rua a dor, que cura prevalece a amargura.
É a fissura que fixa a sua estrutura.
Foi na postura de padronizar.
A subsequência, aceita a existência de não aceitar.

Imagens: Kalleb Sanches Edição
Finalização: Billy Valdez
Produção: Coletivo Catarse – http://coletivocatarse.com.br
Billy Valdez | Videos& Fotos – https://www.facebook.com/independente…
Hempadura conta com o apoio de: Bode Preto Records – https://www.facebook.com/bodepretorecs
Coletivo Catarse – http://coletivocatarse.com.br

Billy Valdez | Videos& Fotos – https://www.facebook.com/independente… 100PRE Skateboards – https://www.facebook.com/100preskt ———————————————————————————————- Hempadura: Kalleb Sanches, Voz. Everton Bodão, Guitarra e voz. Billy Valdez, Baixo e voz. Ériton Castilhos, Bateria e voz. Contato: bandahempadura@gmail.com

Tattoo show RS

(Reportagem – 2017 – 13′ 55”)
Cobertura completa do que rolou nos dias 07, 08 e 09 de Abril, na 7ª edição do Tattoo Show RS.
Confira melhor as tatuagens que concorreram no concurso através das fotos oficiais que estão pagina do evento.
https://www.facebook.com/tattooshowrs

Ficha técnica

Imagens
Billy Valdez | Marlon Laurencio e SHeiná Botega

Reportagem | Edição
Billy Valdez

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