Arquivo da tag: Clementine Tinkamó

Resistência Kaingang: O fim do Ore xá (o fim do barro preto)

Em setembro de 2018, o território Kaingang Ore Xá (Barro Preto), da comunidade de Kandóia, em Faxinalzinho-RS, já se encontrava em plena devastação pelo agronegócio. Mas ainda era possível encontrar resquícios de mata no local – e barro… Junho de 2019, mesmo local. Os ruralistas avançaram na destruição do território Kaingang sem que nenhum tipo de fiscalização fosse realizado, derrubando a pouca mata que ainda restava. Porém, o Ore Xá ainda resiste. Na terra estuprada pelo rodado do trator, a juventude Kaingang homenageia seus ancestrais com cantos e danças. Ainda que, só por hoje, o Barro Preto retorne aos Kaingang.

Este é mais um teaser do Projeto Resistência Kaingang. Apoie esta luta! Acesse e contribua com a Vakinha! Clique aqui.

19 DE JULHO NO MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL, DEBATE COM LUIS SALVADOR, CACIQUE SACI DA TERRA INDÍGENA KANHGÁG AG GOJ (RIO DOS ÍNDIOS)

O Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas e Tradicionais (NIT/PPGAS-UFRGS) e Museu Antropológico do Rio Grande do Sul convidam para o 2º encontro do I Ciclo de Encontros do Observatório Social das Populações Indígenas da Região Sul.

Luís Salvador, mais conhecido como “Saci”, é cacique da Terra Indígena Kanhgág ag Goj (Rio dos Índios, Vicente Dutra – RS), e coordenador do Movimento Indígena do estado do Rio Grande do Sul, na luta pela demarcação das Terras Indígenas.
Hoje, Luis Salvador encontra-se preocupado com a política do governo brasileiro, que avança contra os povos originários, a fim de continuar favorecendo um modelo econômico que, segundo o cacique, “não serve para nenhuma sociedade”.

17h no auditório do Memorial do Rio Grande do Sul: Rua 7 de Setembro, 1020 – Centro Histórico, Porto Alegre.

Heavy Hour 48 – 16.07.19 – Estamos velhos para sermos anarquistas?

Estamos velhos para lutar? Para entender a conjuntura? Para saber o que fazer diante do fascismo eminente? No programa desta semana, recebemos dois anarquistas parcerias, Lampião e Maya, que, junto à colaboração do jornalista e historiador catalão Ricard Vargas, vão trazer à luz a Revolução Espanhola, que completa 83 anos – uma frente anarquista que combateu o fascismo sanguinário do ditador Franco. Não por acaso, também no Estúdio Monstro, o cartunista e artista gráfico Eugênio Neves colabora na discussão, um velho e incisivo amigo do Coletivo Catarse. Na técnica, Gustavo Türck, no meio-campo, Marcelo Cougo (lançando música ao vivo, uma obra de otimismo e superação para as novas gerações), e na linha de frente, comandando a discussão, Clémentine Maréchal – a antropóloga. (arte desta edição, uma pichação sobre ilustração de Eugênio Neves, feita durante a gravação do programa)

Setlist:
Los Dolares – A las barricadas
Dead Kennedys – Chemical Warfare
Dismember – Dreaming in red
Belchior – Como o Diabo Gosta
Abuso Sonoro – Ay Carmela!
Trust – Antisocial

Heavy Hour 47 – 09.07.19 – LGBTudo!

Recebemos no Estúdio Monstro, na sede do Coletivo Catarse, o ativista do Nuances – Grupo Pela Livre Expressão Sexual, Célio Golin, para um bate-papo sobre questões de homofobia e muito mais! Teve Grêmio, Renato Gaúcho e Coligay na conversa também. Destaque para a sonolenta contribuição de Billy Valdez, correspondente do Heavy Hour direto na Nova Zelândia, o lugar onde os patetas malucos dirigem seus carros, mas que são gentis nas calçadas… Power trio do coletivo nesta edição completado com Clémentine, a antropóloga.

E teve música boa! Confere nossa setlist:
Megadeth – Dystopia
Cake – I Will Survive
Chico Buarque – Construção
Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede – Noite Severina
The Datsuns – Gods are bored
Judas Priest – Electric Eye

Heavy Hour 45 – 25.06.19 – Ocupar e resistir! Ocupação não é invasão e é um direito constitucional

Por mais que não pareça haver mais regra nenhuma neste país, que a lei não valha para todos, mas apenas para aqueles que os poderosos querem penalizar, ainda há que se resistir e lutar. Nessa inglória jornada estão pessoas como a advogada Clarice Zanini, que retorna ao programa, uma representante da Associação de Juristas Pela Democracia na tentativa de usar sua profissão para que a Constituição seja cumprida; Constituição esta, carta magna da República, que permite ocupações em imóveis que não cumpram sua função social, que estão abandonados, ociosos – um grito que muitas vezes saiu da boca de pessoas como Cláudia Fávaro, arquiteta e urbanista, lutadora das causas sociais no campo e na cidade; e das duas que representam a Ocupação Baronesa, recentemente despejada em Porto Alegre, Alice Martins e Lara Werner, que nos contam entre outras questões do porquê ocupar é um ato de cidadania. Por aúdio, a arquiteta Karla Moroso, um sobrenome interessante, pois seu significado é antítese ao seu trabalho de arquiteta preocupada com as questões relacionadas com a cidade, ela expõe em números e nos contextualiza ao início a situação atual de moradia em Porto Alegre e no estado.

Setlist:
Adoniran Barbosa – Saudosa Maloca
Ernani Cousandier – O Boçal
Flávio Venturini – Clube da Esquina 2
Confeitaria Brasil – A Pedrada
Bezerra da Silva – Defunto Caguete
Slash e Miles Kennedy – Civil War