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15 Anos do Coletivo Catarse!

No dia 27 de setembro de 2004 um grupo de comunicadores ousou tornar um sonho realidade. Hoje, a cooperativa fundada lá atrás completa 15 anos de luta social, ambiental e cultural.

Nesse tempo produzimos documentários, reportagens, programas de rádio, espetáculos de teatro, exposições fotográficas, música, livros, revistas e muito mais.

Nosso parabéns vai para todos vocês, que acompanham nossa caminhada e prestigiam nosso trabalho. Como presentes temos um universo de conteúdos. Já leu viu todo o material do site? Dá uma olhada lá no Youtube e escolhe um dos 643 vídeos. Ou então abre uma gelada e da um play no Heavy Hour.

Desfrute, celebre e aproveite conosco este dia especial. Nos vemos na linha de frente.

Negra Jaque: 80 Motivos

Lyric video realizado em parceria com o Coletivo Catarse.

Letra:
Com mais de 80 motivos pra jogar bem na sua cara
Ando aqui de pés descalços sobre o fio da navalha
Não vim pra explicar nada
Vim pra confundir sua mente
Subestimar aqui é de costume
Eu vim pra quebra correntes
Não vou ficar nessa cota, botamos o pé na porta
Mesmo com alvo nas costas, mostro aqui que eu não to morta
A mídia alimenta o medo, desligue o aparelho
Vire erva daninha vem pra pista desde cedo
Na época do fake News, o que vale são teus views
Teu sangue, tua luta interna ninguém sabe nunca nem viu
O rap perdido no beat, procurando o melhor hit,
não sabem não querem saber ,pra se posicionar tem que ter convite
sou da geração de 80, nos manos me diz violenta
mas pega a visão na situação ele não me representa

disseram que era pra eu viver, me encontro aqui muito viva
minha rima tem nada a temer
chego no pique da Queen Latifha
demônios que moram em mim
querem me chamar mas não sabem
sou iansã brisa do amanhã
vento, raios e tempestades
quando tu não é alvo aqui
é fácil dizer Marielle
a execução juiz promotor
e o lema e a bala que fere
quantos vão ter que morrer
Aqui nossas mães não suportam,
Ta na hora de aprender, que vidas negras importam
O bonde ta em formação temos brilhos em nossos olhares
Pega visão,sente a pressão
E o Brasil vai virar palmares

Direção Criativa : Fabiana Menini
Mix/Master: @noturno records

+ INFOS
Edição por Coletivo Catarse sobre imagens de arquivo de materiais próprios produzidos em frentes de resistências desde 2013.

facebook.com/NegraJaqueOficial
Instagram : @negrajaqueoficial
OneRPM Negra Jaque

Heavy Hour 42 – 04.06.19 – Minera teu C…

Com este desgoverno que desenterra tudo que tem de ruim em projetos de depredação socioambiental, mais uma nos ronda aqui no Rio Grande velho de guerra: mineração às margens do lago Guaíba. Com projeto da década de 1970, mais uma vez lapidam-se os velhos motes da criação de empregos, riqueza para municípios, entre outros engodos, para se passar a draga no solo gaúcho e poluir nossas águas e atmosfera. Qual o custo real disso? Michelle Ramos, do MaM (Movimento pela Soberania Popular na Mineração), e Eduardo Raguse, engenheiro ambiental da AMA Guaíba (Associação Amigos do Meio Ambiente de Guaíba), trazem muitos exemplos e apostam na mobilização para que isso não vingue. Marcelo Silva, professor e poeta do Morro Santana, também dá a sua palha e nos brinda com belas palavras em um espaço de poesia que parece que permanecerá por um tempo no Heavy Hour!

Do Coletivo Catarse, Clementine, Bruno Pedrotti, Marcelo Cougo e Gustavo Türck lotaram o estúdio e os blocos de fala deste programa. Ah! Teve também Billy Valdez…

Setlist:
Priscila Magella – Choro de Lama
Groundation – Fossil Fuels
Bad Brains – Banned in DC
Hempadura – Queimem!
Destruction – Born to Perish
Milton Nascimento – Para Lennon e McCartney
Calle 13 – Latinoamerica

Medo da Primavera – uma hecatombe em andamento

A vídeo-reportagem “Medo da Primavera – uma hecatombe em andamento”, que está sendo lançada na internet, teve sua pré-estréia durante o “Simpósio Internacional Sobre Mortandade de Abelhas e Agrotóxicos”, realizado no dia 28 de março na cidade de Mata, centro-oeste do Rio Grande do Sul.

O evento produzido pela APISBio (Articulação Para a Preservação da Integridade dos Seres e da Biodiversidade) recebeu cerca de 200 pessoas e foi dividido em duas mesas: “O problema da mortandade das abelhas” e “Natureza, instituições e responsabilidades”.

Graças às contribuições de palestrantes de diversas áreas de atuação, foi possível construir um conhecimento multidisciplinar sobre a questão. Na primeira mesa, por exemplo, fizeram parte: Jaílson Mack Bressan, membro da APISMA e Coord. do Grupo de Apicultores prejudicados pela mortandade de abelhas em Mata; Julio Roberto Barreto Cabral, vereador de San José, Uruguai, e membro da Sociedade de Fomento Rural Apícola; Ana Lúcia de Paula Ribeiro, Agrônoma e doutora em fitossanidade.

Após a fala do comunicador Marcelo Cougo, do Coletivo Catarse, a vídeo-reportagem foi exibida. Em seguida, após uma pausa, o evento prosseguiu com a segunda mesa. Nesta, o cenário de vários conhecimentos dialogando se intensificou. Jair Kriske, advogado e consultor da Rel UITA, explicou porque o episódio da mortandade das abelhas era uma violação de direitos humanos. Althen Teixeira Filho, Dr em anatomia, mostrou as semelhanças entre o sistema nervoso das abelhas e dos humanos, explicando como os agrotóxicos são danosos para ambos os organismos. Pedro Kunkel, militante do Movimento dos Pequenos Agricultores mostrou o contraponto ao modelo das monoculturas e dos agrotóxicos – a agroecologia. Kunkel compartilhou as sementes de milho crioulo que herdou de seus avós e mostrou a todos os presentes uma rara erva nativa: o manjericão bergamota.

Além de construir conhecimentos, o evento também pressionou as autoridades locais a agirem na resolução dos problemas causados pelos agrotóxicos. O prefeito de Mata, Sérgio Roni Bruning, esteve presente no evento assim como o promotor de justiça encarregado do caso, Éder Fernando Kegler, da Comarca de São Vicente do Sul.

A seguir, assita à vídeo-reportagem, uma coprodução do Coletivo Catarse com a APISBio, a APISMA e a UITA, que traz testemunhos e fatos sobre o acontecimento, deixando bem claro o que ocorreu, por que ocorreu e onde. Não foi um fato isolado – e isso traz muita perplexidade a todos os envolvidos. Ouça também dois programas Heavy Hour que trataram sobre o tema:

O Grande Tambor na Comuna do Arvoredo

Documentário – 2010 – 124′ 02”
O filme narra a trajetória do Tambor de Sopapo, que carrega a história da diáspora africana no Rio Grande do Sul. Sua matriz vem pelas mãos e mentes dos africanos escravizados para a região das charqueadas, ao extremo sul do Brasil. É considerado sagrado, retumbando o som por séculos de um purificar religioso para os rituais de matança – realidade presente nas propriedades que produziam o charque entre os séculos XVIII e XIX. A partir da década de 1950, inicia seu caminho no carnaval, quando surgiram as primeiras escolas de samba no estado. O Grande Tambor conta uma parte da história sobre a contribuição dos afrodescendentes na formação simbólica e cultural do povo do Rio Grande do Sul. Sobreviveu pelas mãos de Mestre Baptista, Griô, que preservou a memória e a arte da fabricação de um instrumento de som grave e marcante e que hoje é patrimônio brasileiro.