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Ponto de Cultura Ventre Livre está de volta!

Após intensa luta, finalmente será possível dar sequência efetiva ao projeto Ventre Livre! Neste mês, após 4 anos de espera pelos repasses de conveniamento com o Governo do Estado, dezenas de Pontos de Cultura reiniciaram suas atividades em vários municípios do Rio Grande do Sul. E com o Coletivo Catarse não foi diferente. A partir do final desta semana, início da semana que vem, passarão a ser divulgadas as programações de oficinas e demais atividades do Ponto.

A equipe gestora passou o mês ajustando tudo para início em novembro, fazendo hoje o relançamento do site e remodelando a identidade visual do Ventre Livre à nova conjuntura.

Fique atento aos canais do Coletivo Catarse e ao site pontodeculturaventrelivre.com.br. Vai lá conhecer o que já foi feito!

Salve, Mestre Moa!

Na noite desta quarta (9 de outubro), diversos (e diversos porque essa palavra diz muito mais do que sobre quantidade) pessoas, entre capoeiristas, mestres, contramestres, alunos, admiradores do trabalho do mestre Moa, simpatizantes, curiosos ou reféns capturados pela música se reuniram perto do muro do chalé da Praça XV, em frente ao mercado público de Porto Alegre, para disfrutar de uma roda de capoeira e um afoxé.

Uma homenagem a Moa do Katendê, em admiração à sua memória e ao seu legado. Nesta terça, fez um ano que o mestre baiano, no pé da ladeira de Nanã, foi assassinado com 12 facadas pelas costas por um defensor do Presidente Bolsonaro, após uma discussão sobre o resultado das eleições daquela tarde.

Mestre Moa era músico, capoeirista, compositor, artesão, educador. Alguns documentários estão na rede falando da sua vida e infelizmente da sua morte. Documentários póstumos, importantes pela memória, mas um diagnóstico que valorizamos nossos mestres e mestras depois de suas passagens. É o meu caso, que infelizmente fui conhecer o Mestre Moa e sua obra depois do seu falecimento.

Já escutou as composições do Mestre Moa? Músicas de disfrute e de luta, história do Brasil e do povo negro. Indico o encantamento.

A roda aconteceu em frente a uma faixa em referência à morte de Marielle e Agatha, assassinadas, respectivamente pela milícia e pela polícia, braços armados de forma direta ou por baixo dos panos, do Estado. Pensava ser uma intervenção dos próprios capoeiristas, mas, fiquei em dúvida de ser uma ação anterior, e em múltiplos lugares.

Da janela do ônibus, avistei na grade do Gasometro outra faixa falando sobre o assassinado da menina Ágatha e algo como “nos pedem paz e nos dão genocídio”. Quando saí, o afoxé seguiu.

Salve, todos as mestras e mestres da cultura popular. Valorizemos em vida quem nos abre caminhos. Defendamos suas memórias e seus territórios!

(Texto e imagens Douglas Freitas)

Criaturas de sombras e luzes, sonhos tridimensionais

Estreou no final de semana, em 4 e 5 de outubro, o espetáculo Criaturas da Literatura – mais uma obra da Cia Teatro Lumbra. Um trabalho que traz 6 histórias que – se não todas – em grande parte povoaram a imaginação de hoje avós, antes pais e agora, por que não, filhos. Em imagens de sombra-e-luz, é possível ver – e tocar! – em Alice, aquela do país das maravilhas, Pinóquio, um pequeno Príncipe, Moby Dick(!), Dom Quixote e o temível Drácula. São 6 narrativas muito bem amarradas, que pincelam histórias clássicas e que estimulam àqueles que as conhecem a revisitar seus empoeirados livros antigos, mas, principalmente, causam euforia em crianças que já viram ou ouviram essas histórias e que ficam literalmente loucas para entender como a peça acontece.

Uma técnica totalmente artesanal engloba a plateia, faz sair do pano as sombras, tridimensionalizando as ações – agora, não são apenas operadores de bonecos que fazem as sombras, mas Alexandre Fávero e Têmis Nicolaidis, os protagonistas, também são atores. Eles jogam as sombras e as luzes nas paredes, no teto e, em um determinado momento, estes personagens agarram um pano em que se projeta uma imagem e a fazem voar por sobre a plateia, que timidamente levanta as mãos para tocar naquela criatura como se tocasse nas páginas do livro em seu colo, imaginando fazer parte daquele sonho…

E isso não se torna somente no estímulo a todos conhecerem histórias fantásticas, revisitarem seus livros, adquirirem novos, a Lumbra faz com que o aparelho celular altamente tecnológico, talvez conectado a óculos de realidade virtual, se torne obsoleto. Uma boa dose de criatividade e um talento coletivo simples – mas muito bem pensando – fez com que se tridimensionalizassem sonhos e personagens fantásticos!

Criaturas da Literatura segue em cartaz no teatro do Instituto Ling (Rua João Caetano, 440), em Porto Alegre, nos dias 18 (14h), 19 (16h), 25 (14h) e 26 (16h) de outubro. Para ingressos e outras informações, acesse www.institutoling.org.br.

Sobre a Cia Lumbra, acesse www.clubedasombra.com.br.

*fotos da divulgação

Negra Jaque lança álbum Diário de Obá

Ouça o disco completo no Spotfy – aqui.

Um lugar no mundo. É isso que Negra Jaque canta.

Um lugar onde a mulher negra possa caminhar lado a lado com todas as outras, que possa, por mérito, por dedicação, mas mais ainda por oportunidade, ver sua vida andar pra frente, ser reconhecida e ter sua voz e seu lugar de fala respeitado.

Em seu novo trabalho, DIÁRIO DE OBÁ, Jaque traça essa trajetória e apresenta Obá, mulher orixá ancestral símbolo da mulher brasileira com toda sua força resistência e beleza.

*texto retirado da divulgação do lançamento em show dia 04/10 – infos aqui.

Heavy Hour 57 – 17.09.19 – A censura está aí! Bem desenhada…

Recebemos representantes da GRAFAR (Grafistas Associados do Rio Grande do Sul) neste programa, 3 cartunistas que tiveram seus trabalhos censurados em uma exposição na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Aparentemente, Santiago, Hals e Rafael Corrêa entendem que podem – e devem! – xingar o excrecentíssimo presidente do Brazil livremente sem ter volta, oras bolas! Mas os baluartes do fascismo de bombachas, sr. Nagelstein e a filha do coronel Leal, não deixaram passar em branco e num canetaço protegeram a honra do Bozo acabando com a exposição. Resultado? Explodiu o interesse das pessoas pelas charges! Fantásticas e sagazes, aliás… No papo, também, de estúdio cheio e com muita pressa, o trio nos conta das suas histórias em outros momentos de censura e suas opiniões sobre o momento Charlie Hebdo que estamos enfrentando hoje em dia. (arte do programa feita sobre cartum de Rafael Corrêa)

Setlist bem adequado:
Blitz – Cruel, cruel, esquizofrenético blues
Titãs – Estado Violência
AC/DC – Let me put my love into you
Her – Five Minutes
Paulinho da Viola – Meu novo sapato
Marlyn Manson – Coma White
Odair José – Eu vou tirar você desse lugar