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Coletivo Catarse e Comunicação Kuery em aula na UFRGS

Nessa quarta-feira, 12, os estudantes da disciplina Comunicação e Cidadania da Fabico – UFRGS, ministrada pela coordenadora do NUCC, professora Ilza Maria Tourinho Girardi, receberam os comunicadores Gustavo Türck, do Coletivo Catarse, e Gerson Gomes e Daniel, da Comunicação Kuery, coletivo de produção audiovisual Mbyá-Guarani, que falaram sobre suas experiências de trabalho.

Gustavo defendeu a iniciativa do Catarse não como mídia alternativa, mas sim como alternativa de mídia, e comentou a atuação do coletivo em coberturas como as manifestações de rua de 2013 e em documentários como Carijo, sobre a produção artesanal da erva mate, e O Ser Juçara, sobre a Pameira Juçara, espécie nativa que produz o açaí da Mata Atlântica e é manejada de forma sustentável pelos povos da região.

Segundo Gerson, a prioridade da Comunicação Kuery é dar visibilidade ao povo guarani e fortalecer a comunicação dentro das aldeias. O comunicador comentou a cobertura sobre as retomadas de territórios Mbyá-Guarani no Rio Grande do Sul, e afirmou a necessidade de amenizar a linguagem de guerra normalmente associada às retomadas, pois se trata apenas da ocupação de espaços por seu povo.

Chamas da inquisição atual queimam as bruxas da História

Viralizou nas redes a triste notícia do incêndio na instituição de pesquisa mais antiga do Brasil. O fogo queimou o Museu Nacional, localizado no Rio de Janeiro, junto com 20 milhões de obras — entre elas o acervo de meteoritos e de botânica, fósseis humanos e animais, registros de culturas indígenas e reinos africanos.

A perda científica e de conhecimento é inestimável, mas também é triste ver mais uma confirmação de que o Brasil segue no mesmo modelo colonialista de inquisição: queimar a diversidade nativa para impor uma monocultura.

E não adianta culpar o PT ou a esquerda pelo que aconteceu, já que uma rápida pesquisa aponta justamente para o contrário. Segundo dados disponíveis no portal do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), os investimentos em museus cresceram 980% entre 2001 e 2011, período que abrange maioria do período das gestões Lula e Dilma.

Ao analisar, ainda, informações disponíveis no Siga Brasil, portal do orçamento do Senado Federal, se nota que a maior queda no orçamento anual do Museu acontece no ano de 2015. No ano de 2014, quando Dilma se reelegia, o orçamento anual do museu foi de 1 milhão e duzentos e 11 mil reais. Já em 2015, momento em que o golpe estava sendo articulado, o orçamento caiu para 750 mil reais.

No cenário político pós golpe, vale ressaltar a PEC 241. A proposta de emenda constitucional aprovada no final de 2016 congelou por vinte anos as despesas do governo com gastos sociais. Assim, o país não pode incrementar investimentos em saúde, educação e cultura pelos próximos 18 anos.

Pensando dessa forma, pode-se entender o incêndio no Museu como mais uma das consequências do golpe. E, cabe ressaltar que, apesar de toda a midiatização do episódio e da comoção construída a partir disso, o que queimou já seria uma cultura morta.

Não é querer menosprezar o episódio — é uma merda que o fóssil de Luzia, com toda sua antiguidade e importância para as pesquisas sobre as migrações para o continente americano, tenha queimado —, mas Luzia já está morta. Enquanto isso, por todo o Brasil, vemos denúncias de guardiãs e guardiões da cultura viva sofrendo diversos ataques.

É uma pena que tenhamos perdido registros de culturas indígenas já extintas, mas não seria também produtivo nos mobilizarmos para proteger as etnias que restam? Para que estas não virem fósseis a serem queimados em um outro museu em outro futuro apocalíptico como o de agora?

Na Amazônia, estamos vendo seguidamente denúncias de garimpo e desmatamento dentro de terras indígenas. No Mato Grosso do Sul, o Estado brasileiro está retirando as crianças Guarani Kaiowá de suas mães e colocando-as para adoção. Com isso, o Estado está literalmente assassinando as culturas vivas ao agir para impedir sua continuidade seja retirando as crianças ou destruindo as florestas.

E estes são só alguns exemplos…

Temos também denúncias de intolerância religiosa contra religiões afrobrasileiras — inclusive por parte do Estado por meio de tentativas de proibir os sacrifícios rituais dessas religiões.

Ou seja, a velha inquisição segue a todo vapor e não queima apenas museus, mas também as pessoas que lutam pela sobrevivência de culturas não individualistas. O que vemos no Brasil é a continuação do colonialismo e do extermínio, e o Museu foi apenas o exemplo mais espetacular e, justamente por isso, midiatizado por aqueles que nunca o valorizaram.

*cartum de Carlos Latuff (@LatuffCartoons)

**texto produzido por Bruno Pedrotti sob supervisão do Coletivo

🍃📣 *_Boletim Cepagro Agroecologia #4_*

🌱🍎 *AGRICULTURA URBANA e EDUCAÇÃO AGROECOLÓGICA*
✅  *Turma do NEI Armação visita Horta Comunitária do PACUCA*
Na tarde do dia 28 de agosto, os alunos do Núcleo de Ensino Infantil Armação conheceram a Horta Comunitária do Pacuca, Parque Cultural de Campeche. As crianças se divertiram ao ver numa escala maior o que já estão praticando na escola, como a compostagem e o plantio de hortaliças. https://bit.ly/2wvWuVf

🥗🌽 *AGROECOLOGIA E SEGURANÇA ALIMENTAR*
✅ *Política de Redução de Agrotóxicos é debatida na UFSC*
A Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA) e o Programa Alimento Sem Risco foram discutidos na Universidade. https://bit.ly/2wyXLtP
✅ *Projeto Misereor em Rede segue articulando consumidorxs e agricultorxs*
Em agosto, o projeto articulou visitas de consumidorxs a propriedades agroecológicas em Florianópolis e Águas Mornas (SC). Veja https://bit.ly/2PqEgeZ
✅ *Cepagro participa de Feira de Sementes Crioulas no Paraná*
Mais de 4 mil pessoas e 120 expositores/as participaram da 16ª Feira Regional de Sementes Crioulas e Agrobiodiversidade, realizada em São João do Triunfo (PR). O Cepagro marcou presença com apoio da Misereor. Confira: https://bit.ly/2NcUJFP

🌿🍽 *ENGENHOS DE FARINHA*
✅ *#EngenhoÉPatrimônio*
Série de vídeos com histórias e memórias dos Engenhos de farinha de Santa Catarina. Nesta edição, Marlene Borges, agricultora-agrônoma da Associação Comunitária Rural de Imbituba, a ACORDI, fala sobre a importância do Engenho para a manutenção da biodiversidade e de um modo de vida. https://bit.ly/2PV7O5u

👩‍🌾🌎 *AGROECOLOGIA NA AMÉRICA LATINA*
✅ *Saberes Agroecológicos em Rede #3*
Série de entrevistas com quem faz a Agroecologia acontecer na América Latina. Nesta edição, a nutricionista Cintia Gris, do Centro de Tecnologias Alternativas Populares (RS), fala sobre a importância dos centros de comercialização direta, para os consumidores e agricultores. Assista: https://bit.ly/2wBbrWe

✅ *Siga nossas redes sociais para saber mais sobre ações e eventos agroecológicos!*
📸 Instagram: @cepagro_agroecologia
🌐 Site: www.cepagro.org.br

Debate sobre “A Tragédia dos Comuns e a Gestão do Espaço Urbano” – Uergs

O Grupo de Pesquisa Políticas, Gestão Pública e Desenvolvimento Uergs/CNPq e o Mestrado em Ambiente e Sustentabilidade da Uergs estão promovendo um ciclo de palestras e debates sobre as influências da obra “A Tragédia dos Comuns”, de Garrett Hardin, nas diferentes áreas do conhecimento da Gestão Pública. A programação do ciclo “A Tragédia dos Comuns Hoje: Seu Legado no Desenvolvimento de Políticas Públicas” conta com seis encontros que ocorrerão ao longo do ano. Clique aqui (site da Uergs) para saber mais.

Serviço:
Ciclo de Debates “A Tragédia dos Comuns Hoje: Seu Legado no Desenvolvimento de Políticas Públicas”
Local: Auditório do Campus Central da Uergs (Av. Bento Gonçalves, 8855, Bairro Agronomia – Porto Alegre)
Hora: 14h30
Informações e Inscrições: https://doity.com.br/a-tragedia-dos-comuns-hoje
Contato: pgpduergs@gmail.com

Programação:
17/08/2018 – Sexta-feira
Debate sobre “A Tragédia dos Comuns e a Gestão do Espaço Urbano”
Debatedor: professor Francisco Milanez

https://youtu.be/ORZn0ShaUj8
https://anacarolinapontolivre.wordpress.com/2018/08/15/a-tragedia-dos-comuns-e-a-gestao-do-espaco-urbano-milanez-na-uergs/

Recebido por e-mail de
Ana Carolina Martins da Silva – Porto Alegre – RS
BLOG: http://anacarolinapontolivre.wordpress.com/
PERFIL: http://artistasgauchos.com.br/portal/?id=2051

O ser Juçara – ep3 – Alimento para a Vida

Uma produção da Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse!

O ser Juçara é um documentário apoiado pela Rede Juçara, contendo três episódios (Nós e a Floresta, Cultura em Transformação e Alimento para a Vida) de cerca de 30 minutos cada, sobre a cadeia de valores econômicos, sociais e culturais do manejo sustentável da Palmeira Juçara (Euterpe edulis) – o açaí da Mata Atlântica, atualmente ameaçada de extinção assim como todo o bioma. É parte integrante do Projeto Cadeia de Valores da Palmeira Juçara, financiado pelo edital Fortalecendo Comunidades na busca pela Sustentabilidade, uma parceria entre o Fundo Socioambiental CASA e o Fundo Socioambiental CAIXA.

A trilogia retrata, além de toda diversidade encontrada no domínio da Mata Atlântica, as experiências do ser humano com os saberes associados ao manejo da floresta nativa, em especial da Palmeira Juçara. Este terceiro e último episódio, Alimento para a Vida, fiinaliza a nossa história apresentando as alternativas e a importância que os frutos da Palmeira Juçara têm para oferecer para alimentar nossas vidas. Com certeza sua contribuição vai para além da nutrição e da culinária, mas é, sim, um elemento delicioso que pode compor os mais variados pratos. No entanto, é preciso entender esta palmeira como parte de uma cadeia de valores culturais, que se relaciona e se apresenta como chave não só da preservação da floresta, mas da sustentabilidade das pessoas que vivem nessas regiões e que historicamente lutam para manter seus estilos de vida saudáveis e conectados com as forças da Natureza.

ciclo-logico_jucara

A trilha sonora é original, de autoria da banda de reggae Butia Dub, que, entre outras músicas, apresenta de maneira destacada neste trabalho a faixa Ser Juçara, sonzeira que abre todos os episódios e que faz fundo no trailer oficial da trilogia.

O projeto contempla ainda o lançamento de um site (www.oserjucara.com.br, endereço que temporariamente está encaminhando para as postagens de divulgação), a produção de DVDs para distribuição física e eventos de lançamento e apresentação da trilogia em espaços de Porto Alegre e Maquiné.

Tem interesse de veicular este material? Distribuir para as televisões locais de seu região? Os filmes são finalizados em padrão fullHD e com formato para encaixar nas grades de canais de televisão, tendo entre 27 e 30 minutos com os créditos. O licenciamento é Creative Commons, de livre distribuição e veiculação, com possibilidade de edição do material e reutilização, desde que SEM FINS LUCRATIVOS e com citação da fonte.

Faça contato com a gente: (51) 3012.5509 / gustavo.turck@coletivocatarse.com.br – com Gustavo Türck

PARA ASSISTIR AO EPISÓDIO 1, CLIQUE AQUI.

PARA ASSISTIR AO EPISÓDIO 2, CLIQUE AQUI.

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A palmeira Juçara

Nativa da Mata Atlântica, a Euterpe edulis ocorre do Rio Grande do Sul ao sul da Bahia e também é conhecida como açaí da Mata Atlântica, Içara ou Ripeira, neste caso devido ao uso tradicional de seu caule para produção de ripas e caibros na construção. A planta também é chamada de Palmiteiro ou Palmito Juçara, em virtude do seu uso para produção de palmito em conserva.

A redução da floresta somada à intensa exploração do palmito, colocou a Juçara na lista das espécies ameaçadas de extinção. Entretanto, como apresenta a trilogia O ser Juçara, na última década, o manejo da espécie para uso dos frutos tem se mostrado como grande potencial em termos ecológicos e econômicos e uma saída para evitar o fim da rica palmeira.

A polpa da Juçara é muito semelhante a do Açaí amazônico (Euterpe oleracea) tanto no sabor quanto na aparência e nas propriedades nutricionais.

Aguarde o lançamento do site http://www.oserjucara.com.br para maiores informações sobre a palmeira Juçara!