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Projeto Entrelinhas em Porto Alegre

Quarta feira, dia 8 de janeiro as 19 horas, o Ponto de Cultura Áfricanamente recebe o Projeto Entrelinhas. Desenvolvido pela tradutora Glória Terra e Luiza Ninov, tem como objetivo aproximar culturas africanas e brasileiras por meio da literatura.

Nascido em Salvador, o projeto foi responsável pela ida do autor camaronês Francis Beidi à capital baiana. Para a estréia em Porto Alegre, o Entrelinhas convidou escritoras e escritores negros atuantes no Rio Grande do Sul: Lilian Rocha, Fatima Regina Farias, Bruno Da Silva Santos e Delma Gonçalves.

Serviço
O que: Projeto Entrelinhas em Porto Alegre.
Quando: 8 de janeiro.
Horário: 19 horas.
Local:  Ponto de Cultura Áfricanamente – Avenida Cristóvão Colombo, 761, Porto Alegre.
Entrada Franca.

Uma luta sem fim pelo meio ambiente: Projeto Taramandahy

Há batalhas que acontecem em cenários silenciosos, e as pessoas nem se dão conta. Não todas as pessoas, porque quem se impacta diretamente com as ações muda suas vidas. E isso vem ocorrendo de várias formas na bacia do Rio Tramandaí, região mais populosa do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A ONG ANAMA, sediada no município de Maquiné, vem implementando diversas atividades, em muitas frentes, há muitos anos, através do Projeto Taramandahy – são ações relacionadas à agroecologia, abelhas nativas, conservação da água, valorização dos povos tradicionais, entre tantas outras. Este é um projeto patrocinado pela Petrobrás, que finaliza, agora, sua Fase 3. Aqui, neste vídeo abaixo, é possível perceber que a transformação pela ecologia é real e pode ser praticada no micro para influenciar o macro – mas também há um aviso alarmante, se a sociedade não modificar seus parâmetros de uso dos recursos hídricos, em 4 anos não haverá mais água potável numa bacia que alimenta uma grande densidade populacional.

Que a ANAMA siga suas empreitadas e que venha a Fase 4! O mundo precisa disso…

Conheça o projeto: http://taramandahy.org.br/ e https://pt-br.facebook.com/Taramandahy/

Registros de parte do ato do CPERS (Sindicato dos Professores Estaduais do RS)

Texto e fotos Alass Derivas

“Cheguei na Praça da Matriz às 15h15min, quando do caminhão de som anunciaram que uma comitiva do comando de greve seria recebida no Palácio Piratini. No portão ao lado do prédio, em seguida à fala, o Batalhão de Choque se enfileirou. Os professores seriam recebidos por quem? Quando a comitiva tentou entrar, outros servidores foram juntos. A segurança do Palácio os recebeu com gás de pimenta e não impediu a entrada de todos. A presidente do Cpers, Helenir Aguiar foi agredida por uma “cassetada” na cabeça e foi para o HPS. Antes, mais sete pessoas também buscaram atendimento devido à inalação do gás de pimenta. Foram incentivadas por falas no caminhão de som devido “o potencial do gás de queimar as vias áreas”. Momentos de tensão na porta de entrada do Palácio. Do microfone, os dirigentes do Cpers acusaram serem vítimas de ação de pessoas infiltradas, que supostamente teriam causado a confusão na entrada do Palácio Piratini. Denunciaram o governo de Eduardo Leite por receber os professores com o Batalhão de Choque. Com um pelotão postado em frente à portal principal, algumas pessoas iam tirar fotos com placas em defesa da educação pública, estudantes fizeram poses de luta, algumas pessoas mais provocativas, outras tirando selfie.

Chega o Tenente Coronel Luciano, que, em seguida, dá sacada do Palácio, com mais dois oficiais da Brigada, passa a observar os movimentos dos manifestantes. Incentivam, com gestos de aprovação, os sócios do Cpers que insistem para que o pessoal disperse. É mesma determinação do caminhão de som, que pede primeiro para que recuem para a Praça da Matriz. Ao lado do Batalhão, Daniel Araújo, que não informa seu cargo no uniforme, negocia com os professores, após cochichos com o Major Trajano, quem comandava as tropas do Batalhão de Choque nos protestos de 2013.

Diz que se recuarem até a Praça, ele mesmo entra no Palácio e pede para que recebam o documento do comando de greve. Do microfone, o comando de greve decide encerrar o ato, incentivando as comitivas a buscarem seus ônibus, pedindo para a mobilização seguir nos municípios. A greve continua. A caminhada prevista para a tarde não aconteceu. Pergunto ao repórter da RBS, que recém havia entrevistado os professores após a conversa com Daniel, se havia ainda alguém dentro do Palácio, se o documento tinha sido entregue. Ele não soube me responder, mas disse que estava esperando para escutar alguém do governo sobre a situação.
Informação dispersa entre vários sócios do Cpers que perguntei. Alguns lamentando a dispersão. A greve segue, com o apoio de outros servidores estaduais, como os Auditores Fiscais Agropecuários, que anunciaram a paralisação da fiscalização do leite, o que pode comprometer a disponibilidade do produto no estado. Saí às 16h30min, seguido o fluxo de dezenas de professoras e professores que iam para os seus ônibus. A greve segue.

Todo apoio à greve dos professores e dos servidores públicos.
Salve a educação pública!

Se alguma informação estiver incorreta, ajuda aí”.

AGENDA DE MOBILIZAÇÃO DA GREVE

27/11 (QUARTA-FEIRA)
7h – HEMOCENTRO E HOSPITAL SANATÓRIO PARTENON
​​​8h – CAFF
​​​8h – HOSPITAL PSIQUIÁTRICO SÃO PEDRO

28/11 (QUINTA-FEIRA)
8h30 – AGRICULTURA (Av. Getúlio Vargas)
14h – FARMÁCIA DO ESTADO

29/11 (SEXTA-FEIRA)
8h30 – HOSPITAL PSIQUIÁTRICO SÃO PEDRO (Ato)
14h – REUNIÃO COMANDO DE GREVE
17h – SECRETARIA DA CULTURA (Praça da Alfândega)

2/12 (SEGUNDA-FEIRA)
10h – PLENÁRIA GERAL DE MOBILIZAÇÃO (Sanatório Partenon)

3/12 (TERÇA-FEIRA)
10h – CAMINHADA PELO CENTRO (Concentração na Farmácia)

4/12 (QUARTA-FEIRA)
9h – DOAÇÃO DE SANGUE (Abrir lista)
18h30 – ATO NO PALÁCIO (Velório e Enterro)

5/12 (QUINTA-FEIRA) – ATO ESTADUAL DA FRENTE DOS SERVIDORES PÚBLICOS (hoje no cpers foo dito pela Helenir que está negociando com o Ortiz para fazer dia 3/12)

6/12 (SEXTA-FEIRA) – REUNIÃO DO COMANDO DE GREVE

Relatos do XI Congresso Brasileiro de Agroecologia

Está acontecendo o XI Congresso Brasileiro de Agroecologia. O evento – que está sendo realizado na Universidade Federal do Sergipe, no município de São Cristóvão – começou no dia 4 de novembro e vai até o dia 7 deste mês.

Leonardo Melgarejo, presidente da Associação Brasileira de Agroecologia, está participando do evento e enviou dois relatos do que tem presenciado.

No primeiro áudio, Melgarejo apresenta o evento, com mais de 4 mil participantes e 2300 trabalhos científicos no campo da Agroecologia. Depois, relata o acompanhamento da reunião nacional do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos.

No segund, Melgarejo relata o painel que discutiu a contaminação das sementes orgânicas. Somente no semiárido, foram identificadas 1800 variedades de sementes próprias mantidas pela agricultura familiar e orgânica. Porém, a contaminação vem avançando de maneira muito rápida. Estima-se que já alcance cerca de 40% destes bancos de sementes.