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Heavy Hour 41 – 28.05.19 – Alvo dos patifes

E os patos viraram patifes. Depois de vestirem suas camisetas da CBF e conseguirem dar suporte a um golpe engendrado nos manuais da CIA, eles voltam às ruas e apontam suas armas diretamente ao seu mais novo inimigo: a educação! Sim, muitas – nem tantas – pessoas se fantasiaram novamente e trataram de contra-marchar apoiando seu presidente, a ignorância e o ideologismo racista e fascista – tudo abertamente. Neste programa, desvelamos a marcha dos patifes pela história de 3 antropólogxs: Cleyton Rocha, do Macapá, capital do Amapá, Lucy Cavalcante, de Caucaia, no Ceará, e Bruno Domingues, de Barcarena, interior do Pará. Todos negrxs e mestrandos da UFRGS – bolsistas ou não, de cotas ou não, são aqueles com a mira do ódio em suas paletas. Na condução do programa, o power trio do Coletivo Catarse recebe o reforço – permanente? – de Clementine Marechal, também antropóloga e de espírito de luta ativo.

Setlist:
Eu Acuso! – Marcha dos Patifes
Maria Bethânia – Carcará
Vitor Jara – Movil Oil Special
O Rappa – Minha Alma
Belém Pará Brasil – Mosaico de Ravena
Slave in Hell – W.O.E.
Possessed – Graven
Rockin 1000 – Smells Like Teen Spirity

Multidão na rua em Porto Alegre pela educação e contra Bolsonaro

Na noite de quarta feira (15/05) soaram os tambores da revolta popular em Porto Alegre e em todo o Brasil.  Na capital do Rio Grande do Sul, cerca de 30 mil pessoas participaram do grande ato noturno que foi da Esquina Democrática até o Largo Zumbi dos Palmares, no centro da cidade . Ao longo do dia também ocorreram diversas mobilizações na Faculdade de Educação (FACED UFRGS).

Manifestação passando pela Avenida Borges de Medeiros.

O movimento fez oposição aos cortes das verbas para as Universidades Federais e para o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) anunciadas por Jair Bolsonaro e pelo ministro da educação Abraham Weintraub . Além disso, também se posicionou contra os ataques feitos pelo presidente à política de cotas e contra as ciências e universidades.

“Revolte-se. Salve a Educação do Bozo. Rebele-se”. Cartaz de Manifestante.

Os manifestantes também questionaram a prisão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e a reforma da previdência. Diversos movimentos sociais contrários a Jair Bolsonaro e suas políticas de governo estiveram presentes. Grupos anarquistas, sindicalistas,coletivos LGBTQ+, feministas, partidos de esquerda, movimentos negros, estudantes e professores universitários e secundaristas construíram o espaço de lutas coletivas.

Esta união de diversos segmentos deu corpo ao movimento e unificou diversos discursos contrários aos retrocessos da gestão do presidente.

“Uma só Luta! Contra a Reforma da Previdência e os cortes de Bolsonaro”. Cartaz de Manifestante

Resta saber como a pressão popular terá efeito no governo. Espera-se que, caso os grupos sigam mobilizados, se consiga reverter ou impedir decisões deste (des)governo ultra conservador.

Imagens: Billy Valdez
Texto: Bruno Pedrotti

MAIS QUE UM JOGO – Todas e todos pela educação pública!

Uma das características fundamentais de um governo fascista é a criação e a demonização de um inimigo. O governo Bolsonaro já elegeu quem cumprirá esse papel: os professores e as professoras. Além deles e delas, a educação de uma forma geral vem sendo atacada de forma constante pelo governo.

Ministros e o próprio presidente se valem de um discurso moralista e mentiroso sobre as práticas escolares para deslegitimar os saberes e o trabalho dos profissionais da educação.

Pautas como “ideologia de gênero”, “doutrinação ideológica” e “marxismo cultural” estão sendo divulgadas pelo governo (antes mesmo de eleito). Esse discurso, que não se verifica na prática, também faz parte de um projeto de precarização e posterior privatização da educação pública no Brasil.

Os recentes anúncios de cortes de verbas para todos os níveis da educação pública brasileira são mais um episódio desses ataques ao “inimigo” do governo.

O ataque às Universidades Federais e aos Institutos Federais, além de precarizar o ensino e a pesquisa, acaba atingindo a população como um todo, como, por exemplo, com o fechamento de Hospitais Universitários, que em sua maioria atendem exclusivamente pelo SUS.

Além disso, assistimos a uma relação muito próxima entre o governo e representantes de universidades particulares e redes de educação a distância, como, por exemplo, o fato da vice-presidente da Associação Nacional das Universidades Privadas ser Elisabeth Guedes, irmã de Paulo Guedes, ministro da economia e guru do presidente, que propôs os cortes na educação pública.

Dia 15/5 estará acontecendo uma greve geral da educação, contra esse corte absurdo de verbas, bem como contra a reforma da previdência, uma vez que os professores e principalmente as professoras serão muito atingidos pela reforma, perdendo sua aposentadoria especial.

Frente Inter Antifascista

– originalmente publicado no site do Repórter Popular, aqui