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Lançamento! O ser Juçara, episódio 1: Nós e a Floresta (20/04)

Neste dia 20 de abril de 2018 finalmente será lançada a trilogia O ser Juçara, uma produção da Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse!

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O ser Juçara é um documentário produzido pela Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse, apoiado pela Rede Juçara, a ser lançado em três episódios (Nós e a Floresta, Cultura em Transformação e Alimento para a Vida) de cerca de 30 minutos cada, sobre a cadeia de valores econômicos, sociais e culturais do manejo sustentável da Palmeira Juçara (Euterpe edulis) – o açaí da Mata Atlântica, atualmente ameaçada de extinção assim como todo o bioma. É parte integrante do Projeto Cadeia de Valores da Palmeira Juçara, financiado pelo edital Fortalecendo Comunidades na busca pela Sustentabilidade, uma parceria entre o Fundo Socioambiental CASA e o Fundo Socioambiental CAIXA.

A trilogia retrata, além de toda diversidade encontrada no domínio da Mata Atlântica, as experiências do ser humano com os saberes associados ao manejo da floresta nativa, em especial da Palmeira Juçara. Este primeiro episódio apresenta a relação direta e indireta das pessoas com a floresta, os modos de vida, as conexões que existem entre as experiências retratadas – e a perspectiva de que é possível se viver de maneira sustentável em todos os espaços.

A trilha sonora é original, de autoria da banda de reggae Butia Dub, que, entre outras músicas, apresenta de maneira destacada neste trabalho a faixa Ser Juçara, sonzeira que abre todos os episódios e que faz fundo no trailer oficial da trilogia.

Ouça a música!

Assista ao trailer!

Assista ao clipe Vida pra Viver [Bichos e Plantas], também parte deste primeiro episódio!

Na sequência, será lançado o segundo episódio, Cultura em Transformação, no dia 4 de maio. O projeto contempla ainda o lançamento de um site (www.oserjucara.com.br, endereço que temporariamente está encaminhando para as postagens de divulgação), a produção de DVDs para distribuição física e eventos de lançamento e apresentação da trilogia em espaços de Porto Alegre e Maquiné.

Tem interesse de veicular este material? Distribuir para as televisões locais de seu região? Os filmes são finalizados em padrão fullHD e com formato para encaixar nas grades de canais de televisão, tendo entre 27 e 30 minutos com os créditos. O licenciamento é Creative Commons, de livre distribuição e veiculação, com possibilidade de edição do material e reutilização, desde que SEM FINS LUCRATIVOS e com citação da fonte.

Faça contato com a gente: (51) 3012.5509 / gustavo.turck@coletivocatarse.com.br – com Gustavo Türck

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A palmeira Juçara

Nativa da Mata Atlântica, a Euterpe edulis ocorre do Rio Grande do Sul ao sul da Bahia e também é conhecida como açaí da Mata Atlântica, Içara ou Ripeira, neste caso devido ao uso tradicional de seu caule para produção de ripas e caibros na construção. A planta também é chamada de Palmiteiro ou Palmito Juçara, em virtude do seu uso para produção de palmito em conserva.

A redução da floresta somada à intensa exploração do palmito, colocou a Juçara na lista das espécies ameaçadas de extinção. Entretanto, como apresenta a trilogia O ser Juçara, na última década, o manejo da espécie para uso dos frutos tem se mostrado como grande potencial em termos ecológicos e econômicos e uma saída para evitar o fim da rica palmeira.

A polpa da Juçara é muito semelhante a do Açaí amazônico (Euterpe oleracea) tanto no sabor quanto na aparência e nas propriedades nutricionais.

Aguarde o lançamento do site www.oserjucara.com.br para maiores informações sobre a palmeira Juçara!

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 7: encontro

A vida numa cidade é feita de cruzamentos… Cruzamento de histórias.
Quando uma catástrofe ocorre – e não somente natural, mas, pois sim, o dia-a-dia urbano também é catástrófico -, os encontros seguidamente se movimentam pela história de cada um com aquilo que acontece.
E os pontos de vista se entrelaçam, as ideias se misturam… Dali saem soluções, crônicas, devaneios, poesia.
Nada como um encontro em um final de tarde para entendermos o que se passa em nossas vidas.

Assista ao episódio no site do Tainhas no Dilúvio.

 

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 6: a volta da água

A dependência gera uma série de reações. E se a situação acontece de repente, essas reações podem ser desesperadas, mas também solidárias.
Com certeza a falta de abastecimento de água por muito tempo está entre os piores problemas possíveis de serem enfrentados na realidade urbana. No entanto, há soluções fáceis de se implementar para pelo menos amenizar suas consequências de um dia a dia atribulado.

Mas até onde será que vai o interesse real das pessoas em resolver por si mesmos ou coletivamente tais questões?
Assista ao episódio no site do Tainhas no Dilúvio.

 

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 5: tempestade

A tempestade que chega é da cor do medo. A Natureza demanda de volta aquilo que lhe tiram. Espaços dantes protegidos por capões de mato, que seguravam umidade, que faziam barreiras ao vento, ao darem espaço a lavouras em ambientes próximos às cidades, agora formam literalmente planos livres, como ringues, nos quais se chocam massas de ar frio com massas de ar quente sem nenhum obstáculo. Literalmente a cidade explode. A impermeabilização dos solos cobra seu preço. Avenidas viram rios, cruzamentos viram lagos. Riachos, valões, viram avalanches de entulhos. Mas carros não são barcos, pessoas não são peixes, árvores não são algas…

Assista ao episódio de hoje!

Margaridas, luta e pé na estrada!

O documentário “Margaridas: luta e pé na estrada” é fruto da pesquisa de doutorado intitulada “Narrativas de si em Movimento, uma genealogia da ação política das mulheres trabalhadoras rurais do sul do Brasil”. O filme acompanha a participação de um grupo de mulheres trabalhadoras rurais da região noroeste do Estado do Rio Grande do Sul na V Marcha das Margaridas, realizada em agosto de 2015 em Brasília-DF. Retrata o processo de participação na Marcha das Margaridas, desde a viagem em direção à Brasília, a chegada, a participação nas atividadades e a avaliação no retorno para casa. As narrativas das mulheres expressam os efeitos do processo de luta por melhores condições de saúde, educação, moradia, trabalho, acesso a terra e garantia de vida digna que compõe a pauta do movimento. Em marcha, as Margaridas enfrentam os desafios cotidianos dentro e fora de casa, rompem barreiras instituídas pela herança, protagonizam ações políticas em prol da garantia de direitos e do bem viver. Traduzem assim o movimento das Margaridas como luta e pé na estrada!