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Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 9: direito de resposta

As lições que água nos dá…
Se o comportamento humano nas cidades tender para o afastamento – e asfaltamento – dos ambientes naturais existentes, o futuro permanecerá nebuloso.
É impressionante que, apesar de satírica, esta obra seja tão real. A quantidade de pessoas que passam ao largo do Arroio Dilúvio, em Porto Alegre, e que não tem ideia alguma de que ali possa haver vida e que já se convenceu que o riacho é um valão é muito grande – grande até demais.
E o papel dos canais de mídia corporativa, comerciais, financiados por empresas que não tem interesse em lidar com meio ambiente, mas, sim, de exaurir recursos naturais para se locupletar em empreendimentos vendidos como “solução da sua morada” é evidente.
As análises das relações de causa e consequência para questões de desastres naturais que acomentem cidades quase nunca centram foco nas raízes dos problemas, não se aprofundam as reflexões para iniciativas que possam modificar o comportamento das pessoas. Pelo contrário, a ideia é o paliativo, é varrer a sujeira para debaixo do tapete – canalizar valões, construir emissários marinhos ou fluviais a grandes distâncias, grandes lixões localizados onde ninguém vê e… pronto! Até a próxima tempestade, enchente, tornado…

É o direito de resposta da mãe Natureza.

Assista ao episódio de hoje: direito de resposta.

 

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 8: tem tainha no dilúvio

Será que a questão é o ponto de vista?
De um lado se aceita a poluição porque traz progresso e empregos.
De outro, se elegem inimigos públicos que viram exemplo, mas que, na realidade, não estão em
conflito com a Natureza – estão dentro dela, vivendo seu papel de ser dentro de um ecossistema.
A contradição fica evidente pela priorização de se penalizar o mais fraco.
E as pessoas passam a aceitar “ao natural” que o riacho vire valão, esgoto a céu aberto. Pela repulsa
que isso gera, nem olham mais para baixo, não enxergam nada ali a não ser putrefação.
E o espanto se torna regra, quando percebem que a vida persevera naquela água – não é água e
peixes misturados no esgoto e dejetos químicos, é esgoto e dejetos químicos jogados na água, no
riacho!

Isso não é um acidente.

Assista ao episódio de hoje: tem tainha no dilúvio.

Ka’aguy Rupa

Documentário – 2018 – 28′

A mata (Ka’aguy) é condição para a existência dos Mbyá-guarani. Por isso o coletivo audiovisual de jovens mbyá Comunicação Kuery decidiu fazer um documentário sobre a Ka’aguy ouvindo a sabedoria dos mais velhos e registrando as aldeias onde vivem no Rio Grande do Sul. Falar sobre sua importância para a alimentação, a medicina, o artesanato e para a espiritualidade de seu povo:
“Nhanderu (Deus) nos criou para vivermos na mata, Tudo que tem nela nos beneficia. É de onde tiramos nosso remédio tradicional. Vivemos num lugar onde tem mata, mas já não é como antigamente porque desde que os jurua (brancos) tomaram nossas terras, eles só querem lucrar com as matas, ganhar dinheiro. Nóz Mbyá-guarani somos parte da natureza, vivemos e morremos com ela. Isso os jurua não compreendem. Olhando assim parece que ela não tem muito valor, mas ara Nhanderu e para nossos sábios é o que temos de maior valor no mundo”

Realização:
Comunicação Kuery

Apoio:
Coletivo Catarse e Fundação Luterana de Diaconia

Lançamento! O ser Juçara, episódio 1: Nós e a Floresta (20/04)

Neste dia 20 de abril de 2018 finalmente será lançada a trilogia O ser Juçara, uma produção da Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse!

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O ser Juçara é um documentário produzido pela Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse, apoiado pela Rede Juçara, a ser lançado em três episódios (Nós e a Floresta, Cultura em Transformação e Alimento para a Vida) de cerca de 30 minutos cada, sobre a cadeia de valores econômicos, sociais e culturais do manejo sustentável da Palmeira Juçara (Euterpe edulis) – o açaí da Mata Atlântica, atualmente ameaçada de extinção assim como todo o bioma. É parte integrante do Projeto Cadeia de Valores da Palmeira Juçara, financiado pelo edital Fortalecendo Comunidades na busca pela Sustentabilidade, uma parceria entre o Fundo Socioambiental CASA e o Fundo Socioambiental CAIXA.

A trilogia retrata, além de toda diversidade encontrada no domínio da Mata Atlântica, as experiências do ser humano com os saberes associados ao manejo da floresta nativa, em especial da Palmeira Juçara. Este primeiro episódio apresenta a relação direta e indireta das pessoas com a floresta, os modos de vida, as conexões que existem entre as experiências retratadas – e a perspectiva de que é possível se viver de maneira sustentável em todos os espaços.

A trilha sonora é original, de autoria da banda de reggae Butia Dub, que, entre outras músicas, apresenta de maneira destacada neste trabalho a faixa Ser Juçara, sonzeira que abre todos os episódios e que faz fundo no trailer oficial da trilogia.

Ouça a música!

Assista ao trailer!

Assista ao clipe Vida pra Viver [Bichos e Plantas], também parte deste primeiro episódio!

Na sequência, será lançado o segundo episódio, Cultura em Transformação, no dia 4 de maio. O projeto contempla ainda o lançamento de um site (www.oserjucara.com.br, endereço que temporariamente está encaminhando para as postagens de divulgação), a produção de DVDs para distribuição física e eventos de lançamento e apresentação da trilogia em espaços de Porto Alegre e Maquiné.

Tem interesse de veicular este material? Distribuir para as televisões locais de seu região? Os filmes são finalizados em padrão fullHD e com formato para encaixar nas grades de canais de televisão, tendo entre 27 e 30 minutos com os créditos. O licenciamento é Creative Commons, de livre distribuição e veiculação, com possibilidade de edição do material e reutilização, desde que SEM FINS LUCRATIVOS e com citação da fonte.

Faça contato com a gente: (51) 3012.5509 / gustavo.turck@coletivocatarse.com.br – com Gustavo Türck

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A palmeira Juçara

Nativa da Mata Atlântica, a Euterpe edulis ocorre do Rio Grande do Sul ao sul da Bahia e também é conhecida como açaí da Mata Atlântica, Içara ou Ripeira, neste caso devido ao uso tradicional de seu caule para produção de ripas e caibros na construção. A planta também é chamada de Palmiteiro ou Palmito Juçara, em virtude do seu uso para produção de palmito em conserva.

A redução da floresta somada à intensa exploração do palmito, colocou a Juçara na lista das espécies ameaçadas de extinção. Entretanto, como apresenta a trilogia O ser Juçara, na última década, o manejo da espécie para uso dos frutos tem se mostrado como grande potencial em termos ecológicos e econômicos e uma saída para evitar o fim da rica palmeira.

A polpa da Juçara é muito semelhante a do Açaí amazônico (Euterpe oleracea) tanto no sabor quanto na aparência e nas propriedades nutricionais.

Aguarde o lançamento do site www.oserjucara.com.br para maiores informações sobre a palmeira Juçara!

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 7: encontro

A vida numa cidade é feita de cruzamentos… Cruzamento de histórias.
Quando uma catástrofe ocorre – e não somente natural, mas, pois sim, o dia-a-dia urbano também é catástrófico -, os encontros seguidamente se movimentam pela história de cada um com aquilo que acontece.
E os pontos de vista se entrelaçam, as ideias se misturam… Dali saem soluções, crônicas, devaneios, poesia.
Nada como um encontro em um final de tarde para entendermos o que se passa em nossas vidas.

Assista ao episódio no site do Tainhas no Dilúvio.