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Heavy Hour 52 – 13.08.19 – Justiça para os povos da floresta? Pre$$ão de mineração e especulação imobiliária dobra qualquer lei…

Neste programa que temos mais apresentadores que convidados, que marca a volta de Billy Valdez depois de um mês na Nova Zelândia – e que ele não conta nada -, trouxemos pessoas pra conversar sobre as pressões que comunidades indígenas estão sofrendo com empreendimentos que apenas visam ao lucro. Guilherme Dal Sasso, cientista social e integrante da AEPIM (Associação de Estudos e Projetos com Povos Indígenas e Minoritários) e do Comitê contra Mineração, Julio Alt, advogado e representante do Conselho Estadual de Direitos Humanos, e simplesmente Juliano (sim, estamos num momento que é necessário esconder o nome de algumas pessoas em razão de perseguições), apoiador e ativista pela causa indígena, se complementam na reflexão de que empreendimentos e poder público não medem com qualquer juízo de valor as vidas indígenas. Simplesmente, aqui no Sul, Kaingangs e Guaranis não são sequer consultados quando se está falando em licenciamento para uma obra como a Mina Guaíba, que vai impactar diretamente em suas áreas. Mas resistir é necessário, em instituições falidas como a Justiça, que ainda persistem, e até mesmo fisicamente como em mobilizações da Ponta do Arado na zona sul de Porto Alegre. Contribui, ainda, com sua contextualização, Roberto Liebegott, do Conselho Indigenista Missionário, um lutador histórico pelos direitos dos povos originários no Brasil.

Setlist:
Katumirim – Aguyjevete
Atahualpa Yupanqui – Camino del Indio
Wolftrucker – Rock till you die
Tennessee Ernie Ford – Sixteen Tons
Inti-Illimani – En Libertad
Black Pumas – Colors
Sister Rosetta Tharpe – That’s All
Angelus Apatrida – You are next

Heavy Hour 51 – 06.08.19 – Pra “desmascarar” o MST! Essa gente que luta pelo país!

Nossa produção foi rápida e foi atrás de duas pessoas dispostas a, enfim, enfrentar a nossa sanha justiceira para colocar um ponto final nessa baderna toda do MST! Marcelo Paiacan, morador do assentamento de Eldorado do Sul, onde produzem arroz orgânico e tentam impedir o progresso da Mina Guaíba, que vem pra trazer muita riqueza ao estado com toda a poluição que vai jogar no Rio Jacuí e na água consumida na Grande Porto Alegre, e Paulo Almeida, do assentamento de Vacaria, onde insistem com produção de orgânicos, contrapondo a lógica na terra da maçã envenenada – bando de bruxas e serpentes! -, tentam de todas as formas se esquivar de nossas colocações. Tem ainda a participação por zap-zap de Salete Carolo, também assentada e do MST, que estava a caminho da Marcha das Margaridas, mulheres unidas com o lema “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência” – nota-se bem o mote de badernagem desse pessoal. Então, com uma equipe contando com nosso repórter Bruno Pedrotti, Clémentine, a antropóloga, mais Marcelo Cougo e Gustavo Türck nas pick-ups, descobrimos que… Bom, o MST não tem nada a ver com a cocaína achada no avião do Bolsonaro, não é eles que estão avançando e desmatando a floresta amazônica, não são os sem-terra que estão empregando parentes nas estruturas de governo, não é o movimento que está pressionando indígenas para largarem suas terras, eles não estão se armando, não estão manipulando a justissa… Mas não estão desistindo! O que descobrimos é que a luta vai continuar e que se pode contar com o MST para uma resistência legítima e democrática. Pátria livre!

E aqui vai o setlist do programa, bem doutrinador pra ver se os guerrilheiros venezuelanos e cubanos nos ouvem e venham nos salvar de uma vez por todas:
Pedro Munhoz – Canção da Terra
Zé Ramalho – Admirável Gado Novo
Beth Carvalho – Ordem e Progresso
Grandfúria – Cavalo
Neil Young – Wolf Moon
Victor Jara – A desalambrar
F.UR.T.O – Verbo à Flor da Pele

Heavy Hour 50 – 30.07.19 – 50° HH da nova era! 15 anos de Coletivo Catarse! Quanta lambeção…


Neste programa, atingimos uma baita meta – a de empobrecer comprando ceva e cachaça a cada uma das 50 semanas de novo Heavy Hour! Afora isso, foram muitos temas interessantes expostos desde 10 de agosto de 2018. Muitos convidados passaram pelos nossos estúdios e uma bela rede de veiculação se formou. Dessa forma, decidimos celebrar nesta edição explicando um pouco de quem somos enquanto Coletivo Catarse e apresentando músicas exclusivas de nossas produções! Para além de alguns participantes antigos – tanto de coletivo como de Heavy Hour e da rede – estivemos Gustavo Türck e Marcelo Cougo na presença de Têmis Nicolaidis, Cris Cubas, Bruno Pedrotti e Paulinho Betanzos no Estúdio Monstro (com Zé da Terreira nos curtindo)! Ouves o programa e não sabe direito o que a gente faz? Então escuta este aqui e terás uma noção de uns 15% de nossa trajetória… Vá lambeção, hein?!

Setlist Marcelo Cougo:
Trilha do filme O Grande Tambor – A Princesa é uma Senhora
Trilha do filme Caligrafia – Cuidado e Delicadeza
Trilha do filme Carijo – Bem cedo um mate
Trilha do filme Laceiros Negros estão vivos – Eu e meus camaradinhas
Trilha do filme Crenças a Céu Aberto – Crenças a Céu Aberto
Trilha da websérie Tainhas no Dilúvio – Lições de Água
Trilha do filme O Grande Tambor – Suíte Senzala

Heavy Hour 49 – 23.07.19 – Resistência indígena presente – e aqueles que a apoiam!

No Estúdio Monstro, sede do Coletivo Catarse, fomos ocupados por grandes pessoas sempre em luta. Clementine, a antropóloga, trouxe para esta edição do programa uma galera pra falar sobre uma resistência insistente e imprescindível – quem você acha que está mantendo as parcas florestas existentes hoje em pé?! Cacique Saci, da área Kaingang de Rio dos Índios, em Vicente Dutra, e a Kujà (xamã) Iracema Gá Teh fazem frente junto com uma das grandes antropólogas da atualidade, Alcida Rita Ramos, também professora da UNB, além, é claro, de graduandos baderneiros da UFRGS, André Simões (História), Milena Weber (Ciências Sociais), Pietro Bueno (Ciências Sociais) e Marina Stringhini (Ciências Sociais). Toda essa turma esteve recentemente em uma área em Faxinalzinho, norte do RS, onde ruralistas estão devastando o que resta de mata e acabando com terrenos sagrados da cultura e do chão que originalmente foi indígena (quer saber mais? https://memoriaterritorioeperseguicao.wordpress.com/2019/07/19/novo-teaser-da-resistencia-kaingang-o-fim-do-ore-xa-o-fim-do-barro-preto/).

Setlist:
Sepultura – Territory
Cérebro de Galinha – País Falido
Destruction – Betrayal
Raul Seixas – Aluga-se
David Bowie – Heroes
Led Zeppelin – Dazed and Confused

Heavy Hour 48 – 16.07.19 – Estamos velhos para sermos anarquistas?

Estamos velhos para lutar? Para entender a conjuntura? Para saber o que fazer diante do fascismo eminente? No programa desta semana, recebemos dois anarquistas parcerias, Lampião e Maya, que, junto à colaboração do jornalista e historiador catalão Ricard Vargas, vão trazer à luz a Revolução Espanhola, que completa 83 anos – uma frente anarquista que combateu o fascismo sanguinário do ditador Franco. Não por acaso, também no Estúdio Monstro, o cartunista e artista gráfico Eugênio Neves colabora na discussão, um velho e incisivo amigo do Coletivo Catarse. Na técnica, Gustavo Türck, no meio-campo, Marcelo Cougo (lançando música ao vivo, uma obra de otimismo e superação para as novas gerações), e na linha de frente, comandando a discussão, Clémentine Maréchal – a antropóloga. (arte desta edição, uma pichação sobre ilustração de Eugênio Neves, feita durante a gravação do programa)

Setlist:
Los Dolares – A las barricadas
Dead Kennedys – Chemical Warfare
Dismember – Dreaming in red
Belchior – Como o Diabo Gosta
Abuso Sonoro – Ay Carmela!
Trust – Antisocial