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Artistas se manifestam em defesa da TVE e FM Cultura

No dia de ontem, 20 de dezembro, um grupo de artistas esteve presente no Palácio Piratini e conseguio\u se manifestar contra a extinção da Fundação Piratini – TVE e FM Cultura – dentro das dependências do palácio.

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Seguem o manifesto e fotos (Billy Valdez).

MANIFESTO PELA TVE, FM CULTURA E FUNDAÇÕES ESTADUAIS

Nós, músicos gaúchos, realizamos um ato de ocupação simbólica do Palácio Piratini na tentativa de fazer chegar aos olhos e ouvidos do governador José Ivo Sartori nossa mais absoluta indignação com a política de fechamento das emissoras e de desestruturação da comunicação pública do Estado do Rio Grande do Sul.

O fechamento da TVE e da FM Cultura representa o mais cruel silenciamento de nossa voz artística, de nossa produção intelectual e a ampliação do abismo já existente entre os criadores gaúchos e a população do estado, que tem o direito de se ver e de se reconhecer na comunicação pública sem o intermédio de patrocinadores ou agentes mercadológicos.

A TVE é a única emissora pública em canal aberto, e a FM Cultura é a única emissora FM que veiculam nossas músicas e nossas ideias sem restrição de credo, estilo ou ideologia. A nossa identidade, assim como a criatividade gaúcha, seja urbana ou seja rural, não devem ser limitadas ao enquadramento e formatação apenas em emissoras com fins lucrativos, cuja grade de programação e distribuição de horários é ditada pela supremacia conceitual do centro do país.

Em todos esses anos, em diferentes governos de diferentes orientações políticas, nunca tivemos nossa voz silenciada de forma tão brutal como se pretende fazer agora. A identidade e a criatividade de nossos artistas, de variadas tendências estéticas e artísticas, não pode simplesmente ser segregada da vida das pessoas que vivem no Rio Grande do Sul.

Mas a gravidade do fechamento das emissoras públicas da Fundação Cultural Piratini não reside somente no silenciamento das vozes de artistas e de intelectuais gaúchos. A extinção das emissoras públicas também afeta diretamente a economia da cultura local. Essa mesma que faz o Rio Grande do Sul grandiosos e digno. Afeta a artesania de novas possibilidades de vida e de trabalho e sobretudo nega a vocação da Fundação Cultural Piratini como cabeça de uma grande rede estadual de emissoras públicas, universitárias, educativas e comunitárias que possibilitam não somente a expressão da população gaúcha por si mesma, com seus diferentes sotaques e modos de vida, mas atua no fechamento da única via de escoação de nossa produção cultural, na mais absoluta contramão da tendência mundial de produzir riquezas a partir do capital sustentável proveniente de uma economia da cultura saudável e de uma indústria criativa vibrante.

Encerramos o nosso manifesto agradecendo a todas as pessoas que apoiam nossa causa democrática e cidadã e declaramos que NÃO ACEITAMOS A EXTINÇÃO DAS TVE, DA FM CULTURA, DA FUNDAÇÃO CULTURAL PIRATINI E das demais fundações estaduais. Não há o que justifique esta violência contra o povo gaúcho, sua história e sua própria identidade. Gritamos, pois nosso direito constitucional e nosso papel cidadão está sendo agredido!

VIVA A TVE E VIVA A FM CULTURA!

VIVA A FUNDAÇÃO CULTURAL PIRATINI!

VIVAM AS FUNDAÇÕES ESTADUAIS!

VIVA O ESTADO E O POVO DO RIO GRANDE DO SUL!

COLETIVO DE ARTISTAS PELO DIREITO À COMUNICAÇÃO PÚBLICA

(clique na imagem abaixo para ir à galeria de fotos)

Manifesto pela TVE e FM Cultura

Suíte Senzala e Ventre Livre – Prés da trilha de O Grande Tambor (2010)

https://soundcloud.com/coletivocatarse/sets/suite-senzala-e-ventre-livre-pres-da-trilha-de-o-grande-tambor

Durante a produção da trilha sonora de O Grande Tambor (Coletivo Catarse, 2010), nos combinamos uma noite de gravações no estúdio da Casa Brasil Dunas, no Areal, em Pelotas. A ideia era passar a música Suite Senzala para a cantora Giamarê, que fez um belo registro dessa cancão para nossa trilha, além de gravar cuíca com o Mestre Batista, em Ventre Livre Odara. Lembro da conversa com a Giamarê, sobre as possibilidades poéticas do nome Suite Senzala. A origem dessa composição foi quando, em voltas pela cidade de Pelotas, nas filmagens do documentário, nos deparamos com um motel que fazia alusão a uma Suite Senzala, com grilhões e tudo…Giamarê nos lembrou que podia ser entendida também como Sweet, doce, o que nos remetia a uma das riquezas atuais da cidade, além, é claro, da suíte, termo ligado a musica clássica. Foi uma noite mágica, com apoio inestimável da equipe da Casa Brasil, capitaneada pelo querido Betinho, o Mestre Batista brincou durante horas com sua cuíca, nos lembrando sempre que arte também é alegria e convívio. Desse registro, além das boas recordações e do talento desses dois grandes artistas, ficaram imagens que compõem o filme O Grande Tambor. Deixamos aqui a lembrança desse momento e a saudade de nosso amigos que já partiram, Giamarê e Mestre Batista e um até breve pra turma do Areal, que já tá passando da hora da gente se encontrar!

Tainhas no Dilúvio

O Coletivo Catarse e o Cinehibisco estão em plena produção do curta-metragem Tainhas no Dilúvio, um curta-metragem com o apoio do Fundo Socioambiental CASA.
É um filme que reflete as atitudes e situações que tornam a vida na cidade uma piada de mal gosto. Coisas inacreditáveis acontecem e que se a gente coloca num filme muita gente não acreditaria. Pois vamos tentar fazer isso, retratar algumas situações as quais nos deparamos todos os dias, e que nos fazem pensar que estamos indo na contramão da construção de um ambiente sustentável. Mas, nem tudo está perdido e tem – sim! – muitas pessoas realizando pequenas mas poderosas iniciativas para transformar sua vida numa bolha de oxigênio no meio deste ambiente hostil que é uma cidade grande. Quiça esta bolha exploda e contamine tudo ao redor.

No site do projeto, além do acompanhamento das filmagens, vocês podem conferir mais detalhadamente a motivação do filme e, ainda, acessar links que selecionamos da rede, algumas iniciativas sustentáveis para serem empreendidas em ambientes urbanos.

Acesse o site Uma Tainha no Dilúvio.

Produção
Cinehibisco e Coletivo Catarse

Apoio
Fundo Socioambiental CASA

Direção
Gustavo Türck

Produção
Têmis Nicolaidis
Jefferson Pinheiro

Roteiro
Cinehibisco

Elenco
Ana Rodrigues
Gustavo Cardoso
Camila Galarza
Nena Ainhoren
Zé do Tambor
Mário Pirata
Têmis Nicolaidis
Bira dos Santos
Marcelo Pistoja

Trilha Sonora Original
Marcelo Cougo

Arte das sombras
Cia Teatro Lumbra

Coletivo A Cidade que Queremos – Plano Diretor de Porto Alegre

Matéria realizada na reunião ampliada sobre o Plano Diretor da cidade de Porto Alegre, do dia 11 de abril no SIMPA, realização Coletivo A Cidade que Queremos.

Ficha técnica

Produção
Marcelo Cougo, Patricia K. De Camillis e Billy Valdez

Imagens de cobertura
Filme Cinturão Verde de Porto Alegre: território em disputa