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Heavy Hour 74 – 14.01.20 – A hora do Rush!

Havia um bom tempo que o Heavy Hour queria convidar Flávio Soares, fundador, vocalista e baixista da Leviaethan. Um cara tão importante pra história do Metal brasileiro que pode ser considerado um Griô do Rock Pesado Riograndense! No Estúdio Monstro a gente recebe o Flávio e conversa sobre a relevância da obra de Neil Peart, baterista e letrista do power trio Rush, recentemente falecido, e que foi o motivo do disparo do convite. O Heavy Hour desta semana ouve e fala bastante de Rush, a excelência técnica e o legado de Peart, as inclinações políticas de suas primeiras letras, Thomas Hobbes, gravações nas antigas do Rock Garagem, gosto musical e mais um mundo de coisas! Um bate papo da pesada que até ficou curto, pois Clementine Tinkamó, a Antropóloga ceboleira, está de volta, e, com ela, a revolução chilena também bate ponto no HH!

A Coordenação 18 de outubro pela liberdade dos presos políticos, direto do Chile, chama a uma Semana de Agitação pela libertação imediata dos presos políticos pela revolta, do dia 13 a 19 de janeiro! Então, desde o HH, conclamamos a mandar algum gesto de solidariedade a cnacionalinternacional18p@gmail.com, mostrando que estamos juntos com os revolucionários e linha de frente contra o Leviatã (O Estado Opressor!!!) e contra o neoliberalismo no Chile.

Se Neil Peart conhecesse verdadeiramente o Chile e o grande laboratório do neoliberalismo, teria escrito algumas de suas odes ao individualismo e seu Estado mínimo para a maioria e máximo para manter o status quo?

Só ouvindo o programa pra ter ideia!

Setlist:
Rush – Tom Sawyer
Rush – The Spirit Of Radio
Rush – YYZ
Rush – Roll the Bones
Rush – The Big Money
Rush – Closer To The Heart
Rush – The Trees
Rush – Red Barchetta
Leviaethan – Spanish Blood

Heavy Hour 73 – 07.01.20 – A luta antifascista é um dever profissional – e sociocultural!

Recebemos no Estúdio Monstro, sede do Coletivo Catarse, numa antecipação extraordinária de programas com temáticas HEAVY, o policial civil Leonel Radde, parte do movimento Policiais Antifascismo, mas, antes de tudo, um profissional que está dando a cara a tapa na luta contra movimentos neonazistas no RS – está na cola de uns fachos conhecidos e investigados, que recentemente estão tentando emplacar um festival de cunho nazi na cidade de Canoas, é um caso de polícia, sim! Pra somar, uma dupla do Preto no Metal, o Lohy Silveira e a Indy Lopes, que trazem a perspectiva de quem luta pra fazer uma frente em uma cena costumeiramente ligada e usada simbolicamente por grupos racistas. São duas frentes de uma mesma batalha! Com fascista não se debate, se age…

Setlist antifa:
Hempadura – Queimem!
Diokane – The Light that Makes Us Blind
Fúlsia – Balada Do Pistoleiro
Cão Vermelho – Sonho do Oprimido
Marittimus – Implore Aos Céus
Eu Acuso! – Marcha dos Patifes
Doze Doses – Abrindo os Caminhos + Clareira
No Gracias – 2016
Los Fastidios – I Have a Dream
Eskröta – Eticamente Questionável

Heavy Hour 72 – 01.01.20 – Ressaca MONSTRA! Só podia ser com a Besta Número 1 do Metal, Iron Mainden

A Donzela de Ferro do rock pesado, banda fundamental da New Wave of British Heavy Metal (a nova onda do metal britânico), que veio dar resposta ao ataque punk do final da década de 70, Iron Mainden foi se estabelecendo como um fenômeno do estilo, tanto em termos sonoros como no marketing, com seus shows grandiosos e uma grande empatia com o público. Antipatia também, como bem observamos no decorrer do programa… O Heavy Hour rende sua homenagem meio resmungona, trazendo sons dos primeiros álbuns, passando pela entrada de Bruce Dickinson e Nicko Mcbrain, sua fase dourada, até a fracassada substituição do vocalista por Blaze Baley e chegando à fase atual, com seu som definitivamente progressivo. Iron continua sendo a banda referência de um estilo de metal que mistura classicismo, guitarras rápidas e melodiosas, temas históricos e existenciais e baixos galopantes. Uma banda tão inconfundível quanto seu mascote Eddie e sua formação com três guitarras! Up the Irons e bola pra frente em 2020 com muito som pesado e pauleira nos fascistas!

Setlist:
Iron Maden – Fear of the dark
Iron Maden – Phanton of the opera
Iron Maden – Killers
Iron Maden – The number of the beast
Iron Maden – Hallowed be thy name
Iron Maden – Aces high
Iron Maden – Wasted years
Iron Maden – The evil that men do
Iron Maden – Be quick or be dead
Iron Maden – The clansman

Heavy Hour 71 – 25.12.19 – Das profundezas do purple rock!

É chegada a hora de falar da maior banda de Hard Rock de todos os tempos! Pelo menos, em algum ponto de sua extensa carreira, este epíteto – deveras pretensioso – é verdadeiro. Uma banda tão grandiosa que divide suas fases em marcas, desde 1968, com um pequeno intervalo de 8 anos no final da década de 70 e o início dos 80, até os dias de hoje, agregando velocidade, técnica, blues, barroquismos e proguessismos, aliados a uma fúria raras vezes igualada, o Deep Purple marca presença na aclamada lista do Tronco Metaleiro do Heavy Hour com um pequeno apanhado de sua produção musical. Privilegiamos algumas canções daquelas que achamos ser as melhores fases da banda, a aclamada Mark II, sua formação clássica com Ian Paice (bateria), Ian Gillan (vocal), Jon Lord (teclados), Roger Glover (baixo) e Ricthie Blackmore (guitarra), seguida pela absurdamente fantástica Mark III, que contou com as entradas de Glenn Hughes no baixo e voz e David Coverdale, seguida do triunfante retorno da Mark II em 1984. O texto, cheio de adjetivos, é para minimamente tentar dar conta da expressividade musical dos caras, uma banda exibida e sempre na ponta dos dedos com seu virtuosismo pesado. Neste programa temos a presença marcante de Paulinho Betanzos, nosso colega de Coletivo Catarse, que veio dar pitacos, pitos e goles no Estúdio Monstro, enquanto mergulhamos de cabeça na Púrpura Profunda e veloz!

Setlist:
Deep Purple – Smoke On The Water
Deep Purple – Highway Star
Deep Purple – Space Truckin
Deep Purple – Strange Kind Of Woman
Deep Purple – Burn
Deep Purple – You Fool No One
Deep Purple – Mistreated
Deep Purple – Knocking At Your Back Door
Deep Purple – Perfect Strangers
Deep Purple – Child in Time

Coletivo Catarse e Comuna do Arvoredo Apresentam!

Em tempos de ataque incansável à cultura, apresentamos mais um projeto cultural, pois os canalhas odeiam cultura. Neste primeiro vídeo apresentamos Segura Ele, famoso choro de Pixinguinha. A gravação foi realizada no dia 03.12.19 na Comuna do Arvoredo, Porto Alegre-RS, Brasil.

O projeto surgiu a partir de uma parceria com Yvan Etienne, morador da Comuna do Arvoredo – espaço de resistência que além de abrigar a (já não tão) nova sede do Coletivo Catarse, transpira arte e cultura.

A iniciativa, que estreia junto com esse primeiro clipe, visa trazer músicos e lhes colocar de frente para microfones e câmeras, para fazer o que eles fazem de melhor, música,  arte, CULTURA!

Interpretação:
Yvan Etienne – Sax soprano
João Aquino – Violão
Alexandre dos Santos – Violão 7 cordas
Maicon Ouriques – Pandeiro

Ficha técnica:
Produção – Yvan Etienne
Captação de som e mixagem – Yvan Etienne e Marcelo Bullum Captação imagem – Billy Valdez e Marcelo Cougo
Edição video – Billy Valdez
Confecção e instalação de Sombra Portátil – Eliane Bruél