Arquivo da tag: Racismo

Heavy Hour 73 – 07.01.20 – A luta antifascista é um dever profissional – e sociocultural!

Recebemos no Estúdio Monstro, sede do Coletivo Catarse, numa antecipação extraordinária de programas com temáticas HEAVY, o policial civil Leonel Radde, parte do movimento Policiais Antifascismo, mas, antes de tudo, um profissional que está dando a cara a tapa na luta contra movimentos neonazistas no RS – está na cola de uns fachos conhecidos e investigados, que recentemente estão tentando emplacar um festival de cunho nazi na cidade de Canoas, é um caso de polícia, sim! Pra somar, uma dupla do Preto no Metal, o Lohy Silveira e a Indy Lopes, que trazem a perspectiva de quem luta pra fazer uma frente em uma cena costumeiramente ligada e usada simbolicamente por grupos racistas. São duas frentes de uma mesma batalha! Com fascista não se debate, se age…

Setlist antifa:
Hempadura – Queimem!
Diokane – The Light that Makes Us Blind
Fúlsia – Balada Do Pistoleiro
Cão Vermelho – Sonho do Oprimido
Marittimus – Implore Aos Céus
Eu Acuso! – Marcha dos Patifes
Doze Doses – Abrindo os Caminhos + Clareira
No Gracias – 2016
Los Fastidios – I Have a Dream
Eskröta – Eticamente Questionável

Projeto Entrelinhas em Porto Alegre

Quarta feira, dia 8 de janeiro as 19 horas, o Ponto de Cultura Áfricanamente recebe o Projeto Entrelinhas. Desenvolvido pela tradutora Glória Terra e Luiza Ninov, tem como objetivo aproximar culturas africanas e brasileiras por meio da literatura.

Nascido em Salvador, o projeto foi responsável pela ida do autor camaronês Francis Beidi à capital baiana. Para a estréia em Porto Alegre, o Entrelinhas convidou escritoras e escritores negros atuantes no Rio Grande do Sul: Lilian Rocha, Fatima Regina Farias, Bruno Da Silva Santos e Delma Gonçalves.

Serviço
O que: Projeto Entrelinhas em Porto Alegre.
Quando: 8 de janeiro.
Horário: 19 horas.
Local:  Ponto de Cultura Áfricanamente – Avenida Cristóvão Colombo, 761, Porto Alegre.
Entrada Franca.

Tua dor tem cor? – filme e making of

A informação de que mulheres negras receberiam menos anestesia que mulheres brancas levou o grupo de oficineiros do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre a escutar mulheres negras sobre o assunto. Num país que carrega na sua cultura a dura herança da escravidão e que vive um processo de racismo estrutural evidente, falar de situações assim é fundamental para o avanço enquanto sociedade, lutando-se para não permitir que a história siga sendo embranquecida e esquecida.

Este documentário foi produzido durante as Oficinas Práticas de Produção Audiovisual e Trilha Sonora (1º ciclo – 2019) do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Acesse o site do Ventre Livre para saber mais!

Making of

Ficha técnica

Equipe de filmagem
Flora De Camillis Fraga
Jomar Correa
Juliano Santos
Leandro Rodrigues
Lorena Sanchez
Maria Inês dos Santos
Miguel Krasner
Gustavo Türck (supervisão)

Produção
Maria Inês dos Santos
Lorena Sanchez

Edição do documentário
Henrique Weiss
Jomar Correa
Maria Inês dos Santos
Têmis Nicolaidis (supervisão)

Edição do Making of
Flora De Camillis Fraga
Mariana Hansen
Billy Valdez (supervisão)

Edição da entrevista na íntegra
André de Jesus
Leandro Rodrigues
Leonardo Klein

Trilha sonora original
Despertar
Katia de Oliveira (letra, caxixi)
Juliano Santos (ilu)
Lorena Sanchez (sopapo, voz)
Miguel Krasner (agogô)
Marcelo Cougo (supervisão e produção musical)
Gustavo Türck (edição e mixagem)

Ilustração
Dr. J. Marion Sims com Anarcha
de Robert Thom
Museu Pearson, Faculdade de Medicina da Universidade
de Southern Illinois

Agradecimentos
Antelina Ott
Gisah Vieira
Marlise Paz
Inajara Ramos
Regina Marques
Terezinha Silva Torres
Matheus Pandolfo
Elaine Oliveira Soares
Maria Letícia de Oliveira Garcia
Fátima Souza

Apoio
Comunidade do Arvoredo

A Sociedade BRasileira de Anestesiologia emitiu nota oficial sobre o assunto, motivada por declarações sobre anestesia em mulheres negras no programa Roda Viva. Para ler a nota acesse: https://www.sbahq.org/nota-de-esclarecimento-da-sba/

Negra Jaque: 80 Motivos

Lyric video realizado em parceria com o Coletivo Catarse.

Letra:
Com mais de 80 motivos pra jogar bem na sua cara
Ando aqui de pés descalços sobre o fio da navalha
Não vim pra explicar nada
Vim pra confundir sua mente
Subestimar aqui é de costume
Eu vim pra quebra correntes
Não vou ficar nessa cota, botamos o pé na porta
Mesmo com alvo nas costas, mostro aqui que eu não to morta
A mídia alimenta o medo, desligue o aparelho
Vire erva daninha vem pra pista desde cedo
Na época do fake News, o que vale são teus views
Teu sangue, tua luta interna ninguém sabe nunca nem viu
O rap perdido no beat, procurando o melhor hit,
não sabem não querem saber ,pra se posicionar tem que ter convite
sou da geração de 80, nos manos me diz violenta
mas pega a visão na situação ele não me representa

disseram que era pra eu viver, me encontro aqui muito viva
minha rima tem nada a temer
chego no pique da Queen Latifha
demônios que moram em mim
querem me chamar mas não sabem
sou iansã brisa do amanhã
vento, raios e tempestades
quando tu não é alvo aqui
é fácil dizer Marielle
a execução juiz promotor
e o lema e a bala que fere
quantos vão ter que morrer
Aqui nossas mães não suportam,
Ta na hora de aprender, que vidas negras importam
O bonde ta em formação temos brilhos em nossos olhares
Pega visão,sente a pressão
E o Brasil vai virar palmares

Direção Criativa : Fabiana Menini
Mix/Master: @noturno records

+ INFOS
Edição por Coletivo Catarse sobre imagens de arquivo de materiais próprios produzidos em frentes de resistências desde 2013.

facebook.com/NegraJaqueOficial
Instagram : @negrajaqueoficial
OneRPM Negra Jaque