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Heavy Hour 19 – 11.12.18 – Cultura Hip Hop: sempre da resistência!

Negra Jaque e DJ Zonattão, as grandes presenças deste programa, que fala um pouco – o que deu! – da história do hip hop. Os blocos de som estão montados na cronologia de uma evolução do rap vindo dos states e chegando no protagonismo feminino em petardos da própria Jaque, Stefanie e TRIZ, entre outros. Zonattão, o DJ de Bento, também deixa sua contribuição com uma das faixas de seu trabalho entre scratches, mixes e samplers. No bloco Bibliografia Social, o Livreiro Bolívar (51-989.050.672) indica uma obra do Professor Adílson Moreira, “O que é racismo recreativo”. Tá forte a coisa, não é mesmo?

Apresentação de Gustavo Türck (@GustavoTurck), Billy Valdez e Marcelo Cougo.

Bloco 1
Eu Acuso! – Idade Mídia
Run DMC e Aerosmith – Walk this Way
Public Enemy e Anthrax – Bring the Noise
Dr. DRE e Snoop Dogg – The Next Episode
Body Count – Black Hoodie

Bloco 2
Negra Jaque – Deus que Dança
DJ Zonattão e Tabordex – As 3 Siamesas
Stefanie – Mulher MC
DNA – As belas rosas estão presentes

Bloco 3
Cássia Eller – Nós
38milmanos – Cotidiano Difícil
Elza Soares – O que se cala
TRIZ – Elevação Mental

Confere ae e te comunica com a gente!
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MAIS QUE UM JOGO – Quilombo Lemos Resiste!

Faixa no estádio Beira Rio em solidariedade ao Quilombo Lemos

Quando a Frente Inter Antifascista foi formada, os objetivos principais eram, além de lutar por um ambiente sem preconceitos nas arquibancadas e contra a elitização do nosso Clube, estar ao lado da Classe trabalhadora e ao lado do nosso Povo contra as injustiças e opressões. Nesse ano que passou tivemos a oportunidade de avançar na nossa organização e influenciar algumas mudanças no Beira Rio. Participamos ativamente das marchas do #EleNão e com isso conseguimos envolver uma parte de nossa torcida nessa luta contra o fascismo, tão identificado na figura do capetão presidento.

Há alguns dias, houve um episódio que nos trouxe a uma nova mobilização: o ataque ao Quilombo dos Lemos, situado em um terreno atrás do Asilo Padre Cacique, vizinho do Beira Rio. As motivações para que a Diretoria do Asilo lute para retirar a família que ali está morando há décadas, que teve em sua matriarca e em seu patriarca trabalho de quase uma vida junto à Instituição, são difusas. Incluindo a sanha das grandes incorporadoras imobiliárias que enxergam nessa região uma mina de ouro. O que não é difuso é o discurso racista do Diretor do Asilo e nem a maneira truculenta e fora da lei com que os agentes do Estado invadiram e intimidaram os Quilombolas, já com titulação de reconhecimento bem encaminhada à Fundação Palmares.

Todo o envolvimento de lutadores sociais, movimento negro, apoiadores resultou numa vitória importante: a questão judicial foi levada para o âmbito federal, onde devem ser julgados esses casos envolvendo Quilombos em processo de reconhecimento. É vitória momentânea, mas deve ser comemorada e servir de incentivo para casos semelhantes.

Esse caso nos mobilizou como Frente. Houve solidariedade e luta em conjunto. Integrante fazendo vigília, doação de alimentos, apoio na comunicação, visibilidade através das redes sociais e, principalmente, estar juntos desse povo! Para nós,

O feito mais importante se deu no jogo contra o América Mineiro, quando levamos, junto com moradores do Quilombo, uma faixa alusiva à resistência da família Lemos. Para quem é da arquibancada, isso é sempre muito significativo. Além disso, marcar de vez a importância do futebol como espaço de lutas sociais. As Frentes Antifascistas formadas pelas torcidas de todo o Brasil tem um papel estratégico fundamental na resistência contra a opressão não só nos estádios mas também na sociedade como um todo. Ali, ao lado do Beira Rio, é nosso dever estar presente nessa luta. Temos de pensar nessa territorialidade que marca também a nossa cultura de torcedores e incorporar esse conceito às lutas sociais nos nossos bairros.

Frente Inter Antifascista

O Repórter Popular, em parceria com o Movimento Grêmio Antifascista e a Frente Inter Antifascista, lança esta coluna para falarmos de futebol e política, desde uma perspectiva mais progressista/à esquerda. Toda semana, um texto assinado pelas próprios coletivos, alternando uma semana entre colorados e gremistas. Texto publicado originalmente AQUI.

Pelotas, a cidade do Tambor de Sopapo

Quando o Heavy Hour estreia nas ondas da RádioCom, 104.5 FM de Pelotas – ouça aqui! -, na mesma semana, a prefeitura da cidade a decreta Cidade do Tambor de Sopapo.

Parabéns aos mestres Giba Giba e Baptista! Parabéns a suas famílias e amigos, a tantos outros dessa história contada aqui, no filme O Grande Tambor:

Sabe-se que é um ato político, mas se soma ao de 2013, que instituiu a Medalha do Mérito Mestre Batista – clique aqui para ver o decreto.

Soma-se a tantas outras iniciativas que existem desde já praticamente uma década – e mais! E se está enxergando um ressurgimento, quem sabe uma redenção.

Que a história e o trabalho de todos siga neste passo, nesta batida!

Heavy Hour 16 – 20.11.18 – estreia na RádioCom de Pelotas! Dia da Consciência Negra e muito papo!

Com Charlotte Dafol, fotógrafa e musicista, que dá seus pitacos e fala do trabalho na Agência de Notícias das Favelas, do Rio de Janeiro, tem ainda a participação do Professor e semiólogo Vinícius Romanini, falando da estética bolsonarista whatszapeana, teve ainda entrada ao vivo, direto da Marcha Zumbi Dandara em Porto Alegre, da Mariana Gonçalves, que é da Rádio A Voz do Morro, e – ufa! – o retorno de Jedi, Billy Valdez voltando da tour da Hempadura e…não falando nada!

Ah! E tem mais uma dica de Bibliografia Social do Livreiro Bolívar (51-989.050.672)!

Este programa estreia a rede com a RádioCom de Pelotas, 104.5 FM, uma satisfação tremenda pra gente e que rendeu duas músicas do filme que produzimos por lá, lançado em 2010, O Grande Tambor. O Heavy Hour vai ao ar todas as quartas-feiras, a partir das 20h – na Rockpedia segue nos sábados às 18h e todas as quartas, também, já à tarde, vai para o Mixcloud e site do Coletivo Catarse e osubsolo.com.

Músicas neste programa:
Bloco 1
A Princesa é uma Senhora – trilha sonora do filme O Grande Tambor
Caetano Veloso – Black or White/Americanos

Bloco 2
Ratos de Porão – Expresso da Escravidão
Commandantes – Makhnovtchina
Criolo – Cria de Favela
Leviaethan – Drinkin Death

Bloco 3
Suíte Senzala – trilha sonora do filme O Grande Tambor

Bloco 4
Dona Conceição ft MC Pérola Negra – A Onda é Negra
Sepultura – Territory

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MAIS QUE UM JOGO – Os ataques racistas contra Fabiano Baldasso

Em tempo de disseminação de notícias e boatos através das redes sociais, recebemos fotos do CTG Sentinelas do Pago, na cidade de Marau, que no último dia 16 recebeu um evento consular do Internacional com a presença do comunicador Fernando Baldasso.

Muito embora consideremos o que o Baldasso faz há anos peça de propaganda através de polêmicas de baixa qualidade, e portanto passe longe de jornalismo, repudiamos veementemente este ataque a sua figura no sintomático xingamento “Macaco Puto” que consegue tristemente a façanha de ser uma ofensa racista e homofóbica ao mesmo tempo.

Não importa a lenda, estória ou origem mítica que de algum modo faria com que chamar de “macaco” os torcedores e torcedoras do nosso rival Internacional (que “magicamente” neste caso em especial) não teria conotação racista porque em qualquer lugar do mundo, chamar alguém de “macaco” é e sempre será racismo.

Infelizmente, temos que reafirmar o óbvio um milhão de vezes: macaco é um xingamento racista, não importa a desculpa ou voltas que se dê para tentar legitimar o termo.

Assim como “puto” não é folclore do futebol, mas reafirmação da homofobia arraigada em nossas sociedades e em nossas cabeças.

Após o ato de vandalismo, os responsáveis pelo evento colorado cobriram as mensagens com bandeiras do clube. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento que investigará o caso. O Consulado do Grêmio em Marau emitiu nota de repúdio e classificou a atitude como não representativa do torcedor tricolor, que “preza pelo respeito acima de qualquer rivalidade”, além de colocar-se a disposição para prestar esclarecimentos.

Lamentamos o episódio porque amar o Grêmio passa longe de ser racista e homofóbico – mesmo que porventura isso se dê de modo inconsciente. Somos o clube de Lupicínio Rodrigues, Everaldo e da Coligay.

Respeitem nossa história, o Grêmio é do povo e o povo é diversidade.

Movimento Grêmio Antifascista

O Repórter Popular, em parceria com o Movimento Grêmio Antifascista e a Frente Inter Antifascista, lança esta coluna para falarmos de futebol e política, desde uma perspectiva mais progressista/à esquerda. Toda semana, um texto assinado pelas próprios coletivos, alternando uma semana entre colorados e gremistas. Texto publicado originalmente AQUI.