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Inscrições abertas para Oficinas Práticas de Produção Audiovisual e Trilha Sonora (1º ciclo – 2019)

Venha aprender fazendo: filmagem, edição e trilha sonora.

Em 6 encontros, o grupo produzirá um curta-documentário com trilha sonora original e com temática de cultura e saúde. A oficina consistirá em oferecer desde noções básicas de filmagem e edição até a montagem de equipe, segmentação das funções, quando os oficinandos se dividirão nas 3 áreas, exercitando sempre de maneira prática o manuseio dos equipamentos, até a execução da produção, com finalização e apresentação do filme em um evento de projeção ao final dos encontros!

Os encontros serão 2 vezes por semana nos seguintes dias:
13 e 14, 20 e 21, 27 e 28 de novembro – das 18h30 às 21h
Rua Fernando Machado, 464 – Centro Histórico – Porto Alegre

Para se inscrever, preencha o formulário abaixo.
Inscrições gratuitas e abertas até o dia 13 de novembro!
Vagas limitadas.

Clique aqui para se inscrever!

Ponto de Cultura Ventre Livre está de volta!

Após intensa luta, finalmente será possível dar sequência efetiva ao projeto Ventre Livre! Neste mês, após 4 anos de espera pelos repasses de conveniamento com o Governo do Estado, dezenas de Pontos de Cultura reiniciaram suas atividades em vários municípios do Rio Grande do Sul. E com o Coletivo Catarse não foi diferente. A partir do final desta semana, início da semana que vem, passarão a ser divulgadas as programações de oficinas e demais atividades do Ponto.

A equipe gestora passou o mês ajustando tudo para início em novembro, fazendo hoje o relançamento do site e remodelando a identidade visual do Ventre Livre à nova conjuntura.

Fique atento aos canais do Coletivo Catarse e ao site pontodeculturaventrelivre.com.br. Vai lá conhecer o que já foi feito!

Criaturas de sombras e luzes, sonhos tridimensionais

Estreou no final de semana, em 4 e 5 de outubro, o espetáculo Criaturas da Literatura – mais uma obra da Cia Teatro Lumbra. Um trabalho que traz 6 histórias que – se não todas – em grande parte povoaram a imaginação de hoje avós, antes pais e agora, por que não, filhos. Em imagens de sombra-e-luz, é possível ver – e tocar! – em Alice, aquela do país das maravilhas, Pinóquio, um pequeno Príncipe, Moby Dick(!), Dom Quixote e o temível Drácula. São 6 narrativas muito bem amarradas, que pincelam histórias clássicas e que estimulam àqueles que as conhecem a revisitar seus empoeirados livros antigos, mas, principalmente, causam euforia em crianças que já viram ou ouviram essas histórias e que ficam literalmente loucas para entender como a peça acontece.

Uma técnica totalmente artesanal engloba a plateia, faz sair do pano as sombras, tridimensionalizando as ações – agora, não são apenas operadores de bonecos que fazem as sombras, mas Alexandre Fávero e Têmis Nicolaidis, os protagonistas, também são atores. Eles jogam as sombras e as luzes nas paredes, no teto e, em um determinado momento, estes personagens agarram um pano em que se projeta uma imagem e a fazem voar por sobre a plateia, que timidamente levanta as mãos para tocar naquela criatura como se tocasse nas páginas do livro em seu colo, imaginando fazer parte daquele sonho…

E isso não se torna somente no estímulo a todos conhecerem histórias fantásticas, revisitarem seus livros, adquirirem novos, a Lumbra faz com que o aparelho celular altamente tecnológico, talvez conectado a óculos de realidade virtual, se torne obsoleto. Uma boa dose de criatividade e um talento coletivo simples – mas muito bem pensando – fez com que se tridimensionalizassem sonhos e personagens fantásticos!

Criaturas da Literatura segue em cartaz no teatro do Instituto Ling (Rua João Caetano, 440), em Porto Alegre, nos dias 18 (14h), 19 (16h), 25 (14h) e 26 (16h) de outubro. Para ingressos e outras informações, acesse www.institutoling.org.br.

Sobre a Cia Lumbra, acesse www.clubedasombra.com.br.

*fotos da divulgação

Heavy Hour 50 – 30.07.19 – 50° HH da nova era! 15 anos de Coletivo Catarse! Quanta lambeção…


Neste programa, atingimos uma baita meta – a de empobrecer comprando ceva e cachaça a cada uma das 50 semanas de novo Heavy Hour! Afora isso, foram muitos temas interessantes expostos desde 10 de agosto de 2018. Muitos convidados passaram pelos nossos estúdios e uma bela rede de veiculação se formou. Dessa forma, decidimos celebrar nesta edição explicando um pouco de quem somos enquanto Coletivo Catarse e apresentando músicas exclusivas de nossas produções! Para além de alguns participantes antigos – tanto de coletivo como de Heavy Hour e da rede – estivemos Gustavo Türck e Marcelo Cougo na presença de Têmis Nicolaidis, Cris Cubas, Bruno Pedrotti e Paulinho Betanzos no Estúdio Monstro (com Zé da Terreira nos curtindo)! Ouves o programa e não sabe direito o que a gente faz? Então escuta este aqui e terás uma noção de uns 15% de nossa trajetória… Vá lambeção, hein?!

Setlist Marcelo Cougo:
Trilha do filme O Grande Tambor – A Princesa é uma Senhora
Trilha do filme Caligrafia – Cuidado e Delicadeza
Trilha do filme Carijo – Bem cedo um mate
Trilha do filme Laceiros Negros estão vivos – Eu e meus camaradinhas
Trilha do filme Crenças a Céu Aberto – Crenças a Céu Aberto
Trilha da websérie Tainhas no Dilúvio – Lições de Água
Trilha do filme O Grande Tambor – Suíte Senzala

O futebol feminino

Simples assim. O futebol feminino (ou feMENINA, como minha pequena sempre diz).

Num fim de semana de Grenal num grande estádio da capital, lá em Gravataí, um jogo decisivo acontece horas antes. Um time de massas, aqui de Porto Alegre, contra outro mediano, mas figurante do cenário principal do futebol nacional, lá de Belo Horizonte.

Duas treinadoras mulheres, duas bandeirinhas, 22 jogadoras fardadas, um juiz homem. Cerca de 700 pessoas nas arquibancadas.

O apito soa, a bola rola, a vontade impera.

O jogo é bom, as mineiras com grande capacidade e aplicação tática, quase superam uma linha de quatro habilidosas atletas da equipe gaúcha – a 9, a 8, a 7 e a 10.

A arqueira da casa faz um milagre na primeira etapa, o empate é dela. No segundo tempo, a tensão aumenta, mas as gaúchas dominam um jogo truncado, disputado, mas com vários momentos de virtuosidade das craques sulinas.

A treinadora local então ousa, tira a lateral esquerda, que esteve bem na primeira parte do jogo, e coloca uma atacante, puxando a camisa 9 para a ala. O time fica mais ofensivo, mesmo precisando apenas que a igualdade impere.

E a bola bate no travessão! Passa perto ao lado! Agora pelo outro lado, triscando o pé da trave das mineiras!

Minha companheira pula de nervosa na arquibancada, está torcendo! Nunca a vi torcer!

Nossa pequena achou uma amiguinha, toda fardada também. No meio de suas brincadeiras de criança, uma parada para conferir quem está saindo de maca e por quê. Chega no alambrado, observa atenta. A senhora ao lado, tragada pelos seus cigarros, mais de 70 anos, por óbvio que parecia, passou a berrar ao final do jogo, também incentivando as guerreiras em campo.

Agora, com o tempo passando, a luz se indo no horizonte, a classificação mais próxima, a torcida canta mais alto. A murga está presente, as pequenas não brincam mais, elas cantam!

Sim! É uma partida de futebol!

As cores dos times não importam, mas o gênero, SIM!!!

*por Gustavo Türck