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Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 9: direito de resposta

As lições que água nos dá…
Se o comportamento humano nas cidades tender para o afastamento – e asfaltamento – dos ambientes naturais existentes, o futuro permanecerá nebuloso.
É impressionante que, apesar de satírica, esta obra seja tão real. A quantidade de pessoas que passam ao largo do Arroio Dilúvio, em Porto Alegre, e que não tem ideia alguma de que ali possa haver vida e que já se convenceu que o riacho é um valão é muito grande – grande até demais.
E o papel dos canais de mídia corporativa, comerciais, financiados por empresas que não tem interesse em lidar com meio ambiente, mas, sim, de exaurir recursos naturais para se locupletar em empreendimentos vendidos como “solução da sua morada” é evidente.
As análises das relações de causa e consequência para questões de desastres naturais que acomentem cidades quase nunca centram foco nas raízes dos problemas, não se aprofundam as reflexões para iniciativas que possam modificar o comportamento das pessoas. Pelo contrário, a ideia é o paliativo, é varrer a sujeira para debaixo do tapete – canalizar valões, construir emissários marinhos ou fluviais a grandes distâncias, grandes lixões localizados onde ninguém vê e… pronto! Até a próxima tempestade, enchente, tornado…

É o direito de resposta da mãe Natureza.

Assista ao episódio de hoje: direito de resposta.

 

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 7: encontro

A vida numa cidade é feita de cruzamentos… Cruzamento de histórias.
Quando uma catástrofe ocorre – e não somente natural, mas, pois sim, o dia-a-dia urbano também é catástrófico -, os encontros seguidamente se movimentam pela história de cada um com aquilo que acontece.
E os pontos de vista se entrelaçam, as ideias se misturam… Dali saem soluções, crônicas, devaneios, poesia.
Nada como um encontro em um final de tarde para entendermos o que se passa em nossas vidas.

Assista ao episódio no site do Tainhas no Dilúvio.

 

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 6: a volta da água

A dependência gera uma série de reações. E se a situação acontece de repente, essas reações podem ser desesperadas, mas também solidárias.
Com certeza a falta de abastecimento de água por muito tempo está entre os piores problemas possíveis de serem enfrentados na realidade urbana. No entanto, há soluções fáceis de se implementar para pelo menos amenizar suas consequências de um dia a dia atribulado.

Mas até onde será que vai o interesse real das pessoas em resolver por si mesmos ou coletivamente tais questões?
Assista ao episódio no site do Tainhas no Dilúvio.

 

Tainhas no Dilúvio – Episódio/cena 4: (i)mobilidade

O meio ambiente em uma cidade grande – até mesmo média – nunca é prioridade. Praticamente todas têm pelo menos um rio que a atravessa ou que a faz margem, e todas estas despejam seus dejetos no mesmo. O tempo vai passando, a cidade crescendo, “urbanizando”, e as reclamações não são mais sobre a poluição do rio ou do riacho, mas do valão, do esgoto a céu aberto. Ninguém mais lembra que ali pode ter – e tem! – vida.

Mas como perceber essa paisagem por detrás de um volante? Como contemplar uma possível beleza nos últimos suspiros da vida em águas encarnadas de esgoto químico, se o vai e vem frenético dos seres motorizados dá caminhos certos bem longe da natureza?

A singeleza de um caminhar e de um andar de bicicleta pode, sim, mudar as cidades, realçar a percepção de quem ouve, ao invés das buzinas das rádios que vendem uma vida hermética e clean, o ar passando, a água correndo e, sim, até mesmo a sinfonia dos motores se somando à orquestra natural que resiste em tocar.

Assista ao episódio de hoje no site do projeto Tainhas no Dilúvio.