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E tem coisas parecidas?

Nayane tem 7 anos e mora numa aldeia multiétnica em Curitiba. Ela conta sobre seu cotidiano e responde sobre o que tem de diferente e de parecido em relação às crianças não indígenas.

Vídeo realizado pelo Coletivo Catarse para o Comin, para a campanha da Semana dos Povos Indígenas: Quebrando Preconceitos, Construindo Respeito: Luta e Resistência dos Povos Indígenas no Brasil.

O ser Juçara – ep2 – Cultura em Transformação

Uma produção da Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse!

palmeira-juçaraO ser Juçara é um documentário apoiado pela Rede Juçara, contendo três episódios (Nós e a Floresta, Cultura em Transformação e Alimento para a Vida) de cerca de 30 minutos cada, sobre a cadeia de valores econômicos, sociais e culturais do manejo sustentável da Palmeira Juçara (Euterpe edulis) – o açaí da Mata Atlântica, atualmente ameaçada de extinção assim como todo o bioma. É parte integrante do Projeto Cadeia de Valores da Palmeira Juçara, financiado pelo edital Fortalecendo Comunidades na busca pela Sustentabilidade, uma parceria entre o Fundo Socioambiental CASA e o Fundo Socioambiental CAIXA.

A trilogia retrata, além de toda diversidade encontrada no domínio da Mata Atlântica, as experiências do ser humano com os saberes associados ao manejo da floresta nativa, em especial da Palmeira Juçara. Neste segundo episódio, está em questão a transformação do modo de se enxergar e se relacionar das pessoas com a palmeira. Por décadas – séculos! -, considerada fonte do melhor palmito, foi objeto de um extrativismo que, quando realizado apenas por comunidades tradicionais e famílias que se instalavam em áreas de sua incidência, inicialmente era sustentável, mas que, a partir de um desenvolvimentismo econômico que enxergou neste um produto de grande valor agregado – para os agroindustriários, nunca para os coletores, conhecidos com “palmiteiros” -, passou a ser ameaçada de extinção. Já há cerca de duas décadas este panorama vem se modificando pela disseminação do conhecimento de que os frutos da Palmeira Juçara – o açaí da Mata Atlântica – também são viáveis economica, ecologica e culturalmente.

A trilha sonora é original, de autoria da banda de reggae Butia Dub, que, entre outras músicas, apresenta de maneira destacada neste trabalho a faixa Ser Juçara, sonzeira que abre todos os episódios e que faz fundo no trailer oficial da trilogia.

Na sequência, será lançado o terceiro e último episódio, Alimento para a Vida, no dia 18 de maio. O projeto contempla ainda o lançamento de um site (www.oserjucara.com.br, endereço que temporariamente está encaminhando para as postagens de divulgação), a produção de DVDs para distribuição física e eventos de lançamento e apresentação da trilogia em espaços de Porto Alegre e Maquiné.

Tem interesse de veicular este material? Distribuir para as televisões locais de seu região? Os filmes são finalizados em padrão fullHD e com formato para encaixar nas grades de canais de televisão, tendo entre 27 e 30 minutos com os créditos. O licenciamento é Creative Commons, de livre distribuição e veiculação, com possibilidade de edição do material e reutilização, desde que SEM FINS LUCRATIVOS e com citação da fonte.

Faça contato com a gente: (51) 3012.5509 / gustavo.turck@coletivocatarse.com.br – com Gustavo Türck

PARA ASSISTIR AO EPISÓDIO 1, CLIQUE AQUI.

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A palmeira Juçara

Nativa da Mata Atlântica, a Euterpe edulis ocorre do Rio Grande do Sul ao sul da Bahia e também é conhecida como açaí da Mata Atlântica, Içara ou Ripeira, neste caso devido ao uso tradicional de seu caule para produção de ripas e caibros na construção. A planta também é chamada de Palmiteiro ou Palmito Juçara, em virtude do seu uso para produção de palmito em conserva.

A redução da floresta somada à intensa exploração do palmito, colocou a Juçara na lista das espécies ameaçadas de extinção. Entretanto, como apresenta a trilogia O ser Juçara, na última década, o manejo da espécie para uso dos frutos tem se mostrado como grande potencial em termos ecológicos e econômicos e uma saída para evitar o fim da rica palmeira.

A polpa da Juçara é muito semelhante a do Açaí amazônico (Euterpe oleracea) tanto no sabor quanto na aparência e nas propriedades nutricionais.

Aguarde o lançamento do site http://www.oserjucara.com.br para maiores informações sobre a palmeira Juçara!

Atrack – Canção para uma cidade em chamas (videoclipe)

Realizamos mais uma produção em parceria com a banda Atrack.
Desta vez para a música ” Canção para uma cidade em chamas”

Imagens feitas durante o show de comemoração de 20 anos da banda que rolou no final de 2017, onde reuniu diversos amigos de longa data, ex integrantes e familiares da banda, e algumas imagens da cidade de Porto Alegre feita pela própria banda.

Ficha técnica
Imagens do show/Direção/Edição: Billy Valdez
Imagens da cidade: Banda Atrack

Pixote hardcore, a releitura da injustiça

O filme – e o caso – Pixote permeou quase duas décadas de discussões sobre a violência policial contra a pobreza. A imagem da criança correndo em frente a um camburão tomou contornos de capa internacional de revistas como a National Geographic. Quem adolesceu nas décadas de 80 e 90 com certeza lembra. Quem viveu as ruas daquela época, talvez não lembre do filme, mas a descrição da imagem é real.

Agora, em pleno século XXI, quem disse que isso ficou para trás?

Em tempos de intervenção militar, insegurança jurídica, golpe, ouvir – e assistir!!! – a 5 Tiros, da Hempadura é um petardo emocional.

A montagem do clipe, o desenho da música, o peso dos riffs e a letra simples, mas claríssima e verdadeira, não permitem interpretações e colocam essa rapaziada em um lado bem nítido: o da JUSTIÇA SOCIAL – não, cara, eles não são petralhas, não são esquerdopatas, não são mortadelas, muito menos base de apoio do Lula, não insiste!

5 Tiros cola quase 40 anos, dobra o espaço-tempo e nos faz lembrar que nada mudou. A polícia segue sendo a arma do Estado contra o seu povo…
(foto pixote e hempadura)

Texto: Gustavo Türck

Ficha técnica
Produção: Hempadura e Coletivo Catarse
Imagens: Hempadura
Montagem e edição: Hempadura
Direção de fotografia/Finalização/cor: Billy Valdez