Coletivo Catarse faz parceria com Agência Chasque

A Agência Chasque de Notícias produz conteúdo jornalístico para rádios e jornais do Rio Grande do Sul, e trabalha com o conceito de copyleft: o material produzido é disponibilizado gratuitamente, sem que sejam colocadas barreiras à utilização, difusão e modificação de uma obra criativa devido a normas de propriedade intelectual. A produção da Chasque envolve o trabalho de diversos colaboradores, de agências parceiras e veículos alternativos de comunicação. Agora, entre eles o Coletivo Catarse:

“A Agência Chasque passa a publicar semanalmente as reportagens em vídeo da Cooperativa Catarse, coletivo de comunicadores de Porto Alegre comprometidos com um jornalismo independente e com olhar apurado sobre as questões sociais. A primeira série é Cultura Livre e Direitos Autorais”.

A série de quatro reportagens sobre indústria cultural, realizada pela Catarse como produção independente para a TV Brasil, aborda a propriedade intelectual e os novos movimentos surgidos nas periferias, que estão se apropriando das tecnologias para produzir sistemas e indústrias culturais próprias, alheias à tradicional de mercado. São inovações com impacto estético, social, político e econômico. Discute o conceito e a prática de cultura livre, de arte engajada e compartilhada.

Assista as reportagens na página da Agência Chasque

Parabéns, Catarse!

Hoje, nossa cooperativa comemora 4 anos de vida. Sim! Muita vida!
Mas tudo começou há mais tempo. A Catarse vem de um outro embrião, uma outra cooperativa, mas uma mesma idéia.
Éramos um grupo de amigos obstinados em ter vida própria no “mercado” da comunicação, em ter uma revista de grandes reportagens. Nos unimos, mais de 20, e montamos a cooperativa.
Microcomputador da vó, lápis e canetas do pai, mesas de casa, aparelho de fax, tudo improvisado e colocado à disposição de todos. Muita energia gasta no vai-e-vem burocrático, nas instalações de uma sede inicialmente precária. Mas as coisas foram acontecendo aos poucos.
Executamos uma série de trabalhos interessantes, já estávamos materializados enquanto instituição, mas, pelo que se desenhava, não enquanto seres humanos.
Então, um grupo decidiu que era a hora de mudar os rumos da coisa. De maneira individualista e com visões distorcidas do que significaria um processo democrático articularam literalmente um golpe.
Marretearam nossas esperanças com raiva. Mas não nos sujeitamos a tal.
Ainda me lembro como se fosse ontem aquela noite. Aquela insólita reunião…
Preconcetos mil me mantinham calado do outro lado da mesa, a decisão já estava tomada a cada palavra carregada de ódio que eles vociferavam.
Ainda me lembro do que sentia quando peguei o telefone e chamei meu colega Jefferson para uma conversa logo depois.
“Deu, acabou!” – mas não o sonho.
O sonho permanecia vivo, nosso sangue borbulhava, nossas energias não foram gastas à toa! Nos reunimos, nos restabelecemos, nos organizamos e fundamos a Catarse.
Um grupo de 7 inquietos.


Hoje, observamos toda aquela história pré-Catarse como um grande aprendizado. Agradecemos, inclusive, àqueles seres de fraco caráter que nos permitiram desafios imensos, muito maiores do que aqueles que se colocavam no dia-a-dia do mercado da comunicação, que superamos sem fraquejar um segundo sequer.
Aqueles momentos serviram de fundação para o que hoje se materializa como realidade: a própria Catarse.

Hoje, somos o MST, os moradores de rua, a mística feminina, o gay, a lésbica, o transexual. Somos João e somos Miguel. Somos Bolívar e somos Cláudia. Somos Rodrigo, Graça, Fernanda, Eugênio, Daniel e tantos outros.
A Catarse é lágrima, tragédia, felicidade. São sorrisos, abraços, é discussão. A Catarse é luta por uma comunicação com responsabilidade.
É luta por seus – nossos! – ideais.
É força, é coletivo…
E, por isso e por muito mais, parabenizo a todos, aos meus colegas, por estes 4 maravilhosos anos!
Longa vida!!!




27 de setembro – Aniversário da Catarse