Carijo Aceso na Serra registra a II Carijada Kaatártica

Na última lua cheia do verão de 2026, mais especificamente entre os dias 27 de fevereiro e 1 de março, a FLONA (Floresta Nacional) de Canela recebeu a II Carijada Kaatártica. O evento representou um resgate de uma cultura de produção originária da erva-mate em contraste com a industrialização da planta, que é base de bebidas tradicionais do cone sul como o chimarrão, o tererê e o chá-mate. A atividade foi uma realização do Coletivo Catarse com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e das retomadas kaingang Gah Ré, de Porto Alegre, e Kógünh Mág, de Canela e integrou o Projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 PNAB – RS, realizado pelo Coletivo Catarse – Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Por conta do ineditismo do encontro – afinal foi a primeira Carijada realizada dentro de uma unidade de conservação e ainda com a participação dos povos originários de que se tem notícia – o vídeo de registro mereceu um aprofundamento maior. No total foram captados depoimentos de nove pessoas, três kaingangs e 6 fógs (não indígenas) por uma equipe multiétnica que teve como entrevistadora a jovem kaingang Roberta Kokoj e os cinegrafistas fóg Luís Gustavo Ruwer e Billy Valdez, além de registros em foto e vídeo da fóg Amallia Brandolff e da jovem kaingang Marcielly Fuá. Vale destacar também a trilha sonora original Carijo Aceso na Serra, composição de Marcelo Cougo que dá nome ao minidoc. Entre momentos marcantes captados estão a história do pilão da Nilda, o ritual de abertura do sapeco pela Kujá (xamã) Gah Té, e as impressões dos participantes sobre a experiência de colheita nos ervais nativos da FLONA em meio a uma exuberante floresta de araucárias. A obra também retrata um pouco da relação do povo kaingang com a kógünh (erva-mate) e reforça que o beneficiamento desta planta é fruto de tecnologia ancestral dos povos originários. Ficha técnica:Imagens de:Amallia BrandolffFuáKokoj (Roberta)Luís GustavoBilly Valdez Edição de:Bruno PedrottiBilly Valdez Trilha sonora original:Marcelo Cougo“Carijo aceso na Serra”Mix Gustavo Türck

Talk Exu #7 – Acessibilidade: Uma conversa sobre cultura, sensibilidade e adaptação

Foi ao ar no dia 26 de junho, o último episódio do Talk Exu dentro do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva, fechando um ciclo de 6 programas que trouxeram pautas diversas, encontros culturais e políticos importantes, sempre presenciais e com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube do Coletivo (aqui você pode conferir todos os episódios). O Talk Exu é um Talk Show em formato de videocast criado pelo Coletivo Catarse de forma independente e fomentado por política pública em 2025 e 2026. O programa #7 trouxe a acessibilidade para o foco do diálogo, recebendo Simone Dornelles, tradutora e intérprete da Linguagem de Libras, com formação certificada pelo MEC, que atua desde 2011 em espaços culturais como museus, peças de teatro, contação de histórias bilíngue Libras/Português, shows musicais, mídias para TV e redes sociais, entre tantas outras iniciativas culturais; Luiz Portinho, pessoa com deficiência, Procurador Federal aposentado, fundador e voluntário da Associação RS Paradesporto; e Elaine Antônia do Nascimento, coordenadora do Setor de Cultura da ACERGS, professora de Braille e que está concluindo a graduação em Licenciatura em Educação Especial, dedicando-se à promoção da inclusão e da acessibilidade. A atração artística, ficou por conta de Angelo Primon que explorou a sensorialidade através da música instrumental do Oud Árabe e do Sitar Indiano. Confira!

Empoderamento e bem comum, a experiência de uma outra economia possível

Ao longo deste ano, o Coletivo Catarse está envolvido no projeto Mulheres Negras no RS: Empoderamento e Bem Comum, desenvolvido pelo CAMP em parceria com o Ministério da Trabalho e Emprego/Secretaria Nacional de Economia Popular Solidária, fruto de emenda parlamentar das Deputadas Federais Reginete Bispo, Maria do Rosário e Alexandre Lindenmeyer (TF 959059/2024). A iniciativa tem o objetivo capacitar para geração de trabalho, renda, cidadania e fomento ao associativismo e de coletivos em municípios da RMPA (região metropolitana de Porto Alegre) e do interior do Rio Grande do Sul. Dentre várias iniciativas, o Coletivo Catarse vem a somar com a produção de uma série de audiovisuais sobre experiências em economia solidária. No primeiro episódio da série ‘Empoderamento e bem comum’, tratamos da ‘Autogestão’, acompanhando o Programa de Formação continuada promovido pelo CAMP, no Instituto Josué de Castro, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Viamão – Assentamento Filhos de Sepé, nos dias 26, 27 e 28 de maio de 2026. Também visitamos a Loja Produção da Gente em Viamão, e pudemos conhecer o espaço da loja, além de entender um pouco mais sobre a gestão da iniciativa. Confira o vídeo sobre a Loja Produção da Gente (Viamão)https://www.instagram.com/p/DZ-BDeUz2JF/ Nos próximos meses, espera-se a produção de mais de 10 vídeos curtos como estes. O projeto prevê, também, a produção de um documentário de até 15 minutos, que terá como protagonista a Zara, uma boneca que sai numa jornada para entender o seu valor dentro da economia popular e solidária. A Zara foi feita e batizada pela Lisbet dos Santos Pinheiro, artesã da FESPOPE (Fórum de Mulheres Negras na Economia Popular e Solidaria). Como empreendimento de economia solidária, temos a capacidade de articular essas pontes de trabalho, assim como o CAMP, potencializando projetos e tornando coerente o fazer dentro das nossas áreas de atuação. Confira nas redes sociais os próximos vídeos frutos desta parceria: @coletivocatarse e @campbemviver.

Talk Exu #6 – Cultura e Agroecologia

A relação da arte com a intervenção humana na Natureza. Realizada e gravada no início do mês de junho, no Ponto de Cultura Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo, em Morro Reuter, esta edição contou com participação de Alexandre Fávero, sombrista e entusiasta da relação arte e Natureza, e de Matias Köhler, biólogo especializado em botânica. O episódio faz uma reflexão sobre a importância da presença do ser humano e os possíveis impactos positivos do manejo na floresta tanto com a flora como com a fauna, além das motivações de artistas e fazedores de cultura nessa interação intensa com a Natureza. Este Talk Exu se apresenta num formato diferente, gravado, se adaptando ao que o ambiente permite, mas não deixando de apresentar um tema importante e contar com atrações artísticas relacionadas. Marcelo Cougo, que neste episódio deixa de ser o apresentador, performa em voz e violão música autoral inspirada nas experiências de carijada do Coletivo Catarse. Também são apresentados clipes musicais de amigos e parceiros – a banda Butiá Dub e a dupla Jéssica Nucci e Vicente – que fazem da sua arte um meio de expressão de suas atuações agroecológicas. ASSISTA! Quem são os convidados: Alexandre FáveroEncenador, cenógrafo, diretor, pesquisador, ator e sombrista. No ano 2000, fundou a Cia Teatro Lumbra (Porto Alegre/RS – Brasil), coletivo que é referência na arte do teatro de sombras, o que lhe rendeu prêmios e distinções como dramaturgo, diretor, iluminador, cenógrafo e encenador. Atualmente administra a produtora Clube da Sombra e dirige espetáculos e filmes, além de assessorar coletivos do Brasil e do exterior como especialista em teatro de sombras e artes da cena afins. As produções das obras possuem apoio de diferentes órgãos do Governo do Brasil e da Europa (Iberescena). Tem suas obras encenadas em países como Alemanha, México, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, Taiwan e EUA. Matias KöhlerGraduado em Ciências Biológicas, com Mestrado e Doutorado em Botânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e, atualmente, é Professor na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS – Campus Erechim, RS). Pesquisa sobre a história evolutiva e classificação das espécies nativas da flora e seus diversos potenciais de uso sustentável dialogando com práticas agroecológicas e permaculturais. Sobre o Vale Arvoredo:Criado em 20 de outubro de 2010, o Espaço de Residência Artística VALE ARVOREDO permite a convivência de criadores e praticantes das mais diversas áreas artísticas em tempo integral, com o objetivo de aprimoramento humano e artístico, aprofundando relações interpessoais e com o meio ambiente. Tem cerca de quatorze hectares, dos quais cerca de dez correspondem à mata nativa intocada, incluindo cascata e arroio. O Talk Exu é uma proposta autônoma do Coletivo Catarse, que tem este ciclo de produções apoiado como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva.

Talk Exu #05 – Retomada Territorial

Neste último sábado, contando com transmissão ao vivo simultânea nos canais no YouTube do Coletivo Catarse (@coletivocatarse) e da A Voz do Morro (@avozdomorro88.3), o Talk Exu retomou suas atividades no ano e chegou ao seu 5° episódio com o tema “Retomada Territorial”, abordando as ações de resgate de territórios pertencentes aos povos originários por direito ancestral, mas que foram usurpados por não indígenas. Esta edição aconteceu na Retomada Gãh Ré, Morro Santana, em Porto Alegre. Os convidados para o bate-papo foram Gãh Té, liderança Kaingang, kujá e cacica da própria Retomada; Laércio Guarani, representante da Retomada Nhe’engatu, em Viamão; Tânia Silva, ativista e moradora do Morro Santana; e Kapri, também liderança Kaingang. A atração artística ficou por conta de Marina Mar, cantautora, performer e poeta, que tem como eixo o corpo-voz e o canto-dança na matriz de suas performances. A direção geral do Talk Exu #05 foi de Têmis Nicolaidis, com direção técnica de Gustavo Türck, apresentação e produção de Marcelo Cougo, assistência de produção de Lorena Sánchez e operação de câmeras de Billy Valdez e Bruno Pedrotti. Assista aqui abaixo ao episódio! Fotos: Lorena Sánchez, Billy Valdez e Marcelo Cougo O Talk Exu é uma atividade autônoma do Coletivo Catarse, e este episódio faz parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Confira outras edições do talk show, clique aqui.

Vai nascendo uma agrofloresta colaborativa entre Pontos de Cultura

O Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e o Ponto de Cultura Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo se emparceiram para deixar uma pegada agroecológica da Cultura Viva no interior de Morro Reuter Entre os dias 4 e 5 de junho, um coletivo de artistas e fazedores de cultura, integrantes da rede de associados, amigos e colaboradores do Vale Arvoredo (acesse e conheça!), esteve no local realizando atividades de reconhecimento de área, separação de mudas e mapeamento de espécies invasoras a serem suprimidas da mata. Contando também com a presença dos biólogos Matias Köhler e Ethiéne Guerra, que auxiliaram no reconhecimento das plantas, o trabalho desenvolvido já contou com o plantio de Palmeiras Juçaras na área delimitada e também de novas mudas de erva-mate no perímetro que serve de sede ao sítio. Esta é uma ação que acompanha historicamente os objetivos tanto do Vale Arvoredo como do Coletivo Catarse, que têm nas suas essências a visão de pertencimento à Natureza, com a interação e manejo como garantias da manutenção da existência das florestas. Neste caso, já há alguns anos vêm se identificando que a área – com cerca de 16 hectares, mantidos praticamente intocados desde a sua aquisição – é de mata de regeneração, guardando espécies nativas, mas com grande invasão de plantas exóticas de expansão agressiva, principalmente a uva japão. Para “resolver” essa situação, ao longo dos últimos meses vêm sendo realizados vários encontros e conversas sobre a utilização de um espaço em que se maneje essas espécies invasoras e que se passe a cultivar uma pequena agrofloresta própria, com a manutenção de nativas identificadas e outras que sejam de interesse – como o limão bergamota – e com a inserção de espécies típicas da Mata Atlântica, como a Juçara, a erva-mate e o abacaxi. Talk Exu #6 – Cultura e Agroecologia Durante o encontro, também se realizou a gravação de mais uma edição do Talk Exu, o talk show do Coletivo Catarse, parte do Projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Na conversa com Alexandre Fávero, parceiro de longa data, sombrista e um dos principais agitadores da proposta dessa movimentação atual que o Vale Arvoredo vem realizando na ideia da mesclagem da agroecologia com a arte, e com Matias Köhler, biólogo que esteve presente nas atividades de produção de uma das carijadas do documentário Carijo, o filme, em Panambi, em 2012, foi possível desenvolver uma reflexão sobre a importância da presença do ser humano e os possíveis impactos positivos desse manejo na floresta tanto com a flora como com a fauna. Também se abordou exatamente as questões que motivam artistas e fazedores de cultura nesssa interação intensa com a Natureza. Palmeira Juçara e Erva-mate A relação do Coletivo Catarse com essas duas espécies de árvores vem de longa data. Durante quase 15 anos, o Coletivo esteve dentro da Rede Juçara, uma rede que espalhou conhecimento e conectou pequenos produtores, entidades de assessoria técnica, poder público, entre outros atores sociais, nos estados do RS, SC, PR, SP, RJ e MG, numa frente que consolidou o entendimento agroecológico na rede, de manejo, de extração do fruto da Juçara para produção de polpa (o Açaí da Mata Atlântica), mantendo, assim, a árvore em pé, viva e consorciada com outras espécies – uma ação direta de recuperação de flora e fauna. O Coletivo Catarse se fez presente nesta rede produzindo matérias, coberturas e, a partir de uma ação no campo da comunicação, fomentando a manutenção do conhecimento acerca da Palmeira – realizando, inclusive, ações diretas de distribuição e plantio de mudas quase que ininterruptamente, por exemplo (clique aqui!). Um dos principais produtos audiovisuais lançados no período é a trilogia O ser Juçara, de 2018, possível de se assistir abaixo e no Youtube: A trilogia retrata, além de toda diversidade encontrada no domínio do bioma Mata Atlântica, as experiências do ser humano com os saberes associados ao manejo da floresta nativa, em especial da Palmeira Juçara. Este primeiro episódio apresenta a relação direta e indireta das pessoas com a floresta, os modos de vida, as conexões que existem entre as experiências retratadas – e a perspectiva de que é possível se viver de maneira sustentável em todos os espaços. Neste segundo episódio, está em questão a transformação do modo de se relacionar com a palmeira. Por séculos, considerada fonte do melhor palmito, foi objeto de um extrativismo que, quando realizado por comunidades tradicionais e famílias que se instalavam em áreas de sua incidência, era sustentável, mas que, a partir de um desenvolvimentismo econômico que enxergou neste um produto de grande valor agregado passou a ser ameaçada de extinção. Este último episódio apresenta as alternativas e a importância que os frutos da Juçara têm para oferecer para alimentar as pessoas. Mas sua contribuição vai para além da nutrição e da culinária. É preciso entender esta palmeira como parte de uma cadeia de valores culturais, que se relaciona e se apresenta como chave não só da preservação da floresta, mas da sustentabilidade das pessoas que vivem nessas regiões e que historicamente lutam para manter seus estilos de vida saudáveis e conectados com as forças da Natureza. Com a erva-mate, também há uma relação de mais de década. Em 2014 foi lançado o documentário Carijo, o filme: Uma obra que trata da fabricação artesanal de erva-mate com o método carijo – uma estrutura montada em estrado, de secagem da erva por horas, e que remonta um conhecimento ancestral indígena, principalmente Guarani. O documentário traz à tona a história do Rio Grande do Sul, contada sob um aspecto da contribuição dos povos originários para a cultura e costumes do gaúcho, e as implicações, relações e desdobramentos deste conhecimento sobre a produção do chimarrão – bebida símbolo do estado. O carijo ainda segue sendo utilizado nos dias de hoje, mas longe dos processos industriais e apenas …

Retomada territorial pelos povos indígenas é pauta do Talk Exu #5

O projeto Talk Exu, do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, chega ao seu quinto episódio com a pauta “Retomada Territorial”, abordando as ações de resgate de territórios pertencentes por direito ancestral aos povos originários, mas que foram usurpados por não indígenas, pressionando as autoridades a demarcarem as áreas e gerando visibilidade pública para a questão. O programa ocorre no dia 13 de junho, sábado, a partir das 15h, na Retomada Gãh Ré, Morro Santana, em Porto Alegre, e será transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. O Talk Exu, uma iniciativa autônoma do Coletivo Catarse, é parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Desde maio de 2025, o projeto já contemplou 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural. Além disso, uma oficina de Hip Hop, duas oficinas de teatro, para crianças e adultos, uma oficina audiovisual para crianças e uma Carijada – produção artesanal de erva-mate na Floresta Nacional de Canela (Flona). Talk Exu #5 | Convidados Cacica Gãh TéIracema Gãh Té Nascimento é uma liderança indígena reconhecida numa porção territorial considerável, que percorre a bacia do Rio Guaíba, passando pelo Rio Uruguai até o Oeste do estado do Paraná, no Sul do Brasil meridional. Desde sua chegada à cidade de Porto Alegre, no início dos anos 1990, procura visibilizar desacordos e desentendimentos ocasionados pelos órgãos do Estado brasileiro: os usos da terra, o governo dos corpos e a insistente tentativa de controle da população indígena. Em síntese, do durável mau encontro histórico entre os Kanhgág e a “nossa civilização”. Audisseia KapriLiderança, educadora e defensora dos direitos territoriais indígenas no Rio Grande do Sul. Filha da Cacica e kujá (pajé/curandeira) Iracema Gãh Té, ela integra a comunidade da Retomada Kaingang no Morro Santana, em Porto Alegre, sendo uma importante articuladora na luta pela demarcação de terras e preservação cultural de seu povo. Tânia SilvaTânia Silva é professora de escola pública e ativista pelos direitos sociais e ambientais no Morro Santana. Laércio GuaraniProfessor e historiador indígena da etnia Mbyá-Guarani, Laércio Guarani é ativista da luta indígena na Retomada Nhe’engatu. Atração artística | Marina MarCantautora, performer, poeta, Marina Mar é multiartista, tendo como eixo o corpo-voz e o canto-dança na matriz de suas performances. Aprendiz da cultura popular e de oficinas de teatro, desde 2017, vem desenvolvendo sua pesquisa musical entre a música popular brasileira e a castelhana, bem como na fusão das línguas em formato intimista voz e violão. Também colaborou como backing vocal em gravações do disco Mulher Sagrada, de Clarice Nejar, no vídeo-álbum da Mestra Zeza do Coco do Quilombo do Castainho e na participação do EP Flor Roxa, de Sérgio Bai, com o tema “Tá Tudo Certo”. Redação: Anahi FrosRevisão: Têmis Nicolaidis e Gustavo TürckCréditos das imagens:Gãh Té e Audisseia Kapri – Coletivo CatarseTânia Siva – Gustavo RuwerLaércio Guarani – Arquivo pessoalMarina Mar – Paula Carvalho

Documentário sobre ASSOBECATY tem lançamento no Ventre Livre dia 29/05

Um filme sobre os 90 anos do ilê que hoje é o Ponto e Pontão de Cultura Ilê Axé Cultural – ASSOBECATY. Uma história de ancestralidade, identidade e continuidade. Foram nove décadas de caminhada e resistência, mesmo quando as águas da enchente tentaram apagar a sua história, a força do coletivo se fez mais forte. Esta é uma obra que retrata toda essa superação, uma produção que contou com participação do Coletivo Catarse e que agora ganha seu espaço para uma sessão de lançamento no Ponto de Cultural e Saúde Ventre Livre. Assista ao trailer, clique aqui. Sessão no dia 29 de maio, a partir das 19h30 – Comuna do Arvoredo, Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, Rua Fernando Machado, 464, Centro Histórico de Porto Alegre. *o longa-metragem “ASSOBECATY 90 anos” é um projeto contemplado pelo Edital Lei Paulo Gustavo Guaíba nº 01/2023, Art. 6º, Inciso I. **a sessão é parte da programação do eixo Maria Maria Espaço Cultural, sendo ação do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva.

do Ó – Som do Coração

O Coletivo Catarse é uma das empesas que constitui o Ecossistema Audiovisual Metropolitano e é por esse projeto que está realizando a residência artística da produtora Isabel Meireles – que, há anos, está envolvida com a produção de um documentário que trata sobre parte da trajetória do músico Fernando do Ó. Abaixo segue um texto de Isabel contando como tem sido essa experiência: O documentário “Fernando do Ó – Som do Coração”, produzido pela produtora Kalipso Cultural, está agora em fase de edição e montagem dentro da Residência/Mentoria Audiovisual do Metropolitano RS, iniciativa voltada às obras das empresas do ecossistema. A experiência de acompanhar de perto o universo de um artista tão singular, compartilhando momentos, memórias e afetos, evidencia o caráter coletivo da criação. São muitas mãos envolvidas: desde a estrutura proporcionada com o apoio dado pelo MetRS, passando pela visão e metodologia do Coletivo Catarse, até a generosidade de parceiros como os estúdios Tec Áudio e estúdio Soma e seus profissionais incríveis que estão “abraçando” o projeto, oferecendo tempo, conhecimento e sensibilidade. A residência tem sido fundamental para meu amadurecimento artístico e profissional, especialmente a partir da mentoria do Coletivo Catarse, produtora-madrinha do projeto. A parceria oferece suporte técnico, acesso à infraestrutura de pós-produção e orientação artística, contribuindo diretamente para a construção do eixo narrativo e estético da obra. Viver esse processo tem sido, para mim, uma espécie de escola sensível. Tenho aprendido que fazer um filme não é apenas dominar técnica ou organizar ideias. Mais do que um processo técnico, esta etapa tem sido marcada pela emoção de ver o projeto que foi iniciado de forma independente, ganhar forma e profundidade evidenciando o papel das iniciativas colaborativas no fortalecimento do audiovisual gaúcho. Aos poucos, entre imagens, sons, depoimentos e memórias, fui entendendo que esse filme não seria apenas sobre o que ele fez, mas sobre o que ele provoca nas pessoas.

Encontro nacional de educadores Freireanos em Porto Alegre

O movimento Café com Paulo Freire, formado em anos obscuros para a democracia brasileira, como uma frente de apoio contra os ataques que este ideólogo da educação brasileira sofria indiscriminadamente, reuniu em Porto Alegre cerca de 85 pessoas de todas as regiões do Brasil para um momento presencial de construção de rede. Apoiado em emendas parlamentares das deputadas Maria do Rosário e Reginete Bispo, foi possível realizar este encontro em 3 dias (24, 25 e 26 de abril) no CEPERS Sindicato. Ali, cada café teve o seu espaço para se apresentar aos outros, reflexões foram construídas a partir das exposições e um caminho de futuro foi traçado para a continuidade do movimento – considerado, inclusive, de abrangência internacional. O Coletivo Catarse esteve presente fazendo a transmissão ao vivo e gravando alguns momentos da integração dos participantes. A seguir, através do Canal Café com Paulo Freire no Youtube, é possível conferir como foram esses 3 dias: